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Palmeiras goleia Guarani por 4 a 1 e se recupera no Paulistão

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Em uma tarde inspirada de Estêvão, autor de dois gols, o Palmeiras goleou o Guarani por 4 a 1, neste domingo (02.02), no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Richard Ríos e Mauricio completaram o placar para o Verdão, enquanto Deni Júnior descontou para o Bugre.

A vitória quebra uma sequência de dois jogos sem vencer do Palmeiras, que vinha de derrota para o Novorizontino e empate com o Red Bull Bragantino. Com o resultado, o time comandado por Abel Ferreira chega aos 11 pontos e se mantém na vice-liderança do Grupo D, atrás do São Bernardo. Já o Guarani, com sete pontos, cai para a segunda posição do Grupo B.

Primeiro tempo avassalador

O Palmeiras começou a partida a todo vapor e abriu o placar logo aos cinco minutos, com Richard Ríos, aproveitando cobrança de escanteio de Raphael Veiga. Aos 12, Mauricio ampliou após boa jogada de Veiga. O Guarani tentou reagir e chegou a assustar em cabeceio de Titi, mas o Verdão seguiu pressionando e quase marcou o terceiro em chutes de Aníbal e Mauricio. Nos acréscimos, um gol de Raphael Veiga foi anulado por impedimento de Estêvão.

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Segundo tempo e show de Estêvão

Na segunda etapa, o Palmeiras continuou melhor e chegou ao terceiro gol aos 12 minutos, com Estêvão, em bela jogada individual. O Guarani diminuiu com Deni Júnior, após erro de Marcos Rocha, mas o Verdão não se abalou e seguiu criando chances. Aos 40 minutos, Estêvão marcou seu segundo gol na partida, fechando o placar em 4 a 1.

Próximos desafios

O Palmeiras agora se prepara para o clássico contra o Corinthians, na quinta-feira, às 20h, no Allianz Parque. O Guarani enfrenta o Água Santa, no mesmo dia, às 19h30, novamente no Brinco de Ouro.

FICHA TÉCNICA

GUARANI 1X4 PALMEIRAS

Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
Data: 02/02/2025
Hora: às 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Cartões amarelos: Emerson, Mateus Sarará (Guarani); Vanderlan, Aníbal Moreno e Abel Ferreira (técnico) (Palmeiras)
Gols: Deni Júnior, aos 19 minutos do 2°T (Guarani); Richard Ríos, aos seis minutos do 1°T, Mauricio, aos 12 minutos do 1°T e Estêvão, aos 12 e 40 minutos do 2°T (Palmeiras)

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GUARANI: Gabriel Mesquita; Lucas Justen, Raphael Rodrigues, Tití (Márcio Silva), Emerson Barbosa; Nathan Camargo, Mateus Sarará (Léo Porfírio), Geovane (Vinícius Kauê); João Victor (Rafael Bilu), Luiz Miguel (Deni Júnior), João Marcelo.
Técnico: Maurício Souza

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Gustavo Gómez, Murilo e Vanderlan (Piquerez); Aníbal Moreno (Fabinho), Richard Ríos, Raphael Veiga (Naves) e Mauricio (Thalys); Estêvão e Facundo Torres. Técnico: Abel Ferreira

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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