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Palmeiras bate o Ceará fora e defende liderança
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O Palmeiras foi à Fortaleza (CE) para medir forças com a equipe do Ceará pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro 2022, neste sábado (30). Com a vitória por 2 a 1, gols de Dudu, aos 30, e Flaco López, aos 46 do primeiro tempo – depois, o colombiano Mendoza, de pênalti, diminuiu para o time da casa aos 34 da etapa final –, o Verdão foi a 42 pontos na tabela e, no mínimo, manteve a vantagem de quatro pontos na liderança em relação à rodada anterior, quando encerrou quatro pontos à frente do vice-líder Corinthians, que recebe o Botafogo hoje, às 19h.
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De quebra, com o resultado, o Palmeiras melhorou ainda mais uma marca do Brasileirão 2022 que detém com exclusividade: no cenário visitante, é o único time que não perdeu fora de casa: em dez duelos, conquistou 22 dos 30 pontos possíveis, com seis vitórias (Juventude, Santos, Coritiba, São Paulo, América-MG e Ceará) e quatro empates (Goiás, Flamengo, Avaí e Fortaleza). Vale lembrar que o Verdão também é o time que impôs nesta edição a maior série invicta já atingida neste Brasileirão, independentemente do mando de campo – 13 jogos, entre a 2ª e 14ª rodada.
Além de líder do Campeonato Brasileiro e melhor visitante, o Palmeiras domina outras estatísticas na atual edição do Nacional. É o time que mais venceu (12 jogos), menos perdeu (duas derrotas), melhor saldo de gols (19), melhor ataque (33 gols), melhor defesa (14 gols sofridos).
E pelo fato de ter sofrido um único gol neste duelo, além de reforçar a marca de detentor da melhor defesa do Brasileirão 2022, passou a se destacar ainda mais na temporada, considerando os jogos disputados por quaisquer competições, em comparação a todos os outros clubes que figuram na Série A do Brasileiro. É o dono da melhor defesa do Brasil em 2022, isoladamente, com 30 gols sofridos nos 50 duelos disputados pela temporada (média de 0,6 por partida, seguido pelo próprio Ceará, agora com 0,64 – 29 gols sofridos em 45 jogos disputados em 2022).
Aliás, com estes números na temporada de 2022 (50 jogos, 36 vitórias, 10 empates, 4 derrotas, 102 gols marcados e 30 sofridos), essa média de 0,6 gol sofrido por jogo faz do Verdão de 2022, de Abel Ferreira, a terceira temporada menos vazada da história do clube em comparação com outras temporadas alviverdes anteriores, atrás só dos 0,56 gol sofrido por jogo de 1973 (quando foi vazado 50 vezes em 89 jogos) e da marca recordista de 0,54 de 1972 (44 gols sofridos em 81 jogos) – ambos os times dirigidos por Oswaldo Brandão, conhecidos como ‘A Segunda Academia’.
E pelo fato de sofrer poucos gols em 2022, quase como consequência, o Verdão pouco é derrotado. Com isso, os quatro reveses nas 50 partidas disputadas nesta temporada representam 8% de derrotas em seus jogos e, com isso, é o terceiro menor percentual em comparação com outras temporadas alviverdes anteriores, atrás de 1972, com 6% (cinco derrotas em 81 jogos), e 1930, com o recorde de 5% de reveses no total de jogos (dois em 39).
Além de melhor defesa da temporada 2022 dentre todos os clubes da elite, o Verdão também é dono do melhor aproveitamento de pontos (78,67%, seguido pelo Fluminense, com 70,75%) e do melhor ataque, tanto na média – com 2,04 gols por partida (102 gols marcados em 50 jogos), seguido por Flamengo, com 1,83 (88 gols marcados em 48 jogos) – quanto em números absolutos, o Alviverde também é o líder, com 100 bolas na rede, seguido pelo Flamengo, com 88.
Vale lembrar que o Palmeiras foi superado em apenas cinco ocasiões nos últimos 57 jogos que disputou, obtendo sendo outras 40 vitórias e 12 empates. Como visitante, nos 26 jogos mais recentes, são 15 vitórias, nove empates e apenas duas derrotas.
E as marcas surpreendentes não acabam por aí. O fato de ter superado o Ceará no Castelão rendeu ao Palmeiras um retrospecto superior ao do Vozão levando em conta apenas os números nesse próprio estádio. Antes de entrarem em campo pela 20ª rodada, neste sábado (30), a história registrava duas vitórias para cada lado e seis empates. Agora, são três triunfos palmeirenses contra dois do alvinegro cearense no local, por qualquer competição.
E se o Palmeiras se tornou superior contra o Ceará no Castelão, levando em conta seus números nesta cancha, diante de qualquer adversário, de quebra, o Alviverde passou a não ter mais retrospecto negativo no estádio – um dos poucos de sua história no qual levava desvantagem numérica. Antes de a bola rolar, em um total de 19 jogos, eram quatro vitórias do Palmeiras, cinco para os demais adversários e dez empates. Agora, o Verdão equilibrou os números no local com cinco vitórias para cada lado. Além do Fortaleza, o Alviverde já enfrentou nesta cancha também as equipes do Ceará, Flamengo-RJ e até o alemão Borussia Dortmund (quando goleou por 6 a 1 em 1996 pela Copa Euro-América).
No Castelão, aliás, esta é a segunda vez do Verdão atuando no local nos últimos 20 dias, pois, em 10 de julho, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, o já então líder Palmeiras foi à capital cearense para enfrentar o ainda lanterna Fortaleza, no último dia 10. As equipes empataram sem gols e, com o ponto somado, o Alviverde ainda assim ampliou sua minimamente sua vantagem na tabela em relação ao segundo colocado da rodada anterior. Um fato, entretanto, marcou aquele duelo: aos 44 do segundo tempo, quando o Palmeiras atacava com todas as suas forças e sobressaía na partida, o prélio uma queda de energia tomou conta do Castelão, gerando a paralização do duelo – o que por si só já esfriaria a partida, mesmo com uma eventual retomada. A arbitragem, então, aguardou os 30 minutos previstos no regulamento e, devido ao fato de que o jogo já estava em sua reta final (a um minuto do fim do tempo regulamentar), optou por encerrar a peleja.
Já na Capital Alencarina, de forma geral, o Verdão já possuía números extremamente favoráveis, e hoje melhorou ainda mais: agora um total de 32 jogos, chegou à sua 13ª vitória em Fortaleza, contra sete vezes em que fora superado, além de outros 12 empates; marcou 57 gols (já com os dois de hoje) e foi vazado 35 vezes. Nesta cidade, o Verdão já teve como adversários o Borussia Dortmund-ALE (uma vez), o próprio Ceará (17 vezes – aliás, o rival mais vezes visitado), o Estrela do Mar (uma vez), o Flamengo (uma vez), o Fortaleza (dez vezes), o Manguary (uma vez) e a Seleção do Ceará (uma vez).
E levando em conta somente o Brasileirão, este foi o 20º jogo do Palmeiras em Fortaleza, que acumula 7 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. Portanto, em sua 20ª partida nesta capital, ao sair vitorioso, além dos três pontos, passou a equilibrar os números na cidade também só pelo Nacional.
DESTAQUES INDIVIDUAIS
Com o gol que abriu o placar da vitória palmeirense, o atacante Dudu, no Palmeiras desde 2015 – com uma passagem de um ano pelo futebol árabe –, marcou o seu tento de número 82, se isolando como 25º maior artilheiro da história do Palmeiras (antes, dividia essa posição com os ídolos Canhotinho (meia-atacante dos anos 40 e 50) e Julinho Botelho (ponta-direita do Verdão nos anos 50 e 60).
Dudu chegou hoje ao seu jogo de número 379 pelo Verdão e, com isso, já é o 18º atleta que mais atuou pelo clube em todos os tempos – neste século, já lidera a lista, tanto de jogos (379) quanto de gols (81). Dentre tantas outras marcas (jogador com mais jogos, vitórias, gols e assistências no Allianz Parque desde a inauguração em 2014; maior campeão pelo clube no Século XXI; jogador com mais edições seguidas de Libertadores disputadas na história do clube), o Baixinho parece não querer parar tão cedo de colecionar marcas com o manto esmeraldino.
Outro destaque do duelo foi o atacante argentino Flaco López, recém-contratado (no último mês), juntamente do também atacante Merentiel (uruguaio), fez seu terceiro jogo pelo Verdão e marcou um gol pela primeira vez – o segundo da partida, levando o Alviverde à vitória parcial por 2 a 0 (no duelo que terminaria com triunfo por 2 a 1).
Os dois jogos anteriores de López, camisa 18, foram no último dia 21, contra o América-MG, fora (estreia), e no dia 24, contra o Internacional, em casa (vitórias por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente). Logo em seu debute, ele havia entrado aos 10 do segundo tempo no lugar do também estreante Merentiel (camisa 9) e, por muito pouco, já não marcou um gol logo em sua primeira partida – e seria um golaço (isso foi quando o Verdão já vencia por 1 a 0, e então Mayke ajeitou de cabeça para o centroavante na área do América-MG – então o argentino chutou de letra e a bola passou muito perto da trave).
López é o 46ª jogador argentino a defender o Palmeiras em toda a história – nenhum outro clube de São Paulo registra tantos atletas do país vizinho quanto o Verdão. O primeiro foi Novelli, meia que participou da campanha do título paulista em 1934, ainda nos tempos de Palestra Italia. Já o mais recente havia sido o zagueiro Nico Freire, integrante do elenco campeão brasileiro em 2018.
Com as presenças de Merentiel e López, agora, o Palmeiras conta com seis jogadores de outra nacionalidade em seu plantel. Além da dupla de atacantes, o Verdão conta com o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez, com o zagueiro chileno Kuscevic, com o lateral-esquerdo uruguaio Piquerez e com o meio-campista colombiano Atuesta.
COMO FICOU: PALMEIRAS x CEARÁ (HISTÓRICO GERAL)
No total dos 35 confrontos disputados contra o Vozão, o Palmeiras leva a melhor, agora com 20 vitórias, 10 empates e 5 derrotas sofridas, além de 74 gols marcados e contra 31 vezes em que fora vazado pelo adversário da vez.
PAI DE HUMORISTA CHICO ANYSIO INTERMEDIOU 1º PALMEIRAS X CEARÁ DA HISTÓRIA
Palmeiras e Ceará se enfrentaram pela primeira vez em 1938 – o Verdão, à época, ainda se chamava Palestra Italia (passaria a ser Palmeiras em 1942).
O clube alviverde, na ocasião, recebeu convite para excursionar pelo estado nordestino e enfrentar o Vozão por intermédio do presidente do clube Alvinegro Cearense à época, Francisco Anysio de Oliveira Paula, pai do humorista Chico Anysio, que se encantou pelo Palestra Italia e declarou amor o Alviverde até o fim de sua vida.
Na ocasião, em 24 de novembro de 1938, o time palestrino bateu o escrete cearense por 5 a 1, com gols de Barrilote, duas vezes, Imparato, Feitiço e Luizinho, com grandes atuações também do goleiro Jurandyr, do Palestra, que, à época, também era figura constante na Seleção Brasileira.
ADVERSÁRIOS FREQUENTES NAS DÉCADAS DE 70 E 90; E A PARTIR DE 2010
Depois do primeiro duelo em 1938, as equipes se enfrentaram constantemente na década de 70, pelo Campeonato Brasileiro; na década de 90, sempre pela Copa do Brasil – época em que, inclusive, o Alviverde aplicou sua maior goleada sobre o Ceará (6 a 0 pela Copa do Brasil de 1998, no Palestra Italia).
Depois, se enfrentaram uma única vez, isolada, na primeira década dos anos 2000 (em 2003, pela Série B do Nacional), até que, a partir de 2010, passaram a novamente terem seus caminhos cruzados novamente pelo Campeonato Brasileiro, após o Ceará passar a frequentar mais constantemente a Série A (2010, 2011, 2018, 2019, 2020, 2021 e, agora, 2022), com ressalva para o ano de 2013, quando se enfrentaram duas vezes pela Série B e 2020, temporada na qual, além da Série A do Brasileiro, se enfrentaram também pela Copa do Brasil (o Alviverde se classificou para as semifinais do Nacional de mata-mata contra o Vozão).
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha (Mayke, aos 21’/2ºT), Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez (Vanderlan, aos 21’/2ºT); Danilo, Zé Rafael e Raphael Veiga (Gabriel Menino, aos 42’/2ºT); Dudu (Breno Lopes, aos 42’/2ºT), Gustavo Scarpa e López (Rafael Navarro, aos 30’/2ºT). Técnico: Abel Ferreira.
Gols: Dudu (30’/1ºT) (0-1), López (46’/1ºT) (0-2), Mendoza (34’/2ºT) (1-2)
Cartões amarelos (SEP): Murilo, Piquerez e Marcos Rocha
fonte: https://www.palmeiras.com.br/noticias/unico-visitante-invicto-palmeiras-bate-ceara-fora-e-defende-vantagem-na-lideranca-do-brasileiro/
Fonte: Agência Esporte
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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