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Operação Penalidade Máxima: divulgação de conversas complica lateral do Cuiabá
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Em reportagem divulgada nesta manhã pela Espn, conversas entre o lateral Mateusinho e membros da quadrilha das apostas, complicaram a situação do lateral que, até então vinha negando seu envolvimento. Segundo a reportagem, Mateusinho fazia parte de um grupo de conversas por aplicativo com mais sete pessoas.
Em trechos da conversa, o lateral prometeu fazer uma falta dura para receber um cartão amarelo ou vermelho. “Pacilo, pô rapá eu sou bagulho doido. Me deu uma missão pra mim matar… ou mato ou morro mano. Não tinha jeito mano. Eu falei Ihh.. Alguém vai se f** aí, porque eu vou dar o carrinho”, disse o lateral em áudio transcrito pelo Ministério Público de Goiás.
“A missão foi cumprida, eu ia largar de barriga”, diz o atleta adiante no diálogo. Em seguida, Mateusinho é parabenizado pelos demais nomes do grupo e é tido como um ‘homem de confiança’ por parte dos apostadores.
“Ai ai, tu a partir de hoje tu cresceu muito comigo véi. Tu é como juvenil, mas agora é profissional. Tamo junto. Descansar aqui também, que a mulher já tá olhando torto porque eu tô só no celular. Valeu rapaziada. Até amanhã”, escreve um integrante do grupo de mensagens identificado apenas como ‘Ps zagueiro’.
“Nada, deixa eu como juvenil pai. Eu quero sempre ser o menor da casa. Entendeu?”, responde Mateusinho.
Em um outro momento, o lateral-direito recorre aos intermediadores ao dizer que precisa ‘fazer um dinheiro’ e se coloca à disposição até mesmo para ajudar a organizar uma manipulação. No diálogo, Mateusinho sugere o confronto entre Goytacaz e Belford Roxo, uma vez que tinha um amigo que atuava pelo Belford Roxo e poderia ajudar.
“Fala Vitão, manda a boa pra nóis. Tô durinho meu irmão. Entendeu? Fazer um dinheiro aí com a tipiçazinha de… Pô pra botar cem para mil. 100 (cem) pra qualquer coisa aqui. Fala com nóis. Boa tarde”.
“Tô na luta pra nóis aqui, tô na luta. Vamos ver se sai pelo menos uma fezinha pra nóis aí. Fechar essa daí… pra respirar todo mundo”, responde Victor Talamini, um dos sete nomes presentes no grupo. “Fechar e bater ne? É o mais difícil. Fechar ainda é fácil”.
“É isso aí… Mas ai tu manda antes pô. Pelo menos uma meia hora antes de começar que aí dá pra entrar”, escreve o lateral, que indica o jogo do Carioca como opção. “Ah tô ligado, tô ligado. Não aparece nenhuma do carioca aí não? Goytacaz e Belford Roxo? Vê ai”.
“Vê se aparece aí. Vai lá em carioca lá. Campeonato carioca. Goytacaz e Belford Roxo. “Tem um parceiro meu aqui que joga no Belford Roxo”, finaliza.
Por fim, nas páginas seguintes do processo, Mateusinho aparece irritado com um suposto não pagamento realizado após o cumprimento de uma aposta. O lateral-direito fala inúmeras vezes em ‘cobrar os caras’.
“Mano os cara não tá cobrando dos maluco lá? Então pronto mano. Nóis tem que cobrar aqui. Se fosse nóis os cara ia tá em cima cobrando igual eles tão em cima dos cara lá. Ué… então tem que cobrar mesmo fí”.
Até o momento, Mateusinho continua trabalhando normalmente e foi relacionado para a partida contra o Atlético-MG, mas não entrou em campo. Com as novas provas, veremos qual será o posicionamento da diretoria em relação ao atleta.
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Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.
A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.
Sobrevivência e Estratégia
A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.
O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.
Drama Local e Pódio Inédito
A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.
Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.
Feitos Históricos no Pelotão Intermediário
A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.
Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto
Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.
- Kimi Antonelli (Mercedes)
- Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
- Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
- Oscar Piastri (McLaren) +24s261
- Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
- Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
- Pierre Gasly (Alpine) +30s369
- Alexander Albon (Williams) +33s413
- Esteban Ocon (Haas) +37s140
- Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
- Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
- Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
- George Russell (Mercedes) +43s353
- Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
- Franco Colapinto (Alpine) +48s964
Fonte: Esportes
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