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Marrocos bate Canadá e é o 1º africano a vencer grupo da Copa neste século

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Após 24 anos, a África tem de novo um dos seus representantes terminando na primeira colocação do seu grupo em uma Copa do Mundo FIFA.

A responsável por colocar novamente o continente no topo foi a seleção de Marrocos. Com uma vitória por 2 a 1 sobre o Canadá, nesta quinta-feira (01.12), ela encerrou o Grupo F à frente da Croácia, Bélgica e do seu adversário da última rodada.

A última vez que um africano havia vencido uma chave no Mundial masculino havia sido na França-1998, com a Nigéria. As Super Águias também terminaram na frente nos Estados Unidos-1994. E houve também a liderança de Camarões, na Itália-1990 e do próprio Marrocos, no México-1986.

Essa, aliás, tinha sido a única classificada marroquina para a segunda fase de um Mundial. Nas outras quatro participações, o país já havia sido removido na etapa inicial. Por isso, o avanço no Qatar-2022 foi tão comemorado –seu adversário será conhecido ainda hoje, após a finalização do Grupo E.

Curiosamente, o Canadá também repetiu sua atuação de 1986. Assim como em sua primeira (e anterior) participação no torneio, a nação que será uma das sedes da próxima Copa perdeu todos os três jogos que disputou. A diferença é que, desta vez, consegui fazer gols.

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Momento chave

Marrocos precisava só de um empate para garantir sua ida para a próxima fase. Mesmo assim, não abdicou do desejo da vitória e foi recompensado logo no comecinho da partida. Com apenas 4 minutos de jogo, o goleiro do Canadá, Milan Borjan, mandou mal na saída de bola e acabou dando um passe para Hakim Ziyech arrematar de longe, encobri-lo e fazer um belo gol.

Número

O centésimo gol anotado no Qatar-2022 foi também o primeiro gol contra da competição. Mas o zagueiro Nayef Aguerd não teve muita culpa no cartório. A bola simplesmente tocou no marroquino depois de cruzamento rasteiro do ataque do Canadá. O desvio foi suficiente para mudar a direção do passe e tirar da jogada o goleiro Bono.

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Craque do jogo

Um dos jogadores marroquinos mais importantes no cenário internacional, Achraf Hakimi é o líder técnico da seleção e teve papel essencial na classificação da seleção para a fase final da Copa. Hoje, também foi eleito pelos torcedores como o destaque máximo da partida contra o Canadá.

Fonte: Agência Esporte

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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