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Ituano vence o líder Bahia

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Ituano venceu o líder Bahia numa boa partida no Novelli Júnior que recebeu seu maior público nesta Série B. Mais de dois mil torcedores puderam ver o Ituano conquistar a segunda vitória na competição e retornar ao G4. O único gol do jogo saiu da cobrança de escanteio de Kaio para o primeiro pau onde o zagueiro Bernardo desviou de cabeça para o outro ângulo. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Foi o segundo gol no profissional do jovem zagueiro de 23 anos formado na base do clube. “Na preleção o técnico Mazola cantou a jogada. É algo que treinamos e deu certo no jogo. Muito feliz em poder ajudar na vitória do Ituano. Já estava na hora de eu marcar um gol” contou Bernardo que mereceu comentários do técnico Mazola. “O Bernardo se destacou muito na base. Inclusive fazendo gols em bola parada. Eu prezo muito o profissional. Pelo treinamento, pelo espírito do atleta durante a semana. E no ano passado começamos a perceber que era o momento de dar oportunidade ao Bernardo. Tamanho a entrega dele nos treinamentos, e o grau de profissionalismo deste rapaz. Ele inclusive jogou no quadrangular final e na final da Série C. Eu não tenho mérito nenhum nisso. Quem merece é o Bernardo tudo que ele está vivendo. Vamos dar o mérito para ele. Mas, sempre com os pés no chão. Ainda tem muita coisa nesta competição. Faltam 33 jogos!” lembrou Mazola. Com a vitória, o Ituano chegou a 8 pontos e ocupa a terceira posição. Ainda faltam 8 jogos para complementar a 5ª rodada da Série B.

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Com 5 minutos, as duas equipes mostraram que queriam jogo. O meia Daniel bateu cruzado para defesa com os pés de Pegorari. O Ituano respondeu com o lateral Pacheco que avançou, viu espaço e bateu forte pelo alto, assustando o goleiro Danilo. E foi assim o primeiro tempo, com os dois times alternando oportunidades. Davó finaliza de fora da área para defesa de Pegorari. Aylon recebe da entrada da área e bate forte. A bola resvala no travessão e sai. Até que veio o lance de gol. Kaio cobrou escanteio para o gol de Bernardo aos 23 minutos. Na sequência quase o Ituano fez o segundo. Pacheco fez boa jogada pela direita e cruzou para a batida de primeira de Lucas Siqueira. Bem colocado, Danilo fez a defesa. Na segunda etapa o Bahia foi mais incisivo em busca do empate e Pegorari trabalhou bem com várias defesas. Na cobrança de falta de Rildo. Na finalização de Davó no canto. E num chute forte, da entrada da área no ângulo que Pegorari colocou para escanteio e garantiu a primeira vitória do Ituano contra o Bahia em três confrontos. “Valoriza muito o grupo. Ganhamos do líder que não está nesta posição à toa. É um Bahia sério candidato ao acesso. Foi uma vitória muito importante. A lição do jogo de hoje, ao contrário dos outros jogos, é que hoje soubemos sofrer. O que é natural porque jogamos contra o líder do campeonato. É normal que ao estar ganhando você vem a sofrer no final do jogo. Este foi o primeiro jogo na Série B que o meu goleiro defesas importantes” disse Mazola. Pegorari garantiu seu 35º jogo sem sofrer gol. “Na Série B, principalmente contra times que vão brigar pelo acesso, é importante fazer jogos de igual para igual. Felizmente fizemos um bom jogo e vamos dormir no G-4. E comemorar essa, que é a primeira vez que o Ituano vence o Bahia” lembrou Pegorari.

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Acaz Fellegger

Jornalista Mtb 19.426 SP

fonte: https://ituanofc.com/noticias/ituano-vence-o-lider-bahia

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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