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Grêmio vence inter em clássico eletrizante no Beira-Rio em virada heroica

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Em um dos confrontos mais emocionantes da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Grêmio protagonizou uma virada espetacular sobre o Internacional no Beira-Rio, vencendo o Gre-Nal por 3 a 2. O clássico gaúcho, disputado neste domingo, viu o Tricolor sair de campo com três pontos preciosos, enquanto o Colorado lamentou a chance perdida de empatar nos acréscimos com um pênalti na trave. Carlos Vinícius, André Henrique e Alysson balançaram as redes para o Grêmio, enquanto Alan Patrick marcou os dois gols do Internacional.

A vitória encerra uma sequência de três jogos sem triunfos para o Grêmio, que agora soma 28 pontos e sobe para a 12ª posição na tabela, ultrapassando o próprio rival. Para o Internacional, o revés representa o segundo jogo consecutivo sem vitória, e a equipe cai para o 13º lugar, mantendo os 27 pontos. A partida foi marcada por reviravoltas e um pênalti perdido no último minuto, que poderia ter mudado o desfecho.

Jogo de emoções e pênaltis

O placar foi inaugurado aos 21 minutos, com Alan Patrick convertendo um pênalti para o Internacional, chutando no canto direito do goleiro Volpi, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu a defesa. A resposta gremista não demorou: aos 29, Carlos Vinícius aproveitou um cruzamento preciso de Marlon e desviou de cabeça, deixando tudo igual.

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A etapa final trouxe ainda mais intensidade. Logo aos 6 minutos, o Internacional voltou à frente com mais um pênalti, novamente cobrado e convertido por Alan Patrick. No entanto, o Grêmio mostrou resiliência e buscou o empate rapidamente, aos 8 minutos, quando André Henrique, em cobrança de escanteio, encontrou a cabeça de Willian, que não perdoou.

A virada tricolor se consolidou aos 22 minutos. Alysson recebeu lançamento de André, superou a marcação adversária, cortou para a perna esquerda e finalizou sem chances para o goleiro Rochet, garantindo a vantagem gremista. O drama, porém, não havia terminado. Já nos acréscimos, Alan Patrick teve a chance de se redimir e empatar o jogo em uma terceira cobrança de pênalti, mas, para alívio dos gremistas, a bola carimbou a trave, selando a vitória visitante. O Grêmio ainda teve o jogador Arthur expulso aos 32 minutos do segundo tempo, mas conseguiu segurar o resultado.

Próximos compromissos

O Internacional terá a chance de se recuperar no próximo sábado (27), às 18h30 (de Brasília), quando enfrentará o Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, pela 25ª rodada do Brasileirão.

Já o Grêmio volta a campo no meio de semana, na quarta-feira (24), para um confronto pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro contra o Botafogo, às 19h30, na Arena do Grêmio.

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Ficha Técnica

Internacional 2 x 3 Grêmio

Competição: Campeonato Brasileiro (24ª rodada)

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Data: 21 de setembro de 2025 (domingo)

Horário: 17h30 (de Brasília)

Cartões Amarelos:

  • Internacional: Alexandro Bernabei, Braian Aguirre, José Carlos Ferreira, Ricardo Mathias
  • Grêmio: Nenhum (não informado nos dados, assumindo que os mencionados foram apenas para o Internacional)

Cartões Vermelhos:

  • Internacional: Alexandro Bernabei
  • Grêmio: Arthur

Arbitragem:

  • Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)
  • Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
  • VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)

Gols:

  • Alan Patrick, aos 21′ do 1ºT (Internacional)
  • Carlos Vinícius, aos 29′ do 1ºT (Grêmio)
  •  Alan Patrick, aos 51′ do 1ºT (Internacional)
  • André Henrique, aos 53′ do 1ºT (Grêmio)
  • Alysson, aos 22′ do 2ºT (Grêmio)

Escalações:

Internacional: Sergio Rochet; Braian Aguirre, Vitão, Juninho e Alexandro Bernabei; Alan Rodríguez (Bruno Henrique, Ricardo Mathias) e Richard; Bruno Tabata (Óscar Romero), Alan Patrick e Johan Carbonero; Borré. Técnico: Roger Machado

Grêmio: Tiago Volpi; Marcos Rocha, Erick Noriega, Wagner Leonardo e Marlon; Edenílson (Franco Cristaldo), Cuellar (Douglas Moreira) e Arthur; Cristian Pavón (Cristian Olivera), Willian (Alysson) e Carlos Vinícius (André Henrique). Técnico: Mano Menezes

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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