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Grêmio empata com o Criciúma na Arena
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Em partida válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B, o Grêmio recebeu, nesta quinta-feira, 19, o Criciúma na Arena. O jogo terminou em 0 a 0, com o Tricolor tendo as melhores chances da partida. Após o resultado, a equipe de Roger Machado soma um ponto e permanece na sexta colocação com 12 pontos.
O Grêmio entrou em campo com uma formação diferente. Pela primeira vez, Roger Machado escalou uma equipe no 4-4-2, com Elkeson e Diego Souza no ataque. Os primeiros minutos de partida se caracterizaram pela intensidade e disputa entre as equipes no meio de campo, com muitas faltas. Tanto que, logo aos três minutos, o atacante Hygor, do Criciúma levou amarelo por chegada forte em Biel.
A primeira chegada perigosa aconteceu com seis minutos de partida, a favor do Tricolor. Bitello cruzou para Diego Souza, que dentro da pequena área, dominou e chutou. A finalização acabou esbarrando na defesa. No rebote, Biel bateu forte e a bola desviou na zaga adversária, passando rente a trave direita.
O Grêmio seguiu presente no ataque, tentando abrir o placar. Em um contra-ataque, com 14’ jogados, a bola sobrou para Bitello que lançou para Biel. Em velocidade, o camisa 17 avançou em direção ao ataque, mas foi interceptado por Marcelo Hermes. Um minuto depois, a equipe catarinense teve a primeira finalização a seu favor e foi perigosa. Também em contra-ataque, Rafael Bili chutou rasteiro, a bola passou por Brenno, fazendo Hygor quase marcar.
Após o susto, a equipe de Roger Machado voltou a levar perigo à meta do Criciúma. Aos 22’, Nicolas cobrou escanteio na cabeça de Diego Souza, o atacante finalizou, mas o goleiro Gustavo defendeu à queima roupa. Com 24’ jogados, mais um ataque perigoso. Dessa vez, Diego Souza passou para Lucas Silva na entrada da área. O volante finalizou de primeira e a bola passou perto do travessão.
Somando finalizações, o Grêmio permanecia no ataque e, aos 30’ veio a melhor chance. Diego Souza ficou cara a cara com o goleiro adversário. Na finalização, o arqueiro cresceu e fez uma bela defesa. Na sequência, Gabriel Teixeira chutou forte e Gustavo pegou mais uma vez. A bola ainda sobrou para Rodrigues que, de fora da área, finalizou e o goleiro também defendeu.
O Criciúma voltou a atacar apenas aos 37’, em uma cobrança de falta que passou por cima da meta de Brenno. Já o Tricolor deixou mais uma chance escapar aos 43’. Na entrada da grande área, Elkeson deixou para Diego Souza, que abriu para Bitello. O meia avançou pela esquerda para dentro da pequena área, mas acabou chutando fraco.
A segunda etapa iniciou sem trocas no Grêmio. A intensidade da partida diminuiu. A primeira finalização aconteceu com sete minutos, a favor da equipe de Roger Machado. Nicolas cruzou na área e a bola sobrou para Diego Souza. O atacante dominou e chutou em cima da marcação, fazendo a bola passar perto do gol.
Aos 11’, Roger promoveu as primeiras modificações no Tricolor. Campaz e Sarará entraram nas vagas de Rodrigues e Lucas Silva. No primeiro toque de Campaz na bola, o meia teve a oportunidade de ampliar o marcador, mas a defesa adversária cortou o chute de dentro da pequena área.
Os minutos finais somavam poucas finalizações. Com 25’ jogados, o Grêmio teve mais uma chance perigosa, fazendo o goleiro adversário trabalhar. Nicolas cruzou na área, a bola sobrou para Villasanti que mergulhou e cabeceou forte. Gustavo ficou com a bola.
Roger Machado realizou a terceira troca aos 26’. Elkeson saiu para a entrada de Elias. Oito minutos depois, Gabriel Silva e Fernando Henrique entraram nas vagas de Biel e Villasanti. As trocas surtiram efeito e o Tricolor passou a pressionar mais a equipe adversária. Com 35’ passados, Sarará passou para Gabriel Silva, o meia finalizou e a bola passou muito perto da trave.
Nos acréscimos a partida reservou emoções à torcida Tricolor que teve um gol anulado. Diego Souza tirou a bola das mãos de Gustavo. E no último minuto, Elias perdeu um gol na cara do goleiro. O atacante cabeceou para fora.
O próximo desafio do Grêmio é daqui há 10 dias. No domingo, 29, o Tricolor enfrenta o Vila Nova, fora de casa.
Fotos: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
fonte: https://gremio.net/noticias/detalhes/25274/gremio-empata-com-o-criciuma-na-arena
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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