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Flamengo perde para o Bolívar mas avança às quartas de final da Libertadores 

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O Flamengo garantiu sua vaga nas quartas de final da Copa Libertadores, mesmo após ser derrotado por 1 a 0 pelo Bolívar-BOL, em La Paz, nesta quinta-feira. O resultado agregado de 2 a 1, graças à vitória por dois gols no Maracanã, foi suficiente para os rubro-negros avançarem na competição. O gol da vitória boliviana foi marcado por Bruno Sávio no segundo tempo.

 Primeira Etapa: Pressão Inicial e Chances Perdidas

O Bolívar começou a partida pressionando o Flamengo, tentando aproveitar a altitude de La Paz para impor seu ritmo. Aos 14 minutos, Ramiro Vaca teve a primeira grande chance do jogo, mas chutou em cima do goleiro Rossi após receber um passe na área.

O Flamengo não se intimidou e quase abriu o placar em seguida. Gerson foi lançado na área e ficou cara a cara com o goleiro Lampe, mas hesitou e acabou sendo desarmado. Durante boa parte do primeiro tempo, os rubro-negros conseguiram neutralizar as investidas do Bolívar, que só voltou a assustar aos 34 minutos, novamente com Ramiro Vaca, em um chute de longa distância.

Os minutos finais da primeira etapa seguiram com o Flamengo controlando as ações e mantendo o placar em 0 a 0 até o intervalo.

Segunda Etapa: Gol e Pressão Boliviana

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No segundo tempo, o Flamengo teve a primeira chance clara aos cinco minutos, quando Ayrton Lucas recebeu um passe na área, mas finalizou mal. O Bolívar respondeu rapidamente, com Bruno Sávio acertando o travessão em uma boa jogada individual.

Aos 11 minutos, o Bolívar finalmente abriu o placar. Bruno Sávio aproveitou um cruzamento e cabeceou para o fundo das redes, colocando os bolivianos na frente. O gol animou os donos da casa, que aumentaram a pressão. Ramiro Vaca quase marcou o segundo em um chute de fora da área, obrigando Rossi a fazer uma grande defesa.

Após o susto, o Flamengo recuou e focou em impedir novas investidas do Bolívar. Aos 36 minutos, Henry Vaca chutou da entrada da área, Rossi espalmou e a bola ainda tocou no travessão, quase ampliando a vantagem boliviana.

Nos minutos finais, o Bolívar intensificou a pressão, aproveitando o recuo do Flamengo. Oviedo obrigou Rossi a mais uma defesa após cabeceio na área. No entanto, a situação dos bolivianos complicou quando Anderson de Jesus foi expulso por impedir o avanço de Bruno Henrique, sendo o último homem.

Classificação e Próximos Desafios

Com a expulsão, o Flamengo conseguiu segurar o resultado e garantir a classificação para as quartas de final da Libertadores. Agora, o time carioca se prepara para enfrentar o Peñarol-URU na próxima fase da competição.

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O Flamengo volta a campo no domingo, às 19h (horário de Brasília), para enfrentar o Internacional no Beira-Rio, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Bolívar, eliminado da Libertadores, volta suas atenções para o campeonato local.

A classificação do Flamengo demonstra a resiliência e a capacidade da equipe de superar adversidades, mesmo em condições difíceis como a altitude de La Paz. A torcida rubro-negra está confiante e espera que o time continue avançando na busca pelo título continental

FICHA TÉCNICA

BOLÍVAR-BOL 1 X 0 FLAMENGO-BRA

Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz (BOL)
Data: 22/08/2024
Horário: 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro:  Yael Falcon (ARG)
Cartões amarelos: Anderson de Jesus (Bolívar); De la Cruz, Evertton e Gerson (Flamengo)
Cartões vermelhos: Anderson de Jesus (Bolívar)
GOL: Bruno Sávio, aos 11min do segundo tempo (BOLÍVAR)

BOLÍVAR: Lampe, Jesús Sagredo (Yomar Rocha), Orihuela, Anderson de Jesus e José Sagredo; Justiniano, Saucedo (Henry Vaca) e Ramiro Vaca: Bruno Sávio, Oviedo e Fábio Gomes. Técnico: Flavio Robatto

FLAMENGO: Rossi, Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Léo Ortiz, Pulgar, De la Cruz (David Luiz) e Gerson (Evertton), Luiz Araújo e Carlinhos (Bruno Henrique). Técnico: Tite

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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