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Em jogo emocionante, Corinthians empata com Palmeiras em 2 a 2 na Neo Química Arena
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O Corinthians voltou a campo na noite desta quinta-feira (16) para enfrentar o Palmeiras, pela 9ª rodada do Paulistão Sicredi 2023, na Neo Química Arena. Em uma grande partida, na qual as duas equipes tiveram um bom volume de jogo, o Timão ficou no empate, com placar de 2 a 2.
Mesmo com uma forte chuva que castigou a região de Itaquera durante quase toda a partida, o Time do Povo foi valente e buscou o empate após tomar a virada do rival. Róger Guedes e Gil fizeram os gols pelo Alvinegro. Com o resultado, o Corinthians somou 15 pontos e se mantém líder do grupo C da competição.
Escalação
O técnico Fernando Lázaro escalou o Timão com a seguinte formação: Cássio; Fagner, Bruno Méndez, Gil e Fábio Santos; Roni, Giuliano, Renato Augusto e Adson; Róger Guedes e Yuri Alberto. Entraram no decorrer do jogo: Romero e Fausto Vera. Ainda ficaram à disposição no banco de reservas: Carlos Miguel, Rafael Ramos, Maycon, Caetano, Paulinho, Giovane, Matheus Araújo, Balbuena e Du Queiroz.
Primeiro tempo
No primeiro lance da partida, o Timão foi ao ataque. Giuliano chutou de fora da área, a bola desviou e foi para fora. Primeiro escanteio do jogo.
O Time do Povo foi novamente ao ataque aos três minutos: Fagner chegou à linha de fundo e cruzou para Yuri Alberto. O camisa 9, bem marcado, não conseguiu finalizar; bom início do Alvinegro.
Gol do Corinthians!! Aos oito minutos, Yuri Alberto recebeu de Giuliano e fez o passe para Renato Augusto no meio da área. O meia segurou a bola e serviu Róger Guedes. O camisa 10, pela esquerda, chutou para o fundo das redes, 1 a 0!
Após o gol, uma chuva torrencial começou a cair na Neo Química Arena. O jogo ficou um pouco mais truncado devido ao gramado mais pesado pelo o excesso de água. Mesmo com a enorme quantidade de chuva que caiu em poucos minutos, o gramado da Casa do Povo se manteve com boa qualidade.
Aos 17 minutos, o Palmeiras tentou responder em uma cobrança de escanteio: em cabeçada de Gustavo Gómez, o zagueiro adversário mandou para fora. No minuto 23, Rony tentou de bicicleta, mas Cássio fez uma defesa segura.
O Palmeiras foi ao ataque mais uma vez: aos 29 minutos, Raphael Veiga chutou de dentro da área, mas Cássio ficou com a bola novamente.
Mais uma chegada do Corinthians! Aos 36 minutos, Adson dominou e deixou com Renato Augusto. O camisa 8 chegou chutando, a bola ia na gaveta, mas o goleiro Weverton fez uma grande defesa. Na jogada seguinte, foi a vez de Giuliano testar o goleiro adversário: após um chute forte, Weverton rebateu a bola para a lateral.
Aos 39 minutos, em uma saída errada do Palmeiras, Murilo tentou recuar para Weverton e quase fez contra. O goleiro palmeirense teve que correr muito para evitar o gol.
No minuto 42, o Palmeiras chegou ao empate: Raphael Veiga levantou na área e Rony cabeceou para o gol, 1 a 1.
O árbitro deu quatro minutos de acréscimo.
No último lance do primeiro tempo, Fagner fez uma excelente jogada pela direita e levou a bola para a entrada da área. O camisa 23 chutou para o gol e Weverton fez outra boa defesa.
Segundo tempo
O Corinthians iniciou o segundo tempo com uma mudança: saiu Adson e entrou Romero.
Nos primeiros minutos da segunda etapa, o Palmeiras foi ao ataque e conseguiu algumas jogadas perigosas. Aos sete minutos, em cobrança de escanteio de Raphael Veiga, Rony cabeceou e colocou o adversário à frente no placar, 2 a 1.
O Timão tentou a resposta logo na sequência: aos nove, Renato Augusto chutou de fora da área, a bola desviou na zaga, dando escanteio ao Alvinegro.
Aos 22 minutos, o Timão teve uma falta para bater: Róger Guedes cobrou e a bola bateu na barreira. Dois minutos depois, Renato Augusto teve oportunidade. O camisa 8 chutou de esquerda e Weverton mandou para escanteio.
Aos 24 minutos, mais uma alteração do Time do Povo: saiu Roni e entrou Fausto Vera.
Outra chance do Coringão, aos 31 minutos: após uma boa jogada de Renato Augusto, Róger Guedes chutou e Weverton defendeu.
Gol do Corinthians!!! Em cobrança de escanteio, aos 32 minutos, Giuliano cruzou na área. Gil, de primeira, bateu e empatou a partida, 2 a 2.

Gil também marcou gol no Derby. Foto: Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians
A torcida inflamou após o gol e o Corinthians passou a pressionar mais o adversário. Renato Augusto fazia boas jogadas pelo lado esquerdo do campo.
O árbitro deu cinco minutos de acréscimo. O Corinthians ainda tentou, mas esbarrou na defesa adversária.
Próximo jogo
O Corinthians volta a campo neste domingo (19), pela 10ª rodada do Paulistão Sicredi 2023, para encarar o Mirassol na Neo Química Arena, às 18h30.
Fonte: Agência Esporte
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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