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Dorival Júnior é apresentado oficialmente como novo treinador da Seleção Brasileira

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Por Brisa Sanches | Agência Esporte

Em uma cerimônia marcada por emoção e expectativa, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou o experimentado Dorival Júnior como novo técnico da Seleção Brasileira Masculina de Futebol. O evento ocorreu nesta quarta-feira (9), na sede da entidade máxima do futebol brasileiro, no Rio de Janeiro, sob a condução do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Dorival Júnior, que traz em sua bagagem recentes conquistas como as duas últimas edições da Copa do Brasil e uma gloriosa Libertadores, irá estrear no comando do escrete canarinho nos amistosos de março contra potências europeias: Espanha e Inglaterra. No entanto, seus olhos estão fixos em objetivos maiores: a Copa América e as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

“É uma satisfação, estou sinceramente emocionado, depois de tudo que eu vivi, de tudo que eu passei”, declarou o comovido Dorival, que não se furtou de fazer sua “primeira convocação”: a do torcedor brasileiro, conclamando a nação a acreditar e viver mais intensamente as emoções proporcionadas pela seleção.

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Uma Trajetória de Vitórias

Com mais de duas décadas dedicadas à carreira de técnico, Dorival Júnior é sinônimo de experiência e sucesso. Seu toque de Midas ficou evidente com triunfos expressivos por grandes clubes brasileiros, incluindo uma dupla vitória na Copa do Brasil e a consagração na Libertadores pelo Flamengo. Sua jornada no comando técnico começou em 2002 com a Ferroviária, o mesmo clube que o revelou para o futebol como atleta, e desde então, percorreu um caminho de títulos estaduais e nacionais, destacando-se especialmente pelo Santos em 2010 e pelo Internacional em 2011.

Títulos de Dorival como treinador

2004: Campeonato Catarinense – Figueirense

2005: Campeonato Cearense – Fortaleza

2006: Campeonato Pernambucano – Sport

2008: Campeonato Paranaense – Coritiba

2009: Campeonato Brasileiro Série B – Vasco da Gama

2010: Campeonato Paulista e Copa do Brasil – Santos

2011: Recopa Sul-Americana – Internacional

2012: Campeonato Gaúcho – Internacional

2016: Campeonato Paulista – Santos

2020: Campeonato Paranaense – Athletico Paranaense

2022: Copa do Brasil e Copa Libertadores da América – Flamengo

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2023: Copa do Brasil – São Paulo

O Técnico e o Jogador

Antes de se tornar um dos nomes mais respeitados na área técnica, Dorival Júnior construiu uma sólida carreira como jogador, atuando como volante. Passou por 12 clubes, deixando sua marca em times como Palmeiras, Grêmio e Juventude, além de conquistar títulos importantes como o Campeonato Brasileiro Série B e o Campeonato Gaúcho.

O Futuro à Frente da Seleção

A chegada de Dorival ao time nacional instiga a curiosidade e a esperança de fãs e especialistas. Com um perfil de liderança forte e um histórico de excelência tática, a expectativa é que ele possa revitalizar a seleção, trazendo um futebol moderno e resultados que correspondam à paixão do povo brasileiro pelo esporte.

O Brasil, agora sob nova direção, aguarda ansiosamente para ver como Dorival Júnior irá escrever o próximo capítulo de sua história, desta vez à frente da amarelinha, em busca de glórias e triunfos que ressoem não só nos gramados, mas no coração de cada torcedor.

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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