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Cuiabá, um exemplo a ser seguido?
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Com um time sub-20, o Cuiabá já disparou na liderança isolada da Copa FMF de 2023. Tudo já leva a crer, como acontece há algum tempo com o campeonato matogrossense, que a copa FMF terá como grande atração a disputa pelo título de vice campeão.
O Cuiabá E.C. parece um bode na sala do futebol matogrossense. Uma criatura estranha pairando entre os demais clubes, que nem funcionam direito o ano inteiro.
A situação é tão inusitada que o time do Araguaia, dado que boa parte de seus jogadores são da baixada cuiabana, abriu mão de mandar seus jogos da copa FMF em seu próprio campo e optou por mandá-los em estádios de Cuiabá e Várzea Grande. Conversando com um colega sobre isso ele disse. “O Araguaia é praticamente o aluguel de um CNPJ.”
Soube no último final de semana que a folha de pagamento do Operário é menor que o salário de Walter, goleiro do Dourado. A diferença econômica, de estrutura e outras coisas é tanta, que os demais times nem levam mais o Cuiabá a sério.
Tem um pessoal afoito que acha que o Cuiabá serve de motivação para os demais times do estado, que é um exemplo a ser seguido. E que com planejamento e organização daqui a pouco teremos uns 3 ou 4 times competindo de igual para igual com o Douradão.
E a parte desse idealismo chega às últimas consequências quando os afoitos dizem. É só transformar os clubes em SAFs , fazer planejamento estratégico que tudo se resolve.
Minha gente, dinheiro não dá em pau. Ele é fruto de circunstâncias muito peculiares e seletivas. Não é uma questão simples como seguir cartilhas e conselhos de administradores de empresas.
De minha parte, o que vislumbro é um campeonato matogrossense especial, só com o Cuiabá participando e jogando contra si mesmo. E um campeonato matogrossense oficial, com os demais times. Porque não faz sentido, nem tem a menor graça , o Dourado junto dos demais.
Os demais times não vão seguir o Dourado. Não é por falta de vontade. Vontade eles tem de sobra. A questão é que as relações que explicam o modo de produção capitalista simplesmente não autorizam a entrada de muita gente no banquete da grana.
Há cem anos tem dois times no RS; dois times em MG, com o América beliscando; dois times no RN; dois times no CE, dois times na BA; quatro times no RJ, quatro times em SP; é uma estrutura quase imutável. Os outros times, em cada estado são quase como meros figurantes. Os campeões estaduais quase não mudam há cem anos.
E mais do que isso. A Espanha tem dois times. A França tem dois times e dizem que tem o campeonato mais sem graça do mundo. A Inglaterra tem dois ou três times. O futebol é concentrado, não é um curral de portas abertas.
O Dourado, dada a sua juventude, parece uma contradição a essa escrita. Mas não é. Parece ter surgido pra suplantar a tradição local matogrossense. E é aí que mora a fé e a euforia dos afoitos. Achar que o Dourado tem algo a ensinar. Não tem, nem deve ter. O Cuiabá faz muito bem seus negócios. E negócio é negócio.
O Dourado é tipo um raio em dia de céu azul. Calhou de aparecer (Por obra de algumas dezenas de milhões de reais, mas centenas de outros clubes pelo Brasil fizeram o mesmo e deram com os burros n’águas). Ninguém sabe até quando dura nem quando vai aparecer outro. A direção do clube calhou, por enquanto, de conseguir administrar muito bem esse raio.
Aldi Nestor
Narrador da Rádio Comunitária CPA FM
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Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.
A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.
Sobrevivência e Estratégia
A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.
O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.
Drama Local e Pódio Inédito
A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.
Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.
Feitos Históricos no Pelotão Intermediário
A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.
Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto
Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.
- Kimi Antonelli (Mercedes)
- Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
- Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
- Oscar Piastri (McLaren) +24s261
- Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
- Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
- Pierre Gasly (Alpine) +30s369
- Alexander Albon (Williams) +33s413
- Esteban Ocon (Haas) +37s140
- Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
- Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
- Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
- George Russell (Mercedes) +43s353
- Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
- Franco Colapinto (Alpine) +48s964
Fonte: Esportes
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