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Cuiabá sai atrás no placar e busca reação fora de casa.
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Jogando na Fonte Luminosa em Araraquara, o Cuiabá passou um perrengue na primeira etapa tendo que buscar forças no segundo tempo. É o terceiro empate consecutivo do Dourado na Série B, o que deixa a equipe auriverde longe do G-4.
O Cuiabá começou a partida com mais posse de bola e fazendo um jogo equilibrado contra a Locomotiva, depois dos 20 minutos a Ferroviária passou a dominar mais as ações e aos 29 abriu o marcador com Juninho que bateu forte de fora da área sem chance para o goleiro Luan Polli. O Cuiabá esteve perto do empate com Nathan, mas a bola foi pra fora. Aos 42 uma infelicidade do zagueiro Allan Empereur que mandou contra o patrimônio após finalização de Juninho. O Dourado ainda esteve perto de diminuir o marcador em dois lances, o primeiro com uma cabeçada de Alisson Safira defendida pelo goleiro Denis e a segunda em uma finalização forte de Jader que explodiu no travessão.
No segundo tempo a partida começou sem muita criatividade de ambos os lados, após as alterações do técnico Eduardo Barros, o Dourado passou a dominar as ações. Aos 24 minutos David Miguel entrou lançou Alejandro Martínez que de cabeça ajeitou para Alisson Safira mandar para o fundo do gol e diminuir o marcador.
E o empate veio aos 3o minutos novamente com Alisson Safira, Juan cruzou e o atacante auriverde antecipou Ronaldo Alves e fez o seu sétimo gol desde que chegou ao Dourado. O Cuiabá ainda teve duas grandes chances de virar o marcador, a primeira com Juan Christian que recebeu sozinho na área e chutou por cima do gol e a segunda com Alejandro Martínez que cabeceou para grande defesa de Dênis.
Com o resultado o Cuiabá agora ocupa a nona colocação com 34 pontos, cinco a menos do quarto colocado Criciúma. Já a Ferroviária ocupa a 13ª colocação com 31 pontos. O Cuiabá volta à campo na próxima segunda-feira (08/09) na Arena Pantanal contra o CRB.
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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