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Corinthians vence Novorizontino e assume a melhor campanha do Paulistão

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O Corinthians venceu o Grêmio Novorizontino por 1 a 0 na noite desta segunda-feira (03.02), em partida antecipada da 11ª rodada do Campeonato Paulista. Jogando no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, o Timão contou com grande atuação do goleiro Hugo Souza, que defendeu um pênalti no primeiro tempo, e com o gol de Alex Santana na etapa final para garantir a vitória e assumir a melhor campanha geral do Estadual.

O jogo foi bastante difícil para o Corinthians. No primeiro tempo, a equipe comandada por Ramón Díaz foi dominada pelo Novorizontino, que criou diversas chances de gol, incluindo um pênalti defendido por Hugo Souza. O Timão, por sua vez, não conseguiu finalizar nenhuma vez na etapa inicial.

No segundo tempo, o Corinthians voltou melhor e conseguiu ser mais eficiente. Aos 21 minutos, Alex Santana aproveitou uma saída errada do goleiro Jordi em cobrança de escanteio e cabeceou para o fundo da rede, abrindo o placar para os visitantes. O Novorizontino tentou reagir, chegando a acertar a trave duas vezes em uma mesma jogada, mas o lance foi anulado por impedimento. Com uma sólida defesa, o Corinthians segurou o resultado e garantiu a vitória.

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Com o triunfo, o Corinthians chegou aos 18 pontos e assumiu a liderança isolada do Grupo A, abrindo três pontos de vantagem para o Mirassol, que tem um jogo a menos. O Novorizontino, com 9 pontos, permanece na segunda colocação do Grupo C, um ponto atrás do líder São Paulo.

O próximo compromisso do Corinthians será o clássico contra o Palmeiras, na quinta-feira (06/02), às 20h (de Brasília), no Allianz Parque. Já o Novorizontino visita o São Bernardo no mesmo dia, às 19h.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO NOVORIZONTINO 0 X 1 CORINTHIANS

Local: Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP)
Data: 03/02/2025
Horário: às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Cartões amarelos: Airton, Waguininho e Jean Irmer (Novorizontino); Ramón, Félix Torres e Pedro Raul (Corinthians)
Gols: Alex Santana, aos 21 do 2ºT (Corinthians)

NOVORIZONTINO: Jordi; César Martins (Matheus Frizzo), Rafael Donato e Patrick; Fábio Matheus (Bruno José), Jean Irmer (Willian Farias), Luis Oyama e Waguininho; Airton (Rodrigo Soares), Pablo Dyego (Nathan Fogaça) e Robson. Técnico: Eduardo Baptista

CORINTHIANS: Hugo Souza; Jacaré (Léo Mana), Félix Torres, João Pedro Tchoca e Hugo; Charles (Giovane), Alex Santana, Ryan e Luiz Eduardo (Matheus Bidu); Pedro Raul (Héctor Hernández) e Yuri Alberto (Ángel Romero). Técnico: Ramón Díaz

Fonte: Esportes

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Parecer jurídico aponta possível nulidade na criação do “Condomínio LFU” e acende alerta no futebol brasileiro

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Conforme a coluna Lei em Campo, a criação do “Condomínio LFU”, modelo que reúne clubes e investidores para centralizar a venda dos direitos de transmissão do futebol brasileiro, pode enfrentar um dos maiores desafios jurídicos já vistos no esporte nacional. Além do impasse concorrencial já identificado pelo Cade, um novo parecer jurídico obtido pelo Lei em Campo indica que toda a operação pode ser considerada nula, abrindo espaço para consequências profundas e sistêmicas.

Violação da Lei Geral do Esporte

O documento, assinado pelo constitucionalista e professor Wladimyr Camargos, conclui que a cessão dos direitos de arena feita pelos clubes ao Liga Forte União (LFU) viola o artigo 160, §3º da Lei Geral do Esporte, que permite a transferência desses direitos apenas a entidades que regulam a modalidade e organizam competições.

Como o condomínio inclui investidores financeiros externos ao Sistema Nacional do Esporte, o parecer afirma que a operação é incompatível com a legislação vigente — e, portanto, inválida.

Interferência na autonomia esportiva

Camargos sustenta ainda que o modelo fere o artigo 217 da Constituição Federal, que garante a autonomia esportiva. Para ele, permitir que investidores privados influenciem decisões estruturantes do produto “campeonato”, como gestão comercial, audiovisual e exposição da competição, significa criar um agente econômico interferindo de forma indevida na governança esportiva.

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A crítica é baseada na própria LGE, que veda interferências desse tipo por entender que elas podem comprometer a integridade das competições.

Governança da competição é da CBF, diz parecer

Outro ponto central é a lembrança de que a CBF — amparada por seus estatutos e por normas da Fifa e da Conmebol — é a titular natural da competição e responsável pela governança do futebol nacional. A cessão de poderes comerciais por até 50 anos para um investidor privado criaria, segundo o texto, uma espécie de “regulador paralelo”, rompendo princípios tradicionais de unicidade associativa que organizam o futebol mundial.

Esse movimento poderia, inclusive, abrir margem para questionamentos internacionais sobre a estrutura do futebol brasileiro.

Risco concorrencial e possível nulidade contratual

A situação também preocupa o Cade, que já vê indícios de gun jumping — quando uma operação é consumada antes da aprovação do órgão regulador. Caso essa conduta seja confirmada, o parecer aponta que todos os contratos firmados, inclusive os de transmissão, podem ser declarados nulos.

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Clube e investidores ficariam expostos a multas milionárias e a um cenário de profunda insegurança jurídica, com potencial para afetar diretamente a organização da próxima temporada.

Advertência: risco de crise institucional

O parecer termina com um aviso contundente: no formato atual, o LFU enfrenta obstáculos jurídicos expressivos e pode desencadear uma crise institucional no futebol brasileiro. O modelo de liga, segundo o texto, é possível — mas precisa respeitar limites constitucionais, legais e concorrenciais.

Caso ajustes não sejam feitos, o conflito que hoje parece técnico pode se transformar em um embate de grandes proporções.

LFU rebate e defende modelo

Em nota oficial, a Liga Forte União criticou o parecer, classificando-o como uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio considerado legal e benéfico ao futebol brasileiro. Segundo a entidade, o documento faz uso de “interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação”.

A LFU afirma que:

  • Respeita a autonomia esportiva,

  • Segue os padrões de governança do futebol,

  • Cumpre a legislação concorrencial,

  • E tem como objetivo fortalecer e modernizar o futebol do Brasil.

A liga também ressaltou que mantém colaboração permanente com o Cade, enviando informações e esclarecimentos necessários ao andamento do processo.

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