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Corinthians goleia a Ponte Preta por 5 x 0 na Neo Química Arena

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O Corinthians goleou a Ponte Preta por 5 x 0 na Neo Química Arena. Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians
O Corinthians enfrentou a Ponte Preta neste sábado (12), em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, na Neo Química Arena. E no primeiro jogo em casa do técnico Vítor Pereira, o Timão aplicou uma goleada de 5 a 0, empolgando a Fiel Torcida, que deu seu show nas arquibancadas. Foi o primeiro jogo em 2022 com 100% de público na Casa do Povo.
Os gols foram marcados por Renato Augusto, Paulinho e Gustavo Silva, no primeiro tempo e Adson e Gustavo Mantuan, na etapa final.
O Corinthians volta a campo na próxima quinta-feira (17), enfrentando o Palmeiras no Allianz Parque, às 20h30.
Escalação
Os 11 iniciais do Timão foram: Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Lucas Piton; Du Queiroz, Renato Augusto, Paulinho e Gustavo Silva; Willian e Róger Guedes. Durante a partida entraram Cantillo, Adson, Jô, Giuliano e Gustavo Mantuan. E no banco de reservas ainda ficaram disponíveis Ivan, João Pedro, Robson, Luan, Reginaldo, Robert e Raul Gustavo.
Primeiro tempo
O jogo começou com as duas equipes buscando espaço. Logo aos quatro minutos de jogo, Du Queiroz fez uma falta pela esquerda do campo adversário e recebeu o primeiro cartão amarelo do jogo. Aos seis minutos, em cobrança de escanteio, João Victor cabeceia, mas a bola vai para fora. Aos nove, Renato Augusto  tentou um chute de fora da área, mas ficou nas mãos do goleiro da Ponte.
Aos 12 minutos, em um contra ataque, Willian carregou a bola pela esquerda e fez um lançamento para Róger Guedes, que chutou cruzado. O goleiro adversário fez uma excelente defesa e mandou a bola para escanteio.
Gol do Timão!! Aos 14 minutos, Gustavo Silva fez uma jogada pela intermediária e foi derrubado, o árbitro deu vantagem e na sobra, Renato Augusto acertou um lindo chute de fora da área, a bola bateu na trave e morreu no fundo da rede, 1 a 0 para o Corinthians!
A equipe da Ponte Preta tentou responder aos 17 minutos, em uma jogada pela direita. O jogador chegou a driblar Cássio, que tocou na bola, tirando o ângulo do adversário, que chutou para a lateral.
O Corinthians continuou pressionando o adversário. Aos 21 minutos, Du Queiroz fez um lançamento para Willian, que chutou, mas a bola foi para fora. Entretanto, o bandeira já tinha assinalado posição ilegal do camisa 10 alvinegro.
Aos 28 minutos, o técnico Vítor Pereira teve que fazer sua primeira alteração. Saiu Du Queiroz, que já tinha cartão amarelo, e entrou Cantillo.
Aos 30 minutos, Róger Guedes tomou cartão amarelo. Pressão do Timão, aos 35, Lucas Piton recebeu de Willian, que cruzou no chão para Gustavo Silva, mas na hora do remate, o goleiro estava esperto e ficou com a bola.
Mais um do Timão!! Em jogada pela direita, Fagner avança pela ponta da área, faz o passe rasteiro para o meio para Paulinho chutar pra dentro do
gol. 2 a 0 para o Time do Povo!!

Paulinho foi um dos artilheiros da noite. Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians
Paulinho foi um dos artilheiros da noite. Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians
O árbitro da partida deu três minutos de acréscimo.
Quase mais um!! Renato Augusto recebeu a bola pela direita, tocou para o meio da área e Gustavo Silva, de carrinho chutou para o gol, a bola caprichosamente vai para a trave!
Golaço do Corinthians!! Gustavo Silva recebeu a bola de Willian, que cavou por cima do goleiro. 3 a 0. Após o gol o árbitro finalizou a primeira etapa.

Gustavo Silva marcou o terceiro gol do Timão. Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians
Segundo tempo
O técnico Vítor Pereira fez uma alteração no intervalo. Saiu Gustavo Silva e entrou Adson. A partida iniciou com o Timão tentando arrumar espaços para atacar a equipe adversária e conseguiu chegar algumas vezes, mas sem nenhum perigo para a equipe adversária.
Aos 12 minutos, Adson recebeu um cruzamento de Lucas Piton, dominou a bola e chutou de canhota, mas o goleiro fez a defesa.
Gol do Timão, mais um! Fagner fez uma boa jogada pela direita, tocou para Adson que chutou para o gol, fazendo o quarto gol do Corinthians!

Adson também deixou o seu na goleada do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians
Aos 20 minutos, Vítor Pereira mexeu novamente no Timão: saíram Róger Guedes e Renato Augusto, entraram Jô e Giuliano.
Mais uma mexida do Timão. O técnico Vítor Pereira colocou Gustavo Mantuan no lugar de Lucas Piton, aos 30 minutos.
Que salvada! Em uma jogada pela esquerda, a equipe de Campinas conseguiu arrematar a gol, mas Fagner tirou a bola em cima da linha.
Aos 41 minutos do segundo tempo, o jogador pontepretano fez uma falta e foi expulso. Corinthians foi para a parte final do jogo com vantagem numérica.
O árbitro deu cinco minutos de acréscimo. No primeiro minuto extra, Adson recebeu de Willian e chutou para o gol, a bola não pegou como o camisa 28 queria e não teve perigo para a meta adversária.
Não para! No finalzinho do jogo, Gustavo Mantuan recebeu a bola dentro da grande área, chutou e ampliou a goleada do Timão, 5 x 0!
Após o gol, o árbitro finalizou o jogo na Neo Química Arena.
Gustavo Mantuan fechou o placar na Neo Química Arena. Foto: Rodrigo Coca | Agência Corinthians
Próximo jogo
O Timão encara a equipe do Palmeiras na próxima quinta-feira (17), às 20h30, no Allianz Parque – partida que foi adiada, válida pela sexta rodada
do Paulistão.
fonte: https://www.corinthians.com.br/noticias/corinthians-goleia-a-ponte-preta-por-5-x-0-na-neo-quimica-arena
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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