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Ceará conquista Copa do Nordeste em grande decisão no Recife
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O Nordeste é alvinegro! Em grande final na Ilha do Retiro, com mais de 26 mil torcedores, o Ceará venceu o Sport na decisão dos pênaltis e conquistou a Copa do Nordeste de 2023. A partida no tempo regulamentar acabou com a vitória dos pernambucanos por 1 a 0, mas nos pênaltis o Vozão contou com a estrela do goleiro Richard para voltar a levantar a cobiçada taça nesta quarta-feira, no Recife (PE).
Nos pênaltis, Ceará vence Sport e conquista Copa do Nordeste de 2023 Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
Foi o terceiro título do Ceará na Copa do Nordeste. A primeira conquista foi em 2015, com o feito sendo repetido cinco anos depois, em 2020.
No título desta edição, o alvinegro venceu o primeiro jogo por 2 a 1, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), há duas semanas. No confronto da volta, nesta quarta-feira, superou a bonita festa da torcida do Sport para conquistar o tricampeonato na grande noite de Richard, que defendeu duas cobranças de pênaltis.
Torcida do Leão fez linda festa na Ilha do Retiro Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
A final entre Sport e Ceará coroou o sucesso da Copa do Nordeste, que passou a ser organizada pela CBF neste ano. Sob nova gestão, o torneio distribuiu cerca de R$ 42 milhões aos participantes, um acréscimo de R$ 14 milhões em relação ao último ano.
O jogo também celebrou a bela torcida do Sport, que foi peça fundamental para o sucesso rubro-negro no início de jogo. Com a arquibancada em festa, a equipe teve a primeira chance aos 7 minutos, com Jorginho. Após pressão no ataque, Jorginho conseguiu roubar a bola e quase fez 1 a 0 em chute que parou no travessão.
O Sport seguiu com a iniciativa da partida e conseguiu abrir o placar aos 26 minutos, com Luciano Juba. O atacante recebeu cruzamento e chutou forte para colocar o Leão na frente.
Luciano Juba fez o único gol da partida. Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
O resultado de 1 a 0 para o Sport deixou o jogo mais aberto, já que o placar levaria o duelo para a decisão de pênaltis. No segundo tempo, o rubro-negro quase ampliou, novamente com Luciano Juba. O atacante recebeu passe de Jorginho e finalizou para a boa defesa de Richard.
O jogo ficou nervoso para as duas equipes, com uma bela festa da torcida pernambucana, que levou mais de 26 mil pessoas à Ilha do Retiro. O Sport teve a chance de ampliar aos 24 minutos, mas parou duas vezes na trave. Primeiro com Felipinho e, na sequência da jogada, com Wanderson.
A decisão teria de ser nos pênaltis. Pelo lado do Sport, Renan defendeu uma cobrança, mas pelo Ceará, Richard fez a diferença ao pegar duas finalizações e garantir o tricampeonato para o Ceará.
Richard fez duas defesas nas penalidades que garantiram o título do Vozão Créditos: Rafael Ribeiro/CBF
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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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