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CBF inicia implementação do Fair Play Financeiro no Brasil: entenda o que muda e como funciona o novo sistema

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início à implementação de um dos maiores marcos regulatórios do futebol brasileiro ao instalar oficialmente a agência responsável pelo Fair Play Financeiro — o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). O objetivo é dar maior credibilidade, transparência e equilíbrio financeiro às contas dos clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

O que é o Fair Play Financeiro e por que ele é importante

O Fair Play Financeiro é um conjunto de regras que visa impedir que clubes gastem mais do que arrecadam, reduzindo riscos de endividamento excessivo, atrasos salariais e insegurança jurídica — problemas que historicamente afetaram o futebol brasileiro.

Diferente do modelo europeu, que existe há mais de uma década, o novo sistema brasileiro foi adaptado à realidade local, incluindo o funcionamento das Sociedade Anônimas de Futebol (SAFs) e a dinâmica de receitas e custos dos clubes nacionais.

Passo a passo: como o FPfin (Fair Play Financeiro) vai funcionar no Brasil

1. Criação da agência reguladora: ANRESF

O primeiro passo oficial ocorreu com a instalação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) — um órgão independente, mas criado pela CBF — que exercerá as funções de monitorar, fiscalizar, julgar e aplicar sanções relacionadas ao SSF.

A ANRESF é composta por sete diretores com mandatos de quatro anos, incluindo economistas e especialistas em direito financeiro e esportivo.

2. Quatro pilares do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF)

O fair play no Brasil será implementado com base em quatro pilares fundamentais:

• Controle de dívidas em atraso

  • Os clubes devem declarar todas as dívidas mantendo os registros atualizados.

  • Três datas fixas de fiscalização por temporada: 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro.

  • Dívidas contraídas a partir de 1º de janeiro de 2026 já entram nas novas regras. Dívidas antigas têm prazo até 30 de novembro de 2026 para regularização.

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• Equilíbrio operacional

  • Os clubes precisam fechar o ano com superávit operacional.

  • Existe um limite de déficit máximo:

    • Série A: até R$ 30 milhões ou 2,5% das receitas.

    • Série B: até R$ 10 milhões ou 2,5% das receitas.

• Controle de custos com elenco

  • Gastos com salários, direitos de imagem e amortizações não podem exceder uma porcentagem da receita.

  • O limite inicial será implementado de forma progressiva:

    • Em 2026 e 2027, em transição.

    • Em 2028, ele sobe temporariamente para 80%.

    • Em 2029, volta ao limite final de 70%.

• Capacidade de endividamento de curto prazo

  • A dívida líquida de curto prazo (até um ano) deve ficar em no máximo 45% das principais receitas.

  • Essa regra também será implantada de forma gradual:

    • 2028: limite de 60%.

    • 2029: 50%.

    • 2030 em diante: limite definitivo de 45%.

3. Cronograma de implantação

A aplicação plena do sistema foi dividida em fases:

  • 1º de janeiro de 2026: início oficial do Fair Play Financeiro.

  • 2026–2027: fase de transição com flexibilização de algumas regras.

  • 2028 em diante: aplicação completa de todos os pilares com penalidades integralmente em vigor.

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4. Sistema de prestação de contas e indicadores

Clubs serão obrigados a:

  • Enviar relatórios completos de receitas, despesas, contratos e dívidas em plataforma específica.

  • Registrar todas as operações financeiras de forma padronizada.

  • Manter transparência para facilitar auditorias e análises da ANRESF.

5. Sanções e consequências por descumprimento

O sistema prevê uma graduação de sanções, dependendo da gravidade da violação:

  • Advertências públicas e multas.

  • Retenção de receitas.

  • Transfer ban (proibição de inscrever jogadores).

  • Perda de pontos em competições.

  • Rebaixamento ou cassação da licença de participação.

6. Exclusões e exceções importantes

Alguns custos não entram no cálculo do equilíbrio financeiro:

  • Categorias de base.

  • Infraestrutura.

  • Projetos sociais.

  • Futebol feminino.

  • Esportes olímpicos e paralímpicos.

Impacto esperado

A implementação do FPfin — via SSF — representa um movimento profundo na gestão do futebol brasileiro: maior previsibilidade econômica, redução de crises financeiras, responsabilidade na contratação de atletas e maior confiança de investidores.

Especialistas apontam que o modelo deve também aproximar a gestão dos clubes brasileiros dos padrões internacionais de sustentabilidade financeira — sem, no entanto, limitar aportes de investidores nas SAFs.

O Fair Play Financeiro brasileiro estabelece um passo decisivo rumo a um ambiente sustentável e responsável no futebol. A criação da ANRESF e a estruturação do Sistema de Sustentabilidade Financeira com seus pilares e cronograma deixam claro que o país está caminhando para uma governança que equilibra competitividade esportiva com saúde financeira — uma evolução que poderá refletir em mais estabilidade e equidade dentro dos clubes nacionais.

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Corinthians busca empate no Uruguai, garante liderança do Grupo E e segue invicto na Libertadores

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O Corinthians assegurou a primeira colocação do Grupo E da Copa Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o Peñarol na noite desta quinta-feira, no Estádio Campeón del Siglo, pela quinta rodada da fase de grupos. Depois de sair atrás no placar, o time paulista reagiu na etapa final e contou com o primeiro gol de Zakaria Labyad como titular para confirmar a liderança da chave.

Com o resultado, o Timão chegou aos 11 pontos, manteve a invencibilidade na competição, com três vitórias e dois empates, e já não pode mais ser ultrapassado pelo Platense, adversário da última rodada. O Peñarol, por sua vez, segue na lanterna do grupo, com três pontos, sem chances de classificação às oitavas de final, embora ainda possa lutar por uma vaga na Copa Sul-Americana.

O jogo

A equipe uruguaia começou melhor e levou perigo logo nos primeiros minutos. Aos 15, Eduardo Darias aproveitou sobra na entrada da área e finalizou por cima. Três minutos depois, o Peñarol abriu o marcador em bola parada. Após cobrança de escanteio de Trindade na primeira trave, Maximiliano Olivera subiu mais alto que a defesa corintiana e cabeceou para o fundo das redes.

Ainda no primeiro tempo, os donos da casa chegaram a ampliar a vantagem. Aos 40 minutos, Arezo desviou de cabeça para Umpiérrez, que finalizou cruzado e venceu Hugo Souza. O lance, no entanto, acabou anulado por impedimento. O Corinthians respondeu logo na sequência e quase empatou em jogada construída por Zakaria Labyad, que encontrou André dentro da área. O pivô do atacante resultou em finalização de Pedro Milans, mas a bola saiu rente à trave.

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Nos minutos finais antes do intervalo, o time alvinegro aumentou a pressão. Kaio César teve chance de cabeça, Pedro Milans cruzou para André finalizar de primeira, mas a bola bateu em Pedro Raul no caminho e o gol não saiu. O Corinthians terminou a primeira etapa mais presente no ataque, embora sem conseguir transformar o volume em igualdade no placar.

Na volta do intervalo, o time brasileiro manteve a postura ofensiva. Logo aos seis minutos, Labyad recebeu em velocidade, cortou para o meio e bateu colocado, para fora. O empate veio aos 17. Kaio César levantou a bola na área, Pedro Raul se atirou na jogada e obrigou Aguerre a dar rebote. Na sobra, Labyad apareceu livre para completar e marcar o primeiro gol dele pelo Corinthians em sua estreia como titular.

O Timão ainda teve oportunidades para virar a partida. Kaio César voltou a aparecer em lance cara a cara com Aguerre, mas finalizou para fora, embora a arbitragem já apontasse impedimento. Depois, Garro arriscou de longe e exigiu boa defesa do goleiro uruguaio. Nos acréscimos, Yuri Alberto também teve duas chances claras, mas parou em Aguerre e depois mandou cruzado para fora no último lance de perigo da partida.

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Com a liderança assegurada, o Corinthians encerra a fase de grupos com tranquilidade e volta agora suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso da equipe será no domingo, às 18h30, diante do Atlético-MG, na Neo Química Arena, pela 17ª rodada. Já o Peñarol volta a campo no mesmo dia e horário para enfrentar o Defensor Sporting, no Estádio Luis Franzini, pelo Campeonato Uruguaio.

FICHA TÉCNICA
Peñarol 1 x 1 Corinthians
Competição Copa Libertadores (quinta rodada da fase de grupos)
Local Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu (Uruguai)
Data 21 de maio de 2026 (quinta-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões amarelos Nenhum
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Piero Maza (CHI)
Assistentes Claudio Urrutia (CHI) e Juan Serrano (CHI)
VAR Juan Lara (CHI)
Gols Maximiliano Olivera, aos 18′ do 1ºT (Peñarol); Zakaria Labyad, aos 17′ do 2ºT (Corinthians)
 Peñarol Washington Aguerre; Franco Escobar, Emanuel Gularte (Facundo Álvez (Brian Barboza)), Mauricio Lemos, e Maximiliano Olivera; Gastón Togni, Eduardo Darias (Luis Angulo) e Jesús Trindade; Diego Laxalt (Abel Hernández), Leandro Umpiérrez e Matías Arezo (Facundo Batista). Técnico: Diego Aguirre
Corinthians Hugo Souza; Pedro Milans, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Fabrizio Angileri; Matheus Pereira (Lingard), Allan, André e Zakaria Labyad (Garro); Kaio César (Dieguinho) e Pedro Raul (Yuri Alberto). Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes

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