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Brasil vence e se classifica para o hexagonal final do Sul-Americano Sub-17
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A Seleção Brasileira ganhou da Colômbia nesta segunda-feira (3) por 3 a 1 e conquistou vaga para o hexagonal final do Sul-Americano Sub-17. Após primeiro tempo equilibrado, Phelipe Leal decidiu pelas entradas de Rayan e Riquelme, que mudaram a situação do Brasil na partida e contribuíram para a vitória da classificação da Canarinho. Dudu, de pênalti, abriu o placar do jogo, além de ajudar na jogada do segundo gol com passe de letra.
Depois das três primeiras rodadas com um intervalo de dois dias a cada jogo, a Seleção Brasileira Sub-17 terá um descanso nesta semana e joga a última partida da primeira fase contra o Uruguai na sexta-feira (7), no estádio George Capwell, em Guayaquil.
A vitória deixou a Sub-17 na liderança do grupo A, com sete pontos. Na próxima fase, o Brasil se junta a outras cinco equipes no hexagonal final, no qual todos as seleções se enfrentam e os quatro melhores colocados garantem vaga na Copa do Mundo Sub-17, em novembro.
Rayan selou a vitória e a classificação do Brasil para o hexagonal final do Sul-Americano Sub-17
O jogo
O chute de Lorran logo aos dois minutos havia sido a única tentativa concreta de gol do Brasil no início da partida. Com muitas disputas de bola e pouca inspiração das equipes, o jogo era morno. Lorran teve outra oportunidade de fora da área aos 18 minutos, mas pegou embaixo da bola, que passou por cima do gol.
O camisa 11 continuou insistindo e acertou um belo passe por elevação para Kauã Elias, aos 19 minutos. As mãos do goleiro antes do toque no travessão impediram mais um gol do artilheiro da Seleção.
Com força e velocidade, Matheus Ferreira carregou a bola até a entrada da área e tentou abrir o placar para o Brasil aos 39, mas o chute foi no meio do gol.
Dudu, de pênalti, abriu o placar para o Brasil na vitória contra a Colômbia
Após os dois minutos de acréscimo, o árbitro pôs fim ao primeiro tempo equilibrado e sem grandes oportunidades de gol para os dois times.
Phillipe Gabriel fez boa defesa no início do segundo tempo e impediu o primeiro gol da Colômbia.
Em boa jogada de Lorran, Kauã Elias tentou driblar o goleiro e sofreu o pênalti. Dudu partiu para a cobrança e abriu o placar para o Brasil aos oito minutos da segunda etapa. O camisa 10, que contribuiu com assistências nas partidas anteriores, mereceu o primeiro gol na competição.
Riquelme acertou belo chute e marcou o segundo gol do Brasil contra a Colômbia
O gol aumentou o ímpeto ofensivo do Brasil. Rayan entrou em campo em seguida e, logo nos seus primeiros toques na partida, tentou um chute de muito antes da grande área. A bola passou perto da meta adversária no que teria sido um golaço do atacante.
Aos 12 minutos, em cruzamento da esquerda para a direita de Riquelme, Kauã Elias por pouco não ampliou o placar. O camisa 9 não conseguiu acertar a bola com a força que queria e a defesa colombiana conseguiu afastar o perigo.
Aos 21 minutos, a Colômbia chegou ao empate. Caicedo recebeu o lançamento na esquerda da zaga brasileira. O passe do atacante para o meio da área passou entre as pernas de Dalla Corte e chegou aos pés de López para igualar o marcador.
Lorran iniciou a jogada do pênalti sofrido por Kauã Elias, antes do primeiro gol do Brasil
O empate não abalou o Brasil, que chegou ao gol com qualidade e categoria aos 23 minutos. Dudu conseguiu lindo passe de letra para Rayan, que tocou para Riquelme. O atacante acertou chute no ângulo oposto e colocou o Brasil em vantagem mais uma vez. A dupla, colocada por Phelipe Leal no segundo tempo, fez a diferença para a Seleção.
De fora da área, Bonilla levou perigo ao Brasil em chute que passou perto da trave direita do gol de Phillipe Gabriel, aos 36.
Matheus Ferreira foi um destaques do Brasil no primeiro tempo equilibrado contra a Colômbia
Rayan selou a vitória brasileira e a classificação para o hexagonal final. Souza cobrou falta para a área. A defesa colombiana parecia que cortaria a jogada, mas não o fez. A bola bateu em Rayan e foi para o fundo das redes.
Nos acréscimos do jogo, Bernardo Valim recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Fim de partida, vitória de 3 a 1 para o Brasil e passaporte carimbado para o hexagonal final.
BRASIL: Phillipe Gabriel; Vitor Gabriel, Vitor Reis, Da Mata e Dalla Corte; Matheus Ferreira, Lucas Camilo (Bernardo Valim) e Dudu (Souza); Matheus Reis (Riquelme), Lorran (Rayan) e Kauã Elias (Luiz Gustavo). Técnico – Phelipe Leal
Brasil x Colômbia, no estádio Monumental, em Guayaquil, válido pela terceira rodada do Sul-Americano Sub-17
Créditos: Rafael Ribeiro / CBF
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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