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Bahia vence o Vasco e assume a vice-liderança do Brasileirão

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O Bahia manteve sua boa fase no Campeonato Brasileiro ao vencer o Vasco por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (26.06), na Arena Fonte Nova, pela 12ª rodada da Série A. Com este resultado, o Tricolor Baiano chegou aos 24 pontos e assumiu a vice-liderança da competição. Por outro lado, o Vasco permanece com 10 pontos, próximo à zona de rebaixamento.

Detalhes da Partida

O Bahia começou a partida com intensidade e abriu o placar logo aos seis minutos do primeiro tempo. Thaciano arriscou um chute de fora da área e contou com um desvio na zaga, que enganou o goleiro Léo Jardim. O Vasco, no entanto, não demorou a reagir e empatou aos 19 minutos. Paulo Henrique aproveitou um cruzamento rasteiro de Lucas Pitón e empurrou a bola para o fundo das redes.

Após o empate, o Bahia retomou o controle do jogo e criou boas oportunidades. Cauly, em duas ocasiões, quase colocou os baianos novamente à frente. Primeiro, o meia acertou o travessão e, em seguida, tentou um chute por cobertura que passou perto do gol.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Bahia continuou pressionando. Aos 40 minutos, Gilberto cabeceou após um cruzamento, mas a bola saiu pela linha de fundo. Assim, o duelo foi para o intervalo com o placar empatado.

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Segundo Tempo

Na volta do intervalo, o Vasco começou melhor e quase marcou com David aos cinco minutos. O Bahia enfrentava dificuldades na marcação e não conseguia ameaçar os cariocas. No entanto, a situação mudou aos 14 minutos, quando David foi expulso após receber o segundo cartão amarelo.

Com um jogador a mais, o Bahia intensificou a pressão em busca do gol da vitória. Aos 27 minutos, Estupiñan teve uma boa chance, mas finalizou em cima de Léo Jardim. Pouco depois, o goleiro vascaíno fez uma grande defesa em chute de Biel.

Nos minutos finais, o Bahia continuou no ataque e foi recompensado aos 40 minutos. Após uma bela troca de passes, Estupiñan aproveitou um cruzamento rasteiro e mandou a bola para a rede, garantindo a vitória dos donos da casa.

A vitória do Bahia demonstra a força da equipe na competição, especialmente jogando em casa. A expulsão de David foi um ponto de virada crucial que permitiu ao Bahia dominar o restante da partida. O Vasco, por sua vez, precisa ajustar sua defesa e encontrar maneiras de somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento.

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Próximos Confrontos

Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Botafogo em um clássico carioca, neste sábado, em São Januário. Já o Bahia viaja para São Paulo, onde enfrentará o Tricolor Paulista no Morumbi, no domingo. Ambas as partidas são válidas pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 2 X 1 VASCO

Local: Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 26/06/2024
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: João Vitor Gobi (SP)
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Leandro Matos Feitosa
VAR: Daiane Muniz (SP-Fifa)
Cartões amarelos: Adson, PH e Matheus Carvalho (Vasco)
Cartão vermelho: David (Vasco)

GOLS: Thaciano, aos 6min do primeiro tempo; Estupiñan, aos 40min do segundo tempo (Bahia), PH, aos 19min do primeiro tempo (Vasco)

BAHIA: Marcos Felipe, Gilberto (Ademir), Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas (De Pena), Everton Ribeiro e Cauly (Biel); Everaldo (Cicinho) e Thaciano (Estupiñan). Técnico: Rogério Ceni

VASCO: Léo Jardim; PH (Rayan), João Victor, Maicon e Lucas Piton; Hugo Moura (Sforza), Matheus Carvalho (Zé Gabriel) e Guilherme Estrella (Puma Rodríguez); Adson (Leandrinho), David e Vegetti. Técnico: Rafael Paiva (Interino)

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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