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Atlético-MG empata com River e retorna à final da Libertadores após 11 anos

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O Atlético-MG está de volta à final da Copa Libertadores, um feito que não acontecia há 11 anos. Na noite desta terça-feira (29.10), o Galo demonstrou bravura e segurou um empate sem gols contra o River Plate no icônico Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. A classificação foi garantida graças à vantagem conquistada no primeiro confronto, em Belo Horizonte.

No jogo de ida, o Atlético-MG havia triunfado com um expressivo 3 a 0, o que lhes deu a tranquilidade necessária para administrar o resultado na Argentina. Com esse empate, o Galo mantém vivo o sonho de conquistar o bicampeonato da Libertadores, algo que não acontece desde 2011, quando a equipe mineira levantou o troféu pela primeira vez.

Resumo do jogo

O confronto contra o River Plate foi marcado por momentos de tensão e oportunidades para ambos os lados. O Atlético-MG começou com uma tentativa de Gustavo Scarpa, que arriscou de longe, mas sem sucesso. O River Plate, por sua vez, ameaçou com um cabeceio de Solari que passou por cima do gol de Everson.

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A defesa do Galo mostrou solidez, especialmente nos momentos de pressão intensa do River. Aos 36 minutos, Deyverson teve uma chance clara de abrir o placar, mas foi desarmado pelo goleiro Armani.

No segundo tempo, o Atlético-MG quase marcou um golaço com Gustavo Scarpa, que acertou o travessão. Everson, o goleiro do Galo, foi crucial em várias defesas, mantendo o placar inalterado.

O River Plate buscou o gol até o fim, mas o Atlético-MG resistiu bravamente, garantindo seu retorno à final da Libertadores após mais de uma década. A torcida do Galo agora aguarda ansiosamente pela chance de conquistar mais um título continental.

Próximos desafios

Agora, o Atlético-MG aguarda a definição de seu adversário na final, que sairá do confronto entre Botafogo e Peñarol. O Botafogo está em vantagem após uma goleada de 5 a 0 sobre o time uruguaio no Rio de Janeiro. As equipes se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu.

A grande final da Copa Libertadores de 2024 está marcada para o dia 30 de novembro, novamente no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. A Conmebol ainda definirá o horário exato da partida.

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Compromissos antes da final

Antes de focar na decisão continental, o Atlético-MG tem outro compromisso importante. Neste domingo, o Galo enfrenta o Flamengo no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, às 16h, no Maracanã.

FICHA TÉCNICA

RIVER PLATE 0 X 0 ATLÉTICO-MG

Local: Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 29/10/2024
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Cartões amarelos: Everson e Lyanco (Atlético-MG)

RIVER PLATE: Franco Armani; Fabricio Bustos, Germán Pezzella, Paulo Díaz e Marcos Acuña; Santiago Simón (Echeverri), Matías Kranevitter (Villagra) e Meza; Colidio (Pity Martínez), Borja (Bareiro) e Solari (Mastantuono). Técnico: Marcelo Gallardo

ATLÉTICO-MG: Everson; Lyanco (Saravia), Battaglia e Alonso; Scarpa, Alan Franco, Fausto Vera e Arana (Vargas); Hulk, Deyverson (Rubens) e Paulinho (Otávio). Técnico: Gabriel Milito

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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