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Atlético-MG e Corinthians empatam sem gols na Arena MRV pelo Brasileirão
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Na noite deste sábado (24.05), em partida válida pela décima rodada do torneio nacional, Atlético Mineiro, empatou com o Corinthians na Arena MRV.
O Atlético-MG chegou aos 14 pontos, ocupando a décima posição. O Corinthians chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória como visitante no Brasileirão, acumulando três derrotas e dois empates. A equipe paulista alcançou 14 pontos e figura na oitava colocação da tabela.
O Jogo
O primeiro tempo na Arena MRV foi marcado por poucas oportunidades claras. O Corinthians, embora tivesse mais posse de bola e trabalhasse a jogada pelo lado esquerdo do ataque, especialmente, não conseguiu criar lances de grande perigo. O Atlético-MG, por sua vez, apostava nos contra-ataques, mas esbarrava na falta de efetividade.
A primeira grande chance veio apenas aos 33 minutos, com o Corinthians. José Martinez fez um belo passe em profundidade para Talles Magno, que saiu cara a cara com Everson, mas finalizou por cima do gol. O Galo respondeu aos 41 minutos, após um desentendimento na defesa corintiana, a bola sobrou para Hulk na área, que chutou forte, mas para fora. Nos acréscimos, Héctor Hernández cabeceou para fora após cruzamento de Carrillo. O Atlético-MG ainda assustou com Rony, que parou em grande defesa de Hugo Souza e, logo em seguida, cabeceou pela linha de fundo.
No segundo tempo, a tônica se manteve. José Martínez tentou de fora da área para o Corinthians sem sucesso. O Atlético-MG teve suas melhores chances com Hulk em cobrança de falta que passou perto do travessão, e em uma jogada em que Natanael cruzou para a área, com a bola se enrolando com Cacá e quase entrando, sendo salva por Hugo Souza. Já nos minutos finais, aos 42, o goleiro corintiano foi novamente exigido e fez uma grande defesa em cobrança de falta de Gustavo Scarpa, assegurando o empate sem gols.
Próximos desafios: Sul-Americana e Brasileirão
Ambas as equipes agora voltam as atenções para a última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O Corinthians enfrentará o Huracán-ARG na próxima terça-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Tomás Adolfo Ducó, em confronto decisivo pelo Grupo C. Já o Atlético-MG receberá o Cienciano-PER na quinta-feira (30), também às 21h30, na Arena MRV.
Pelo Campeonato Brasileiro, o Timão retorna à Neo Química Arena no domingo (1º de junho) para encarar o Vitória, às 18h30. No mesmo dia e horário, o Galo viajará até a Arena Castelão para enfrentar o Ceará, em partidas válidas pela 11ª rodada.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 0 X 0 CORINTHIANS
Local: Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24/05/2025
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Cartões amarelos: Lyanco, Rubens e Cuca (Atlético-MG) / Cacá, João Pedro Tchoca, Ryan e Romero (Corinthians)
ATLÉTICO-MG: Everson; Natanael (João Marcelo), Lyanco, Júnior Alonso e Rubens; Patrick, Alan Franco, Scarpa e Bernard (Igor Gomes); Rony (Júnior Santos) e Hulk. Técnico: Cuca
CORINTHIANS: Hugo Souza; Matheuzinho (Félix Torres), João Pedro Tchoca, Cacá e Matheus Bidu; Raniele, Ryan, José Martínez (Charles) e André Carrillo (Breno Bidon); Talles Magno (Romero) e Hector Hernández (Yuri Alberto). Técnico: Dorival Júnior
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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