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Atlético-GO sofre virada e perde em casa para o Criciúma no Brasileirão
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Na noite desta quarta-feira (19.06), pela décima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, o Atlético-GO enfrentou o Criciúma no Estádio Antônio Accioly e acabou derrotado por 2 a 1, de virada. O gol do Dragão foi marcado por Guilherme Romão, enquanto Newton e Trauco garantiram a vitória para os visitantes.
Com mais um resultado negativo em casa, o Atlético-GO continua sem vencer diante de sua torcida. Até o momento, a equipe acumula quatro derrotas e um empate em seus domínios. A derrota fez o Dragão cair para a 15ª posição na tabela, permanecendo com oito pontos.
Por outro lado, o Criciúma quebrou uma sequência de quatro jogos sem vitória e subiu para a 13ª colocação, agora com nove pontos.
Resumo do jogo
O Atlético-GO começou a partida com intensidade e abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, com Guilherme Romão aproveitando um cruzamento preciso para balançar as redes. No entanto, a vantagem dos mandantes não durou muito. Aos 30 minutos, Newton empatou para o Criciúma com um chute forte de fora da área, sem chances para o goleiro.
No segundo tempo, o Criciúma voltou mais organizado e conseguiu a virada aos 22 minutos, com Trauco finalizando uma bela jogada coletiva. O Atlético-GO tentou reagir, mas esbarrou na sólida defesa dos visitantes e na falta de precisão nas finalizações.
O Atlético-GO mostrou dificuldades na criação de jogadas e na finalização, aspectos que precisam ser trabalhados pelo técnico para evitar mais tropeços em casa. A defesa também apresentou falhas que foram decisivas para o resultado adverso.
Por outro lado, o Criciúma demonstrou resiliência e eficiência, aproveitando bem as oportunidades que teve. A equipe mostrou uma evolução tática que pode ser um diferencial nas próximas rodadas.
Próximos jogos
O Atlético-GO volta a campo neste sábado, quando enfrentará o Cuiabá pela 11ª rodada do Brasileirão. A partida está marcada para as 18h30 (horário de Brasília), na Arena Pantanal. Já o Criciúma também joga no sábado, recebendo o Botafogo às 16h (horário de Brasília), no Estádio Heriberto Hülse.
Cuiabá x Atlético-GO – Sábado, 18h30 (Arena Pantanal)
Criciúma x Botafogo – Sábado, 16h (Estádio Heriberto Hülse)
O Campeonato Brasileiro segue com disputas acirradas e cada ponto é crucial para as equipes que buscam se afastar da zona de rebaixamento e almejar posições mais confortáveis na tabela.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-GO 1 X 2 CRICIÚMA
Local: Estádio Antônio Accioly, em Goiânia (GO)
Data: 19/06/2024
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ) e Daniel de Oliveira Alves Pereira (RJ)
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
GOLS: Guilherme Romão, aos 11′ do 1ºT (Atlético-GO) / Newton, aos 15′ do 2ºT, e Trauco, aos 58 do 2ºT
Cartões amarelos: Pedro Henrique (Atlético-GO) / Bolasie (Criciúma)
Cartões vermelhos: Ronaldo (Atlético-GO)
ATLÉTICO-GO: Ronaldo; Maguinho, Luiz Gustavo (Roni), Pedro Henrique e Guilherme Romão; Lucas Kal, Rhaldney (Mateo Zuleta) e Gabriel Baralhas (Max); Shaylon (Vágner Love), Luiz Fernando e Emiliano Rodríguez (Alejo Cruz). Técnico: Jair Ventura
CRICIÚMA: Alisson; Jonathan (Claudinho), Rodrigo, Tobias Figueiredo e Trauco; Newton, Barreto, Ronald (Higor Meritão) e Marquinhos Gabriel (Matheus Leonardo); Arthur (Allano) e Bolasie (Baltasar Barcia). Técnico: Cláudio Tencati
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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