EDUCAÇÃO
Redes devem enviar planos de vagas em creches e pré-escolas até dezembro
EDUCAÇÃO
Com o objetivo de ampliar a oferta de matrículas em creches e pré-escolas, o Ministério da Educação (MEC) recebe até 31 de dezembro os planos de expansão de matrículas na educação infantil do Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei).
Esses materiais devem conter informações territoriais, oferta atual, prioridades educacionais e planejamento para articulação entre as diferentes áreas da gestão municipal, bem como a capacidade de financiamento da educação municipal e as estratégias de colaboração do estado. Os planos devem ser enviados por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), no módulo Conaquei.
O objetivo do plano é assumir compromissos objetivos e claros na organização do processo, na articulação do diagnóstico, na definição das metas, no financiamento e no monitoramento da expansão da oferta da educação infantil. Trata-se de um instrumento de gestão do município fundamentado na realidade local, focado em um planejamento viável e transparente, identificando onde está a maior necessidade de vagas e melhorando a qualidade e a equidade na etapa de ensino.
Para auxiliar os gestores no processo de construção, o MEC desenvolveu um guia com o passo a passo a ser seguido:
- Organizar a coordenação do trabalho: definir quem conduzirá o processo nas secretarias e detalhar como deve ser feita a articulação com áreas estratégicas, como finanças, obras e assistência social.
- Levantar a oferta e a demanda: reunir e consolidar dados sobre a oferta municipal, incluindo crianças em lista de espera, a demanda manifesta para creche (de zero a três anos e 11 meses) e população não atendida na pré-escola (de quatro a seis anos e nove meses), cuja matrícula é obrigatória.
- Identificar as prioridades territoriais de atendimento: definir os locais com maiores déficits de oferta e os públicos com prioridade no atendimento, observada a legislação nacional e com base nos diagnósticos.
- Analisar a capacidade de expansão da rede: compreender como a secretaria municipal ampliará a oferta por meio da reorganização do atendimento na rede existente, da necessidade de construção de novas unidades, da retomada de obras paradas e da adequação de imóveis públicos, garantindo as condições de acessibilidade e inclusão.
- Definir metas, estratégias e cronograma: traduzir o diagnóstico em decisões concretas para nortear as ações.
- Prever financiamento e condições de implementação: estimar custos, identificar fontes de financiamento e articular o plano aos instrumentos de planejamento e orçamento.
- Considerar equipe, funcionamento e qualidade da oferta: contemplar no documento a necessidade de contratação de pessoal, a formação, a gestão, a alimentação, a inclusão e o acompanhamento das condições de oferta.
- Formalizar, validar e acompanhar: validar o plano nas instâncias municipais definidas pelo ente, formalizar administrativamente e encaminhar ao MEC no prazo vigente. O documento final deve prever mecanismos de acompanhamento, revisão e transparência.
No guia, além dos passos citados, as redes encontrarão perguntas norteadoras para o desenvolvimento de cada etapa, explicação detalhada do plano, estrutura mínima, modelo e anexos sugeridos para o material, bem como fontes de informação e normativas que podem ser utilizadas para embasar a produção.
Conaquei – O Compromisso envolve um conjunto de ações que apoiam os entes federados na universalização da pré-escola, para avançar no cumprimento das metas, com foco na melhoria contínua da qualidade e equidade. Ele está fundamentado nas Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil e nos Parâmetros Nacionais de Qualidade e Equidade da Educação Infantil. Esses referenciais orientam a implementação de políticas que promovam o desenvolvimento integral das crianças, respeitando as diversidades regionais, socioeconômicas, étnico-raciais e de gênero.
Dessa forma, a ideia é que, com o Conaquei, as redes de ensino realizem um diagnóstico das condições locais, elaborem planos plurianuais e participem de ações colaborativas para melhoria da etapa de ensino. Neste sentido, a política está organizada em cinco eixos estratégicos: Gestão Democrática; Identidade e Formação Profissional; Proposta Pedagógica; Avaliação da Educação Infantil; e Infraestrutura, Edificações e Materiais.
Passo a passo – Ao acessar o Simec com a conta Gov.br, os secretários de educação estaduais, municipais e do Distrito Federal deverão clicar na aba “Programas SEB-Simec”. Em sequência, acessar o módulo do Conaquei e, no primeiro momento, acessar a aba “Adesão”. Realizada essa etapa, os secretários devem assinar o Termo de Responsabilidade da Política, informar quem será o coordenador técnico da política e responder à pergunta sobre o plano de expansão para a educação infantil.
Caso a rede já possua este documento, basta adicionar o arquivo no Simec, com a descrição do que já está sendo feito. São aceitos como planos de expansão de matrículas na Educação Infantil, os Plano Municipais de Primeira Infância, o Plano Municipal de Educação e o documento oficial da secretaria municipal de educação prevendo expansão. Não é obrigatório ter plano para adesão.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Conheça todas as etapas para concepção e aplicação das provas do Enem
ocê sabe tudo o que é feito para que 180 questões cheguem até você em dois domingos por ano? Nos bastidores da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), responsável pela aplicação da prova, promove um longo e rigoroso processo de produção, que vai desde a seleção dos itens a serem respondidos pelos candidatos até o processo de correção.
O primeiro passo é a preparação da prova que será aplicada no ano, que começa em abril. Todo o material que será utilizado fica armazenado no Banco Nacional de Itens, onde o Inep guarda todas as questões, já aprovadas por professores especialistas nas áreas do conhecimento, que serão usadas em avaliações futuras. Para garantir que esse banco seja continuamente alimentado por novos itens, o instituto lança editais periódicos para selecionar e capacitar professores e especialista externos responsáveis por redigir essas questões. Após serem elaboradas, as perguntas passam por análises e podem ser aplicadas em testes piloto sigilosos com estudantes.
A montagem da prova ocorre em colaboração com uma equipe de professores de todo o Brasil, que atuam em conjunto com pesquisadores do Inep. Para evitar vazamentos e aumentar a segurança, esse processo ocorre dentro da autarquia, no Ambiente Físico Integrado Seguro – Afis –, uma sala-cofre onde apenas a equipe autorizada pode entrar. Os computadores utilizados não possuem acesso à internet e é proibido entrar com eletrônicos, celulares, pen drives, cadernos e bolsas.
Professores e pesquisadores empregam critérios estabelecidos pelo Inep para o atendimento das habilidades presentes nas matrizes de matemática, ciências humanas e da natureza e linguagens. Nesse momento, eles também buscam variar a abordagem de questões de uma edição para a outra, a fim de evitar repetições.
Finalizada a seleção, o Inep criptografa as questões e as insere em um HD junto com o tema da redação, que é transportado por um servidor do órgão, com escolta da Polícia Federal, até a gráfica de segurança máxima, onde elas serão diagramadas e impressas. Os pacotes com os exames já saem da gráfica lacrados e separados por sala e escola de aplicação.
Após o período de inscrições, no qual as provas ainda estão em preparação, o Inep também realiza paralelamente a logística para aplicação. Nesse período, a autarquia faz o ensalamento, que nada mais é do que fazer a distribuição dos inscritos por local de aplicação, com prioridades para que eles façam as provas o mais perto possível de suas casas. O local de prova é divulgado no Cartão de Confirmação de Inscrição, que fica disponível na Página do Participante algumas semanas antes da aplicação.
Mais de 500 mil pessoas estão diretamente envolvidas na aplicação do Enem, que passam por capacitação profissional, inclusive os aplicadores que fazem os atendimentos especializados, como os ledores, transcritores, intérpretes de libras e guias-intérpretes de surdos-cegos. A infraestrutura para realização das provas ainda conta com bombeiros, policiais e outros profissionais de segurança. Além das provas físicas, o Enem também disponibiliza uma videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), traduzida por uma equipe do Inep que conta com a participação de pessoas surdas e de especialistas em Libras. O material é gravado dentro de um estúdio montado no “Ambiente Seguro”.
A prova é dividida em dois domingos, um para as disciplinas de linguagens, ciências humanas e redação, e outro para matemática e ciências da natureza. Os portões são abertos às 12h e fechados às 13h, com o início da aplicação às 13h30. No primeiro dia, os candidatos têm 5h30 para responder aos itens, com término às 19h, enquanto no segundo dia o tempo diminui para 5h, acabando às 18h30. Os horários são sempre o de Brasília, por isso quem mora em estados com fuso horário diferentes precisa se ajustar. No dia, é necessário levar documento oficial com foto, caneta esferográfica preta, lanches e água.
O Enem aplica um sistema de correção chamado de teoria resposta ao item (TRI), que estima a dificuldade das questões e avalia o conhecimento dos candidatos, possibilitando que pessoas com o mesmo número de acertos tenham notas diferentes. Isso acontece porque a TRI leva em consideração a coerência dos participantes na marcação das respostas, ou seja, é esperado que um estudante que acerta questões muito difíceis, também acertará as muito fáceis. Se isso não acontecer, o sistema pode entender que ele chutou e, por isso, terá uma pontuação menor do que aqueles que foram coerentes.
As folhas de resposta são digitalizadas e lidas por computadores para registrar apenas as alternativas preenchidas em caneta preta, sem rasura. Já a redação é avaliada por dois corretores independentes, com base em cinco competências cujas pontuações variam de 0 a 200, totalizando até mil pontos. A nota final da redação é a média aritmética das pontuações dadas pelos corretores.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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