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Unidades básicas de saúde passam a atender consultas sem agendamento prévio e sem limitação de área de abrangência

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Por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro as unidades básicas de saúde irão atender, temporariamente, os pacientes que precisam de consulta sem necessidade de agendamento prévio, por livre demanda. O único grupo que seguirá sendo atendido por agendamento é o das gestantes, para acompanhamento do Pré-Natal. 

Esta medida se fez necessária devido ao déficit de médicos na rede municipal, que resultou em várias unidades básicas sem a presença deste profissional, gerando prejuízos ao atendimento da população. “Após o cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta que determinava a imediata exoneração dos contratos temporários da Secretaria Municipal de Saúde, a rede municipal perdeu muitos profissionais, de diversas áreas, incluindo os médicos. Fizemos um processo seletivo simplificado, que não conseguiu preencher todas as vagas. Então, um segundo processo seletivo foi feito e os profissionais ainda estão em fase de convocação. Com isso tivemos muitos furos nas escalas médicas e estamos trabalhando para resolver. Para que a população não seja prejudicada, solicitei aos gestores da Atenção Básica que liberassem as consultas para os pacientes sem precisar de agendamento e sem limitação de área de abrangência”, comentou o prefeito.

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O gestor municipal reforçou que esta é uma medida temporária.

“Mesmo com o segundo seletivo, ainda estamos com dificuldades para que os médicos convocados se apresentem para entrega dos documentos. A alternativa que a SMS está buscando é a publicação do edital de credenciamento para contratação de pessoa jurídica para atendimento médico na Atenção Primária, até a conclusão do concurso público, com previsão de prova no final de janeiro. Com a contratação desses profissionais, conseguiremos resolver a questão da falta de médicos e poderemos voltar ao sistema de agendamentos por área de abrangência, conforme preconiza o Ministério da Saúde”, completou. Ele enfatizou que a contratação por PJ vai permanecer até a finalização do concurso público, que acontecerá no final de janeiro de 2023.

No concurso público estão disponibilizadas 106 vagas para médicos de saúde da família, com salário inicial bruto de 16 mil, buscando fortalecer o vínculo desses profissionais com a efetivação, dando mais estabilidade. Além disso os médicos terão plano de cargos, carreiras e salários, o que irá fortalecer esse nível de Atenção à Saúde, conforme preconiza as normas do Ministério, que é a promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, dando resolutividade em praticamente 80% dos casos de saúde.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

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A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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