CUIABÁ
Primeira fase da retomada do Siminina preenche 280 vagas em quatro dias; restam 148 em três unidades
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As matrículas para o Programa Siminina, referente à primeira etapa da retomada do atendimento presencial e, iniciadas no último dia 8, estão em andamento em quatro unidades: Chácara dos Pinheiros, 1ª de Março, Três Barras e Capão Gama. O programa atende a meninas na faixa etária de 7 a 14 anos.
De acordo com a coordenação do programa, gerida pela profissional Dalma Beatriz, das 428 vagas disponíveis, restam 148 vagas para as unidades 1ª de Março (26), Capão Gama (76) e Chácara dos Pinheiros (46).
A unidade do bairro 1ª de Março houve a necessidade de abrir uma nova sala, com 10 novas vagas, para comportar à procura dos pais na região. São 17 vagas para o período matutino e 9 vagas para o vespertino, conforme o último relatório da coordenação.
Outra unidade bastante procurada é a do bairro Capão Gama, inaugurada, em 2020, pela administração Emanuel Pinheiro para atender os bairros da região Oeste de Cuiabá. São 43 disponíveis para o período matutino e 33 para o vespertino.
Confira os documentos:
– Certidão de Nascimento (fotocópia)
– RG (fotocópia) [da criança e dos pais]
– CPF (fotocópia) [da criança e dos pais]
– Telefone para Contato
– Comprovante de Residência (fotocópia)
– Cartão SUS (fotocópia)
– Número do NIS (fotocópia)
– Registro de Guarda Compartilhada (fotocópia)
– Registro de Medida Protetiva (fotocópia)
– Tamanho da Roupa da Criança
– Número do Calçado da Criança
Etapa 2 e 3
A segunda etapa contempla 500 vagas e está prevista para o dia 11 de abril, com a retomada das atividades das unidades Alto do Boa Vista, CPA (Cras), Pascoal Ramos, Santa Izabel e as duas unidades da zona rural distrital, Guia e Sucuri.
Outras 640 vagas serão disponibilizadas na terceira etapa, prevista para o mês de maio, quando retornarão o atendimento nas unidades dos bairros Jardim Vitória, Jardim Leblon, Bela Vista e Dr. Fábio.
A terceira etapa também conta com a inauguração dos atendimentos da unidade modelo situada no bairro Pascoal Ramos com a estrutura padrão com capacidade de atendimento de até 100 meninas.
Os trabalhos presenciais estavam suspensos com a pandemia e a coordenação reinventou novas formas para o suporte social das meninas e das famílias. As alternativas foram os trabalhos online que deram continuidade no atendimento do Siminina de forma virtual, com o acompanhamento das monitoras e dos pais ou responsáveis.
CUIABÁ
Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas
A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).
A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.
“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.
A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com
De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.
Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.
A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.
Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.
A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.
Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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