CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá recupera mais de 77 mil pontos com operação tapa-buraco
CUIABÁ
Em nove meses de gestão, a Prefeitura de Cuiabá já contabiliza mais de 77 mil buracos tapados em vias públicas da capital. A ação é conduzida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMOP) e integra o plano de recuperação da malha viária, iniciado em janeiro deste ano. Desde então, o trabalho já alcançou 100 bairros, com intervenções em mais de 3,7 mil ruas e avenidas, garantindo mais segurança e fluidez no trânsito.
A operação, que atua de forma ininterrupta de segunda a sábado, mobiliza dez equipes distribuídas entre as quatro regiões da cidade, incluindo distritos e a área central. Os serviços seguem um planejamento técnico que prioriza corredores de transporte coletivo, vias de alto fluxo e acessos a escolas e unidades de saúde.
Para assegurar qualidade e durabilidade ao pavimento, estão sendo utilizadas mais de 25 mil toneladas de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), um tipo de asfalto de alta resistência.
O processo envolve várias etapas, como secagem do solo com caminhão-pipa, limpeza com retroescavadeira, aplicação de brita e finalização com a camada de asfalto quente, que é nivelada e compactada. Todo o procedimento é fiscalizado por técnicos da SMOP, que acompanham desde a preparação da base até a entrega final da via.
Atendendo à determinação do prefeito Abilio Brunini, as equipes também vêm atuando aos sábados, intensificando o ritmo dos serviços e acelerando os atendimentos à população. Além das frentes diárias, mutirões especiais têm sido realizados em bairros como Altos da Serra, Ribeirão do Lipa e Canjica, ampliando a cobertura da operação.
Durante a execução, são adotadas medidas de segurança, como sinalização com fitas zebradas e bloqueios temporários de tráfego, realizados em parceria com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).
O secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, destaca que o trabalho tem sido planejado para atender de forma equilibrada todas as regiões da cidade, priorizando a qualidade e o resultado das intervenções.
“O tapa-buraco é um serviço essencial para manter a trafegabilidade e a segurança nas vias. Nosso foco é entregar um trabalho duradouro, com material de qualidade e acompanhamento técnico rigoroso. O objetivo é melhorar a mobilidade urbana e oferecer mais conforto aos motoristas e pedestres”, pontuou o secretário.
Entre os locais já contemplados estão os bairros São Gonçalo Beira Rio, Cidade Alta, Tijucal, Quilombo, Porto, CPA IV, Carumbé, Morada da Serra, Dom Aquino, Jardim Europa, Despraiado, Bandeirantes, Jardim Cuiabá, Jardim Imperial, Bosque da Saúde, Pedra 90, Ribeirão do Lipa, Boa Esperança, entre outros.
Para facilitar o contato com a população, a SMOP mantém uma plataforma digital onde o cidadão pode registrar solicitações e acompanhar o andamento dos serviços. No sistema, é possível informar o endereço, anexar fotos e optar por receber retorno via e-mail ou WhatsApp. O canal também está disponível pelo ZapObras, no número (65) 9 9216-0484, que gera protocolo e permite o acompanhamento em tempo real.
Como parte das medidas estruturantes da gestão, o prefeito Abilio Brunini também anunciou tratativas com o Governo do Estado para a implantação de uma usina municipal de asfalto. O objetivo é reduzir custos operacionais e ampliar a autonomia da Prefeitura nas ações de pavimentação e manutenção das vias urbanas.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Assistência Social leva conscientização sobre trabalho infantil à Feira do Osmar Cabral
Uma equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão realizou ação de conscientização sobre os prejuízos do trabalho infantil na Feira do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. A iniciativa integrou as atividades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e teve como foco orientar feirantes, consumidores e trabalhadores sobre os impactos da exploração do trabalho infantil e os canais disponíveis para denúncia, na noite de quinta feira (18).
Durante a mobilização, servidores distribuíram folders informativos, apresentaram banners educativos e conversaram com o público sobre os riscos que o trabalho precoce representa para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Entre os principais temas abordados estiveram a evasão escolar, os prejuízos físicos e emocionais, além da perpetuação de ciclos de vulnerabilidade social.
De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, seguindo regras específicas de proteção. A ação destacou que o combate ao trabalho infantil não significa ser contra o trabalho, mas contra situações de exploração que comprometem direitos fundamentais, como educação, lazer, convivência familiar e desenvolvimento saudável.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, ressaltou a importância de ampliar o debate junto à população.
“O enfrentamento ao trabalho infantil passa pela informação e pela conscientização. Muitas vezes, práticas que parecem naturais acabam privando crianças de direitos essenciais, como estudar, brincar e se desenvolver plenamente. Nosso objetivo é fortalecer essa reflexão junto à comunidade e incentivar a proteção integral de crianças e adolescentes”, afirmou.
A ação também abriu espaço para o diálogo com a população sobre um tema que costuma gerar diferentes opiniões. Entre os feirantes, houve consenso sobre a necessidade de combater situações de exploração, embora alguns tenham defendido a distinção entre o trabalho infantil e a participação eventual dos filhos nas atividades familiares.
O comerciante Mauro Neves Sobrinho, que atua há dez anos na feira, avaliou que é importante diferenciar a ajuda prestada pelos filhos aos pais de situações de exploração. Para ele, jornadas excessivas, esforços incompatíveis com a idade e atividades que afastam a criança da escola representam formas prejudiciais de trabalho infantil.
Entre os consumidores, muitos relataram desconhecimento sobre os canais de denúncia. A profissional de marketing Isabelle Aquino considerou importante a presença da equipe da assistência social na feira para ampliar o acesso à informação.
“Muitas pessoas acabam normalizando situações de trabalho infantil ou não sabem que elas precisam ser denunciadas. Essas ações ajudam a conscientizar e esclarecer a população”, afirmou.
O psicólogo Jonias Pereira Nunes da Mota destacou que a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Segundo ele, a presença dos órgãos públicos em espaços de grande circulação contribui para esclarecer dúvidas e aproximar a população das políticas de proteção à infância.
Já o trabalhador Nilson Fonseca Ferreira avaliou que campanhas educativas ajudam a orientar a sociedade sobre onde buscar ajuda e como agir diante de casos de exploração infantil. Para ele, a infância deve ser dedicada ao estudo, às brincadeiras e ao desenvolvimento pessoal.
A organizadora da feira, Patrícia Albuquerque, observou que o cenário mudou ao longo dos anos. Segundo ela, situações de trabalho infantil eram mais comuns no passado, mas atualmente a prática tem se tornado menos frequente graças à conscientização da sociedade. Ainda assim, considera importante manter ações educativas e de orientação.
O material distribuído durante a mobilização reforçou que o trabalho infantil pode expor crianças e adolescentes à violência, acidentes, exploração sexual, abandono escolar e outras situações que comprometem seu futuro. O folder também destacou que atividades realizadas nas ruas, como vendas ambulantes, pedidos de esmola e apresentações em semáforos, estão entre as piores formas de trabalho infantil previstas pela legislação.
Ao levar a discussão para um dos espaços mais movimentados da comunidade, a ação buscou ampliar o conhecimento da população sobre o tema e fortalecer a rede de proteção à infância, incentivando a denúncia de situações de exploração e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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