CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá inicia reparos na Ponte da Moinho; trabalhos serão concluídos em 10 dias
CUIABÁ
A Prefeitura de Cuiabá, por intermédio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, iniciou, neste sábado (19), a obra de reconstrução da cabeceira da Ponte do Moinho, localizada na avenida Arquimedes Pereira Lima. Os trabalhos serão concluídos em 10 dias, com investimentos de aproximadamente R$ 150 mil.
O prefeito em exercício, José Roberto Stopa, explicou que as rupturas foram provocadas em decorrência da estrutura antiga, acompanhadas do grande volume de chuvas contabilizados este ano, fatos estes que contribuirão para o comprometimento da ponte.
“É uma ponte de mais de 30 anos. Vamos fazer aqui um trabalho árduo de cerca de 10 dias, em virtude do excesso de chuvas, solapou, ou seja, levou toda a cabeceira embora. Precisamos fazer essa intervenção, pois corria riscos da ponte ser levada pelas chuvas. Estamos fazendo obras de contenção para que a gente possa devolvê-la em dias, oportunizando que a população usufrua desta importante avenida, em condições de trafegabilidade e segurança”, elencou.
Na manhã desta sexta-feira (18), a pista sentido bairro-centro foi interditada pela Civil em razão de uma erosão registrada no local. Com a finalidade reforçar a segurança dos pedestres e motoristas que trafegam pelo trecho, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) esteve presente, implantando toda a sinalização adequada, inclusive, com auxílio de blocos de concreto.
Os agentes municipais fizeram adequações na pista bairro-centro, a fim de minimizar os impactos no trânsito, transformando-a em mão dupla. Desta forma, a orientação aos condutores é que acessem rotas alternativas de deslocamento neste período.
CUIABÁ
Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura
A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)
O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.
Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.
Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.
Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.
Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.
A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.
Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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