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Prefeitura de Cuiabá amplia Projeto Lutadoras e abre mais de 900 vagas para mulheres
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O Projeto Lutadoras já é um sucesso e a tendência é se fortalecer ainda mais com a ampliação de vagas, saltando de 80 no ano passado, quando foi criado, para mais de 900 em 2026. Idealizado pela Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, com apoio do núcleo da primeira-dama, o Lutadoras tem como objetivo fortalecer a segurança, a autoestima e a qualidade de vida das mulheres por meio da prática de defesa pessoal, com várias modalidades, aliada a atividades educativas e de conscientização. As inscrições estão abertas até o dia 20 de março. E, no dia 26, será o lançamento oficial e a entrega da camiseta para todas as selecionadas.
O projeto surgiu como resposta ao alto índice de violência doméstica e de gênero no Estado de Mato Grosso, atuando como uma estratégia de prevenção. A proposta utiliza a defesa pessoal como ferramenta de fortalecimento físico, emocional e social, permitindo que as participantes desenvolvam autoconfiança, disciplina, consciência corporal e capacidade de reconhecer e enfrentar situações de risco.
“O projeto fez tanto sucesso que agora vai ter em Cuiabá inteira. São quase mil vagas nas quatro regiões de Cuiabá, divididas em turmas de 30 mulheres, duas vezes na semana, nos Cras e centros comunitários. Se você conhece alguma mulher que precisa aprender a lutar, encaminhe para a Secretaria da Mulher”, convida a primeira-dama, Samantha Iris.
A secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, também ressaltou a importância do Lutadoras. “Atingir esse potencial de quase 1.000 vagas é um grande presente que preparamos com carinho para lançar no mês dedicado à Mulher. Especialmente porque beneficiará muito mais participantes”, pontuou a secretária.
A ampliação do programa prevê a criação de 32 novas turmas em 16 polos distribuídos em diferentes bairros de Cuiabá, com capacidade para atender mais de 900 mulheres. Cada local contará com duas turmas de 30 alunas, totalizando 60 participantes por polo. As aulas ocorrerão às segundas e quartas-feiras, com turmas de 30 alunas, e às terças e quintas-feiras, também com turmas de 30.
O público-alvo são mulheres a partir de 16 anos, com prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade social, econômica ou expostas à violência doméstica ou de gênero, embora o projeto seja aberto a todas as mulheres interessadas em fortalecer sua segurança, saúde física e emocional.
As inscrições serão realizadas por meio do aplicativo Smart Cuiabá. Para participar, a interessada deverá acessar o aplicativo, entrar na aba da Secretaria Municipal da Mulher, na aba do Lutadoras, escolher o local e o horário disponíveis e realizar sua inscrição. É fundamental que as candidatas observem os critérios de participação estabelecidos pelo projeto.
Estão abertas para todas as mulheres. No entanto, terão prioridade classificatória mulheres em situação de baixa renda, aquelas que possuam NIS atualizado (Número de Identificação Social) e mulheres que estejam sob medida protetiva, considerando a proposta do projeto de ampliar o acesso para quem se encontra em maior situação de vulnerabilidade.
Em caso de desistência nos primeiros 30 dias de curso, a participante terá a obrigatoriedade de devolver o kit recebido no início das atividades. No momento da retirada do material, será realizado o registro e a assinatura de um termo de responsabilidade pela participante.
“O Projeto Lutadoras se consolida como uma importante política pública de prevenção à violência e promoção do empoderamento feminino, integrando o pacote de ações que já incrementamos para melhor assistir as mulheres de Cuiabá. Além do Lutadoras, dispomos de cursos de capacitação em várias áreas de atuação, acolhimento para gestantes, armário solidário, entre outros. Com o Lutadoras, oferecemos um suporte na segurança pessoal, especialmente para as mulheres que mais dependem desse apoio”, destacou a secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto
Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.
Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.
A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.
“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.
No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.
Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.
Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.
“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.
A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.
A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.
“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.
Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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