CUIABÁ
Prefeito participa de conciliação no TCE referente a pavimentação de bairros na capital e afirma que a meta é ampliar o número de regiões beneficiadas
CUIABÁ
O prefeito Emanuel Pinheiro participou, na tarde desta terça-feira (06), de uma conciliação, intermediada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), juntamente com o Governo do Estado, para tratar da pavimentação de bairros da capital. Segundo o chefe do Executivo Municipal, o objetivo da Prefeitura de Cuiabá é ampliar o número de regiões beneficiadas, que atualmente é de 11 para 25.
O gestor enfatizou que uma das premissas de seu governo consiste na plena garantia e promoção da qualidade de vida da população cuiabana e reiterou que o Município irá se manifestar dentro do prazo estipulado pela notificação emitida pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) de resposta. “Estou construindo todos os cenários para que Cuiabá ganhe com isso. O décimo dia útil ainda está para vencer ainda, estamos em tempo, prazo este que não somos obrigados a cumprir. Nosso desejo é atender não somente 11, mas 23,24,25 bairros. Já quanto à fiscalização, isso é irrelevante agora, estamos todos juntos e queremos dobrar os números, aumentando a oferta concebida”, declarou.
Articulador do encontro, o presidente do órgão fiscalizador, o conselheiro José Carlos Novelli, afirmou que a missão da entidade não se restringe apenas à efetivação das políticas públicas de controle dos recursos públicos, como também, de mediador dos interesses que regem a sociedade. “Estamos aqui para ajudar a executar as perspectivas escolhidas e, quando houver a necessidade, ser conciliadores dos cidadãos. Um papel que para nós é novo também. Acredito que o resultado será 100% positivo”, destacou.
O titular da Sinfra, Marcelo Padeiro, parabenizou os poderes envolvidos na concretização da iniciativa e pontuou que aguarda o parecer da administração atual para dar sequência ao acordo proposto. “Meus parabéns a todos pelo interesse e resta sabermos agora o posicionamento da Prefeitura de Cuiabá para que possamos iniciar as obras de pavimentação. As obras são republicanas, de interesse público, pois quanto mais engajamento das partes competentes, melhor”, acrescentou.
Uma nova definição entre o Executivo Estadual e Municipal está marcada para acontecer nesta quarta-feira (7). A expectativa em torno da agenda é que a decisão encaminhe os novos rumos seja definitivamente oficializada.
Por outro lado, o prefeito garantiu que as localidades contempladas pelo convênio serão alcançadas com as ações de melhorias na malha viária – apesar das negociações firmadas. Em duas delas, os trabalhos já foram colocados em prática, o bairro Parque Amperco e Osmar Cabral.
“Quero ver calendário, como vão ser feitas as obras, fiscalização, pois no fim das contas quem será cobrado por tudo isso sou eu, se porventura não atender às expectativas. Quero muito mais para Cuiabá. A minha luta foi justa, tanto que consegui na mesa de negociação parceria para mais duas e quero mais ainda para a minha gente”, concluiu Pinheiro.
Estiveram presentes, o vice-prefeito José Roberto Stopa, os deputados estaduais, Wilson Santos, Eduardo Botelho e Elizeu Nascimento, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, bem como, os conselheiros Antonio Joaquim, Sérgio Ricardo e Guilherme Maluf.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público
A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.
Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.
A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.
Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.
Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.
O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.
A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.
Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.
A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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