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“Nem hospital privado tem a estrutura que o Centro de Tratamento de Queimados do HMC oferece”, afirma cirurgião plástico atuante há mais de 15 anos

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Jose Ferreira

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O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) de Cuiabá existe há mais de 20 anos e o cirurgião plástico Dr. Carlos Alberto Albuquerque Maranhão, atual coordenador da unidade e diretor técnico do Hospital Municipal de Cuiabá “Leony Palma de Carvalho” – HMC, acompanha a história do centro há mais de 15 anos, desde o funcionamento no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (antigo Pronto Socorro). Ele relata uma evolução ocorrida na gestão Emanuel Pinheiro. “Lá no antigo Pronto Socorro a estrutura era muito precária e contava com apenas 9 leitos, situação não condizente com a demanda. Quando mudou para o HMC a transformação foi radical, em termos de estrutura adequada e equipada com 20 leitos e toda equipe de profissionais foi ampliada”, conta.

O médico ressalta que, até hoje, o CTQ é único no estado de Mato Grosso e, por isso, recebe pacientes de Cuiabá, todo o interior e até mesmo de estados vizinhos. “É uma referência! Não tem lugar melhor para o paciente queimado ser tratado do que aqui neste hospital! Nem hospital privado tem estrutura para oferecer o tratamento que nós oferecemos aqui, tanto que às vezes temos paciente que tem plano de saúde internado aqui”, afirma Carlos Maranhão.

O Centro de Tratamento de Queimados do HMC conta com equipe multidisciplinar para oferecer o tratamento mais completo aos seus usuários. São técnicos de enfermagem, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e 7 cirurgiões plásticos. A unidade conta com uma infraestrutura moderna e equipamentos de ponta, como uma câmara hiperbárica (que ajuda no processo de oxigenação dos tecidos do corpo, favorecendo a granulação e cicatrização) e três dermátomos elétricos (aparelhos utilizados na retirada de enxerto, cujo preço médio no mercado gira em torno de R$ 350 mil cada). “É coisa de primeiro mundo!”, comenta o coordenador do CTQ. Segundo Maranhão, há poucos anos, esse processo de retirada de pele de uma parte do corpo para ser usada como enxerto era feita com lâmina de barbear.

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Tratamento completo 

Entre 2020 e 2021, houve 386 internações no CTQ. No ano passado, foram realizadas 158 cirurgias plásticas em pacientes queimados e 80 em pessoas que sofreram outros tipos de lesões. A porta de entrada na unidade é a urgência e emergência do HMC, podendo ser transferidos de outras unidades, como UPAs e Policlínicas e até mesmo trazidos de avião ou helicóptero de outros municípios, já que o HMC conta com heliponto. 

De acordo com o doutor Carlos Maranhão, a recuperação desses indivíduos depende do grau de profundidade e extensão da queimadura, que pode ser de primeiro, segundo ou terceiro grau. “A recuperação de queimadura depende muito da extensão e profundidade. Aqui a gente consegue tratar todos. O paciente recebe o tratamento completo aqui, na fase aguda, e no tratamento das sequelas”, explica. 

O tratamento na fase aguda ocorre logo após o acidente, com o cuidado imediato, já que queimaduras provocam perda rápida de líquido no organismo, que em casos graves pode levar o paciente ao choque. Nesse caso, a porta de entrada é a urgência e emergência, que faz a triagem para verificar se há necessidade de internação (que pode ser diretamente no CTQ ou, em casos mais críticos, na UTI). Se o caso não for grave, após um curativo o paciente já pode ser liberado para acompanhamento ambulatorial. 

Na fase de tratamento intermediário, quando, já internado, o paciente recebe todos os cuidados de alta complexidade e pode passar por uma ou mais cirurgias. “Esses pacientes, com muita frequência, precisam ser submetidos a várias etapas cirúrgicas”, afirma Dr. Maranhão. 

Após a cicatrização, são tratadas as sequelas decorrentes da queimadura. Alguns indivíduos podem precisar de cirurgia plástica reparadora, fisioterapia, entre outras terapias para evitar ou minimizar o comprometimento de suas capacidades funcionais. Nos casos mais graves, todo o processo pode durar meses, por isso o médico destaca a importância da equipe multidisciplinar. “Dependendo do tipo de sequela, depois de completamente cicatrizada a pele, é programada cirurgia reparadora para esse paciente. Temos pacientes que passam três, quatro meses no CTQ”.

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Outro dado que chama a atenção é que, segundo o cirurgião plástico, cerca de 20% dos pacientes sofrem acidentes tão graves que chegam a ficar com sequelas funcionais e estéticas para o resto de sua vida.

Humanização

Por outro lado, apesar de uma queimadura seguida de internação e talvez sequelas ser um evento traumático para qualquer pessoa, Dr. Carlos Maranhão relata que o nível de satisfação depois de tudo isso é grande entre os pacientes, que com frequência deixam cartas de agradecimento a todos os profissionais envolvidas em sua cura. “É muito comum o paciente sair daqui e deixar carta de elogio agradecendo à equipe médica e de enfermagem o tratamento recebido. As instalações aqui são muito boas, os profissionais são selecionados e com perfil adequado para esse tipo de tratamento, o que é muito importante. Os pacientes são tratados com muita atenção e muito carinho por parte dos profissionais, principalmente pela enfermagem, que fica mais junto do paciente”, relata. 

O HMC 

A entrega da maior e mais moderna unidade hospitalar de Mato Grosso, o Hospital Municipal Dr. Leony Palma de Carvalho, completou, em dezembro de 2021, três anos. A obra que conta com heliponto, foi executada pela gestão Emanuel Pinheiro, evidencia o compromisso da administração com a qualidade, a humanização,  garantindo à população eficiência e dignidade no atendimento, premissas que alicerçam à gestão. 

O HMC possui 184 leitos de enfermaria, 20 leitos no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), 6 salas de cirurgia, 60 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo 40 adultos, 10 pediátricos e 10 leitos Unidade Coronariana. Na Urgência / Emergência possui 51 leitos divididos entre Reanimação, Politrauma, Estabilização, Observação adulto e pediátrico. Além disso, conta com ambulatório com mais de 13 das especialidades médicas mais procuradas pela Central de Regulação, exames como ultrassonografia, endoscopia, colonoscopia e radiografia, parque tecnológicos com equipamentos de última geração, moderno centro de imagens e ainda farmácias satélites. 

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Mato Grosso AgroFestival valoriza artistas regionais e músicos ressaltam a qualidade técnica da estrutura 

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A primeira edição do Mato Grosso AgroFestival, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, se consolida como um importante espaço de valorização da cultura e da música regional. Com uma programação que reuniu diferentes estilos musicais, o evento abriu espaço para artistas mato-grossenses mostrarem seu talento em uma estrutura de grande porte, com a mesma qualidade técnica oferecida às atrações nacionais. O evento foi realizado em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte, com recursos públicos.

A variedade de estilos também fez a diferença, incluindo gospel, sertanejo, rock e outros. A participação do rock regional foi considerada pelos próprios artistas como uma proposta inovadora, por se tratar de uma iniciativa que amplia a diversidade musical do evento e aproxima o público de um gênero que, segundo os músicos, possui forte influência na formação de artistas de diferentes segmentos, inclusive o sertanejo.

“Preparamos uma coisa um pouquinho diferente, porque no AgroFestival tocamos um Rock’n’Roll. É uma inovação. O rock é uma linguagem acessível para todas as camadas da sociedade. Muita gente não conhece o rock e, quando você se apresenta em um palco com boa qualidade, estrutura e consegue mostrar todo o desempenho que é capaz de oferecer, mesmo as pessoas que não têm muita intimidade com a cena musical roqueira vão perceber que Cuiabá também tem excelentes músicos de rock”, destacou Jean Bass, da banda Power Rock Trio.

Segundo Jean, a maioria dos músicos que estão no palco tocando sertanejo começou estudando rock. “O rock sempre obrigou o músico a se dedicar muito para conseguir executar com qualidade. O rock é onde se forma o músico. O rock é agro, o rock é pop, o rock é tudo. O rock é a fonte da juventude”, afirmou.

Outros artistas regionais também destacaram a importância da iniciativa e do espaço no AgroFestival concedido aos músicos locais. O cantor Fabrício, da dupla Fabrício & Fernando, que integra o grupo Violada Cuiabana, juntamente com vários outros cantores conhecidos nacionalmente, disse que a iniciativa representa um avanço significativo na forma como a música produzida em Mato Grosso é apresentada ao público.

“Eu falo em nome de Fabrício e do Fernando, e do grupo Violada Cuiabana, que é composto por Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson. Nós tivemos um ganho muito grande com o Johnny Everson. O Johnny é um cara experimentado, preparado, que hoje está ocupando uma cadeira muito merecida. Esse olhar de profissionalismo e de respeito aos nossos artistas, que ele tem, é muito importante. Mato Grosso possui uma produção musical diversificada e seus artistas têm conquistado espaço além das fronteiras do Estado e a população está tendo a oportunidade de conhecer ainda mais o trabalho que está sendo feito”, afirmou.

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O cantor fez questão de explicar que é da área do sertanejo, mas que Mato Grosso é um celeiro muito grande de muitos segmentos. “A gente sabe disso. A galera daqui vai para fora e faz bonito. A primeira edição do AgroFestival veio com tudo, valorizando a gente, com esse espaço maravilhoso e essa estrutura, que antigamente não tinha, era muito difícil. O regional usava uma estrutura bem menor, uma estrutura precária, e hoje a gente tem esse espaço de suma importância. Em nome de toda a galera de Mato Grosso, muito obrigado à Prefeitura de Cuiabá, aos organizadores e a todos que estão cobrindo o evento. O artista de Mato Grosso está sendo muito bem representado. Essa é a primeira edição de muitas, o AgroFestival veio para ficar”, ressaltou.

Entre o público estava Marluce Madureira, natural de Montes Claros (MG), agora moradora de Cuiabá, que gostou das apresentações, especialmente da violada sertaneja, e afirmou que voltaria à noite para a programação de encerramento do AgroFestival. “Muito bom, aqui tem um espaço amplo e dá para todo mundo acompanhar. Senti falta do lambadão, apesar da variedade dos shows. Ainda vou voltar para ver Di Paullo & Paulino, atração nacional da noite”, frisou.

Estrutura padrão

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, destacou que a valorização dos artistas locais faz parte de uma diretriz adotada pela gestão do prefeito Abilio Brunini desde o início do mandato. A proposta, segundo ele, é garantir que os músicos regionais tenham não apenas espaço na programação, mas também condições técnicas adequadas para apresentar seus trabalhos.

“Esse espaço para a música regional, valorizando a nossa música, é um critério que a gestão Abilio Brunini está usando desde que assumiu este mandato. É uma questão fundamental para manter esse intercâmbio, essa troca de conhecimento dos artistas nacionais que vêm se apresentar aqui, mas sempre atendendo a alguns princípios e requisitos”, explicou.

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Entre esses critérios está a garantia de espaço para os artistas regionais, com pagamento de cachê digno e utilização da mesma infraestrutura técnica disponibilizada às atrações de projeção nacional.

“Aqui, nos palcos onde a Prefeitura está envolvida, não tem um artista fazendo uma ‘aberturinha’ improvisada. Tem um artista usando o mesmo equipamento, os mesmos aparatos, seja nos painéis de LED, na iluminação ou na sonorização”, enfatizou Johnny Everson.

O secretário também resgatou a tradição de eventos que historicamente abriram espaço para a música local, citando a tradicional programação realizada no bairro São Cristóvão durante 22 anos.

“Nós preparamos para este domingo, para a tarde deste domingo, como tradicionalmente ocorria no São Cristóvão durante seus 22 anos de acontecimento, de 1991 a 2013, a tarde dos shows dos artistas locais. Artistas locais porque são daqui, porque moram aqui, porque geram emprego, renda e felicidade para o povo daqui. Eles são daqui, mas estão fazendo sucesso no Brasil inteiro”, afirmou.

A festa em questão foi resgatada 10 anos depois e compôs a programação do AgroFestival, com mais de 400 caminhões presentes em um buzinaço coletivo, reunindo grupos em motociata e a cavalgada até o Parque Novo Mato Grosso, onde receberam a bênção do santo padroeiro.

O secretário esclareceu ainda que a divisão entre atrações nacionais e regionais não representa uma diferença de qualidade entre os artistas, mas uma forma de identificação da origem das atrações.

“Quando dividimos na divulgação shows nacionais e depois shows regionais ou shows locais, não é colocando um numa condição superior à condição do outro. É identificando que os regionais cantam tão bem ou, muitas vezes, muito melhor ainda que os nacionais”, explicou.

Além de celebrar o potencial econômico e produtivo do Estado, o Mato Grosso AgroFestival ampliou seu alcance ao reconhecer a cultura como parte essencial da identidade mato-grossense.

A programação da tarde do domingo (9) contou com a apresentação dos cantores Holy Praise, Violada Cuiabana (Douglas Cabral, Jonathan & Adam, Fabrício & Fernando, Rafa Barros e Johnny Everson), Power Rock Trio, Sara & Lívia, Rafa Garcia e Trio Maravilha.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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