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Mudança de modal não apresenta consistência técnica, aponta ex-secretário nacional de Mobilidade

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Dando continuidade ao ciclo de debates técnicos da Conferência Municipal Sobre o Modal de Transporte Público (VLT X BRT), realizada nesta quinta-feira (07), o ex-secretário da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (ALAF), Jean Carlos Pejo, avalia que o projeto BRT não possui nenhuma consistência técnica.

“Quando foi apresentado pelo Governo, em dezembro de 2020, a substituição do sistema VLT e a implementação do sistema BRT, infelizmente, aquilo faltou transparência. Aquilo que foi apresentado demonstrou um total desconhecimento sobre o que é o sistema VLT, através de um jogo de números incorretos em que comparavam as comparações de vantagens do sistema VLT com o BRT não condizem com a realidade. Em algumas entrevistas eu dizia que, infelizmente, com todo respeito às pessoas de Mato Grosso, mas é um BRT monstro. O que nos parece é que o que foi apresentado como base para esse empreendimento, foi típico de um ajuste de contas para permitir que fosse construído um sistema que coubesse no orçamento que foi falado anteriormente, porque se fosse fazer um BRT de verdade, provavelmente, o orçamento apresentado seria muito maior”, destaca Pojo.  

“Para completar esse cenário, tudo isso praticamente pronto, com todo o sistema elétrico fornecido e com todos os trens entregues e mantidos em condição satisfatória, só restando uma parte pequena de conclusão. Realmente me chamou muito a atenção quando foi tomada a decisão de que para ter continuidade no processo do BRT foi antecipado o pagamento de uma dívida com a Caixa Econômica Federal, em um valor que permitia concluir o primeiro trecho da obra se tivesse utilizado esse recurso e hoje o modal teria sido entregue para a sociedade que diuturnamente está na fila de ônibus”, acrescenta o especialista.

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A mesma opinião é compartilhada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, que também elenca que a licitação para implantação do BRT não possui base técnica.“Foram elencados vários atributos, todos sem consistência técnica nenhuma, tanto é que não existe projeto básico funcional executivo, que a própria licitação que está suspensa pede para que as empresas apresentem os projetos executivos, questão de licenças ambientais e desapropriações. Então, se tivesse um projeto executivo não precisaria ser pedido agora depois de quase dois anos”, pontuou.

Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Carlos Avallone, esteve presente na Conferência e falou sobre a importância do debate. “É muito importante esse debate, uma vez que essa discussão sobre VLT x BRT vem se arrastando por muito tempo e a sociedade vem pagando um preço por isso. A cidade de Cuiabá ainda tomou algumas precauções, cuidou um pouco mais da parte urbana, mas lá na Avenida da FEB os várzea-grandenses e quem passa por lá sofrem com aquela situação. Então, esse é um assunto que precisa ter uma solução definitiva e a Assembleia é uma parte importante nessa discussão”, disse Avallone.

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O prefeito Emanuel Pinheiro afirma que o principal objetivo do evento é garantir transparência às informações e apresentar, de fato, as vantagens e ou desvantagens dos dois modais, a fim de promover a cidadania e dignidade para quem depende do transporte público.

“Essa Conferência Municipal é voltada exclusivamente para o povo e para a sociedade. Não é para nenhuma autoridade, prefeito, vereador ou Governo. É uma contribuição que a Prefeitura de Cuiabá, com a realização desse encontro, dá para colocar luz no debate sobre a escolha do melhor modal de transporte. O Brasil está colocando luz, para que Cuiabá possa sair das trevas desse embate que já dura cerca de dez anos, com 44 vagões parados e um projeto já aprovado”, declarou o prefeito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Festival de Orquídeas e Rosas do Deserto começa nesta quinta

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A Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, recebe, a partir desta quinta-feira (15), a 24ª edição do Festival de Orquídeas e Rosas do Deserto. Até domingo (18), o público poderá comprar plantas ornamentais a partir de R$ 10, conhecer diferentes espécies e visitar a Feira da Agricultura Familiar.

A entrada é gratuita, e a expectativa é que o evento movimente mais de R$ 1 milhão em negócios.

Realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP), o festival reúne produtores e comerciantes do segmento de jardinagem e paisagismo.

Nesta edição, estarão disponíveis cerca de 5 mil plantas, entre orquídeas, rosas do deserto, cactos, suculentas e espécies como onze-horas, caladium, aglaonema e Euphorbia françoisii.

A programação também abre espaço para pequenos produtores e artesãos que participam da Feira da Agricultura Familiar, iniciativa da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho. A proposta é reunir diferentes atividades de comercialização em um mesmo local.

Além da variedade de espécies, o festival tem como característica a comercialização de plantas aclimatadas, preparadas para se desenvolver fora das condições controladas de uma estufa.

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A movimentação econômica prevista vai além das vendas realizadas na Praça Alencastro. A organização estima que a comercialização direta durante os quatro dias ultrapasse R$ 500 mil.

Com as compras posteriores em floriculturas, viveiros e lojas de materiais para jardinagem, o volume total de negócios pode superar R$ 1 milhão.

A projeção considera os resultados de uma edição realizada recentemente em Várzea Grande, que alcançou R$ 500 mil em movimentação econômica. Desse total, R$ 200 mil corresponderam às vendas feitas durante o evento, enquanto R$ 300 mil vieram de negócios indiretos.

Em Cuiabá, a expectativa é ampliar esse resultado, com benefícios também para estabelecimentos que não participam diretamente da feira. A compra de plantas pode gerar novas demandas por vasos, substratos, terra e outros produtos utilizados no cultivo.

Serviço

  • 24º Festival de Orquídeas e Rosas do Deserto de Cuiabá
  • Data: 15 a 18 de outubro de 2026
  • Local: Praça Alencastro, Centro, em frente à Prefeitura de Cuiabá
  • Quinta-feira (15) a sábado (17): das 8h às 20h
  • Domingo (18): das 8h às 12h
  • Entrada: gratuita
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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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