CUIABÁ
Misc recebe roda de conversa sobre a lavagem das escadarias da igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
CUIABÁ
O Museu da Imagem e do Som (Misc), coordenado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, recebe nesta sexta-feira (3), às 19h, a roda de conversa com o tema “Ressignificação da Lavagem das Escadarias da Igreja do Rosário e São Benedito”.
O bate-papo será realizado pela Comissão da Lavagem das Escadarias da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, presidida por Lindisey de Sá, e contará com a presença de acadêmicos e pesquisadores que desenvolveram pesquisas sobre o tradicional evento nos últimos quatro anos.
Convidados: Prof.ª Clauderize Magalhães, mestranda PPGAS/UFMT, prof.ª Maria de Lourdes Castrillon, doutoranda PPG ECCO/UFMT, prof.ª Sônia Romancini, pesquisadora NEER/UFMT e Dr.ª Adriana Rangel, psicanalista do projeto Psicanálise na Rua /UFMT.
“Agradeço a essas pessoas que se inspiraram durante quatro anos para escreverem seus artigos, mestrados e doutorados sobre a lavagem que é realizada no Brasil e no mundo e poder sentir um pouco dessa ancestralidade. Então, isso é dar vida e visibilidade para aquilo que está esquecido aqui nesse Quilombo urbano no Centro Histórico de Cuiabá”, disse o coordenador do Misc, Cristóvão Luiz.
O MISC
Criado em 2006, o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc) é o principal acervo de imagem e som da diversidade cultural de Cuiabá. Além de apresentações musicais, o Misc também apresenta exposições, mostras de fotografia e vídeos, oficinas e peças teatrais valorizando a história cuiabana.
SERVIÇO
O que?: Roda de conversa sobre a lavagem da igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
Quando?: 03/06
Horas: às 19h
Local: Auditório do Museu da Imagem e do Som (Misc) (Rua: Voluntários da Pátria, nº 79, Centro Norte)
CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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