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Lavagem das Escadarias do Rosário e São Benedito tem como bandeira principal a paz e o resgate histórico

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A sétima edição da Lavagem das Escadarias da Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito ocorreu na manhã deste sábado (24) e foi marcada por muita fé, dança e orações em uma celebração ecumênica de amor e paz. Apoiado pela Prefeitura de Cuiabá, o evento também tem o objetivo de lutar pelo fim da intolerância religiosa. Este ano, o tema abordado foi: “Preservem a natureza. Salvem vidas. Axé!”.

Lindisey Catarina de Sá, presidente da comissão que organiza a Lavagem das Escadarias, afirma que a lavagem é uma raiz cultural e a principal bandeira do encontro é a paz. Apesar de ser um resgate histórico, busca-se dar visibilidade às ações das comunidades tradicionais quilombolas e às religiões de matriz africana.

“Queremos que todas as religiões se congreguem, conversem e que cada uma entenda a tradicionalidade e a cultura das outras, que são únicas, mas vivenciadas de maneiras diferentes. Nossa expressão cultural está aqui, porque os negros que vieram da África cavaram aqui em busca de ouro e não podiam entrar na igreja. Eles viviam aqui apenas lavando as escadarias para que seus senhores pudessem adentrar ao espaço religioso. Por isso foi construído aquele puxadinho da igreja São Benedito, anexo à igreja do Rosário. Os negros só podiam entrar ali, então decidimos resgatar essa cultura para que nossos antepassados possam nos ver vivendo o que eles não puderam”, conta ela.

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O encontro é uma tradição na capital e, devido à sua importância, foi incluído no calendário oficial de eventos culturais de Cuiabá em 2018, por meio da Lei 6.304/2018, sancionada pelo prefeito Emanuel Pinheiro. “Esse evento faz parte da cultura de nossa cidade e a Prefeitura de Cuiabá, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, apoia todas as manifestações religiosas. A importância deste evento está em simbolizar a paz, a fraternidade e também valorizar o meio ambiente. Neste ano, o tema é Natureza e Vida, destacando o espaço em que vivemos. Por isso, estamos aqui apoiando esse evento tradicional”, disse o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Aluizio Leite.

A caminhada desceu até o fim da av. Coronel Escolástico e deu a volta na igreja do Rosário e São Benedito, até as escadarias da igreja. Estiveram presentes muitas pessoas de religiões diversas, como catolicismo, kardecismo, umbanda e islamismo, entre outras.

Quem participa da Lavagem das Escadarias conta que a cerimônia é um encontro de pessoas com vibrações energéticas positivas, compartilhando um sentimento de amor, paz e união com o próximo, pois acreditam ser filhos de um único Deus. Quando o evento acontece, acreditam estar eliminando todas as impurezas naquele momento, unidos em um único pensamento de irmandade, fraternidade e sempre buscando a paz universal.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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