CUIABÁ
Feira de Artesanato na Praça Alencastro incentiva artesãs e a economia criativa
CUIABÁ
A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, realiza nesta sexta-feira (29), mais uma edição da Feira de Artesanato Popular na Praça, que ocorre até às 17h, na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura de Cuiabá. O projeto conta com apoio do Executivo Municipal possibilitando, especialmente que mulheres em situação de vulnerabilidade social – chefes de família, possam expor seus produtos à comunidade.
Além comercialização de mercadorias, o local é palco para apresentações e manifestações culturais como teatro, música, dança entre outras. O secretário Aluízio Leite, reforça o compromisso da gestão com o incentivo a economia criativa.
“É importante que nossas artesãs mostrem a nossa cultura para o Brasil. Nós, enquanto secretário de Cultura, Esporte e Lazer defendemos e incentivamos que as pessoas possam encontrar em alguma atividade ou em algum talento, um futuro melhor. Queremos instalar em Cuiabá os Centros Culturais para ensinar o artesanato, ensinar música, incentivar a juventude a se desenvolver dentro da cultura”, disse Aluízio.
Na próxima semana, entre os dias 4 e 8 de maio, as 25 artesãs que fazem parte do projeto Feira Popular na Praça, vão participar do 15º Salão Internacional de Artesanato Raízes Brasileiras, em Brasília.
“Para Cuiabá é extremamente importante porque o projeto Feira Popular de Artesanato na Praça completou 17 anos de plena execução, integrando mulheres vítimas de violência e chefes de família, que buscam uma independência financeira. Tivemos o privilégio de representar Mato Grosso na primeira edição desse salão em Brasília, levando 23 artesãs o grupo de siriri, e foi um sucesso. Para nossa surpresa, mais uma vez fomos convidados pela coordenação nacional desse evento. Isso dá um estimulo para nossas artesãs e mostra o quão importante é esse setor, tendo como foco a responsabilidade social. Além do mais, leva a divisas da nossa cidade para outros locais e isso é fabuloso”, destacou a idealizadora e coordenadora da ação, professora Jacy Proença.
A artesã Malu Jara, que produz peças em crochê de algodão, demonstra a satisfação com a oportunidade de levar seu trabalho e a cultura cuiabana para fora do Estado. “Mexo com peças variadas em crochê, uso uma técnica de mosaico, além do trabalho diferenciado com a linha de algodão. Poder trazer meu trabalho para a feira de artesanato e lavá-lo para Brasília é uma oportunidade incrível, estaremos levando não só a nossa arte, mas também um pouquinho da nossa terra e da nossa cultura”, comentou.
CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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