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Estações Bispo e Ipiranga passam por reforma; MTU irá gerenciar os serviços após conclusão das obras

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Luiz Alves

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As estações Bispo e Ipiranga, localizadas na região central de Cuiabá, estão passando por uma ampla reforma e, ao final da obra, a administração dos dois locais serão repassadas à Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU), por meio de assinatura de um Termo de Responsabilidade.  A estação Alencastro, na avenida Getúlio Vargas, já foi reformada e já está sob responsabilidade da MTU, que agora, é responsável por manter a qualidade dos serviços e manutenção do local.

O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Juares Samaniego, conta que está acompanhando os trabalhos da reforma. A previsão é a de que até o final de semana a obra da estação Ipiranga será concluída.  Já a estação Bispo será entregue na primeira quinzena do mês de fevereiro. A Semob passará a atuar como órgão fiscalizador e regulador das três estações na região central.  
 
“Estas duas estações já poderiam estar prontas, mas, devido às chuvas, os serviços estão sendo interrompidos constantemente. E enfrentamos outro problema, que é com relação aos roubos de fiações que constantemente estão ocorrendo nas duas estações que estão sendo reformadas. A Semob passará a fiscalizar a qualidade do serviço prestado pela MTU à população. “, comentou o secretário. 
 
Para os usuários do transporte público que fazem o uso da estação Ipiranga, a Semob colocou uma tenda nas proximidades do local para atender os usuários neste período de obra. Já a Estação Bispo, será fechada temporariamente  em breve e será colocada também uma tenda nas proximidades do local para atender a população. 
 
Em média, conforme a Semob, diariamente passam pela  Alencastro, cerca de 25 a 28 mil usuários do transporte coletivo.  Já na Bispo são cerca de 25 mil pessoas.Na Estação Ipiranga são 15 mil usuários do transporte coletivo. 

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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