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Cuiabá 303 anos: Vendedor ambulante destaca o reconhecimento do baguncinha como patrimônio cultural imaterial

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Davi Valle

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Hambúrguer, bacon, calabresa, salsicha, alface, tomate são alguns dos vários ingredientes usados na montagem do baguncinha, uma das comidas típicas de rua, que recentemente transformou-se em um dos patrimônios culturais imateriais de Cuiabá, acompanhado da maionese temperada. Em comemoração aos 303 anos da cidade, celebrado no dia 08 de abril, o famoso lanche não poderia ficar de fora, sendo um dos produtos mais procurados pelos cuiabanos, como informa o vendedor ambulante Dalton de Souza, que há 40 anos trabalha com a venda da iguaria na Praça da República, região central da cidade.

Ele conta que chegou ao município em meados da década de 1980, época marcada pelo crescimento exponencial da população. Desde então, escolheu a Rua 13 de Junho, umas das importantes vias de comércio, como seu posto de trabalho e segue atuando até os dias atuais.

Segundo Dalton, neste período, os estabelecimentos alimentícios eram predominantes, fator este que com passar do tempo, deu lugar ao mercado varejista em geral. “Comecei a trabalhar aqui em junho de 1984, a cidade ainda estava sendo descoberta, havia um córrego que passava pelo centro até a Prainha (Avenida Tenente Coronel Duarte), um ambiente tranquilo, de pouca movimentação de pessoas. Tinham muitos restaurantes e lancheterias aqui (Rua 13 de Junho). Mudou muito, não tem comparação”, contou.

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Morador do bairro Planalto, a rotina do comerciante, que conta com auxílio da esposa no desempenho das atividades, começa bem cedo, mais precisamente às 05h, com a preparação dos alimentos que serão utilizados no decorrer do dia. Após o término da organização, ele segue em direção ao seu local de trabalho, iniciando as tarefas por volta das 08h, ao qual segue até às 19h, ritmo que se repete de segunda-feira a sexta-feira.

Em média, de acordo com Dalton 150 baguncinhas são vendidos por dia, rendimento este responsável pela garantia do sustento de sua família. “Aqui é o meu lugar, eu sou feliz aqui. O prefeito sancionou a lei e eu me sinto parte do patrimônio cultural também. Me sinto orgulhoso, pois vem clientes de lugares distantes para experimentar o nosso lanche, diversos bairros, Pedra 90, CPA e até Várzea Grande”, relatou entusiasmado.

Uma das conquistas mais importantes salientada pelo empreendedor é a regularização dos vendedores ambulantes de comida de rua oportunizada pela Gestão Emanuel Pinheiro, por meio da liberação dos Termos de Uso (TPus), dando legitimidade à categoria, além de manter a ocupação equilibrada dos espaços públicos no âmbito municipal. O documento é emitido pela Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico.

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“Nós antes vivíamos correndo da fiscalização e isso acabou. A Prefeitura de Cuiabá nos ajudou e hoje está tudo certo, andamos tranquilo, sem medo. A secretaria nos deu jaleco, curso, fala com a gente pelo telefone, tudo legalizado, nada irregular”, agradeceu.

Em março, o prefeito Emanuel Pinheiro sancionou a lei nº6786/2022 que institui o baguncinha como legado da gastronomia cuiabana. A proposta é de autoria do vereador Adevair Cabral.

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Prefeito avança em diálogo no Fórum para garantir solução para famílias no Contorno Leste

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, buscou nesta segunda-feira (4) mais uma alternativa para solucionar o impasse fundiário que envolve mais de mil famílias da região do Contorno Leste. Em audiência realizada no Fórum de Cuiabá, na 2ª Vara Especializada em Direito Agrário, conduzida pela juíza Adriana Sant’Anna Coningham, o prefeito defendeu a retomada do diálogo como caminho para encerrar o conflito que se arrasta há anos.

A audiência representantes do município, do Judiciário e das partes envolvidas na disputa judicial. Do lado de fora, centenas de moradores acompanharam o encontro e recepcionaram o prefeito com aplausos e gritos de apoio, reconhecendo a disposição da gestão municipal em buscar uma solução definitiva para a permanência das famílias na área.

Durante a audiência, Abilio Brunini apresentou três alternativas possíveis para destravar o imbróglio jurídico. A primeira prevê o depósito, em conta específica da Justiça, de um valor destinado a ressarcir os proprietários em caso de desapropriação da área. A segunda opção seria aguardar uma decisão definitiva do Judiciário, deixando que o processo siga seu curso legal. Já a terceira alternativa propõe a construção de um acordo amigável para a compra do imóvel diretamente com os proprietários.

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Segundo o prefeito, o objetivo é garantir segurança jurídica e dignidade às famílias que vivem no local, evitando soluções traumáticas como a remoção forçada. Ele reforçou que a Prefeitura está aberta ao diálogo e disposta a construir uma solução equilibrada entre os direitos dos proprietários e a necessidade social das famílias.

Ao final da audiência, a juíza Adriana Sant’Anna Coningham determinou que, caso haja concordância dos proprietários, será realizada uma nova audiência de conciliação com a participação de um mediador do Poder Judiciário. Nessa etapa, deverão ser apresentadas propostas concretas para a possível aquisição da área.

A expectativa é que, se a sessão de conciliação for aceita, o processo avance para uma solução definitiva, colocando fim a um impasse que já dura anos e impacta diretamente a vida de milhares de pessoas na capital mato-grossense.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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