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Ação do gabinete de intervenção suspendeu obras, gerou atraso em cirurgias eletivas e promoveu a desativação de leitos

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O período de intervenção pelo Governo do Estado na administração da Saúde Pública culminou em uma série de consequências prejudiciais, como a desativação de leitos instalados no antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, paralisação das obras do Central de Material e Esterilização (CME) e atraso na retomada das cirurgias eletivas. 

Conforme calendário pré-estabelecido pela gestão da Secretaria Municipal de Saúde – SMS (antes da intervenção), a retomada das cirurgias eletivas seria realizada a partir de 9 de janeiro de 2023, após o recesso em razão das festividades natalinas e de ano novo, período que foi aproveitado para a realização das obras de reforma da Central de Materiais e Esterilização – CME.

Durante a ação do gabinete de intervenção (iniciada em 28 de dezembro de 2022), as obras da CME foram totalmente paralisadas. Mediante a suspensão das obras e as alterações promovidas pelo gabinete de intervenção, o que incidiu sobre os recursos humanos por meio de demissões, as grades (planejamento e mapeamento dos casos cirúrgicos) sofreram prejuízos. Oportuno esclarecer que somente no período de agosto a dezembro, 1,8 mil cirurgias foram realizadas no antigo PS.

Frente à situação, após a retomada da autonomia administrativa por ordem do Superior Tribunal de Justiça na data de 6 de janeiro de 2023, a gestão municipal está reorganizando o quadro de cirurgias eletivas, sempre em conformidade com a Central de Regulação, que reúne entes do Município e Governo do Estado. Atualmente os pacientes estão realizando os exames de riscos cirúrgicos e as cirurgias eletivas voltarão a ser realizadas em 28 de fevereiro.

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Na terça-feira (24), o antigo PS de Cuiabá possui uma configuração de 186 leitos (entre UTIs adulto e pediátrica, além de leitos clínicos –  enfermaria adulto, pediátrica, masculino e feminino).

Na data de 27 de dezembro de 2022, data anterior à determinação de intervenção, a unidade hospitalar mantinha o funcionamento de 200 leitos (entre UTIs e leitos clínicos).  No período de controle pela gestão do Estado, 30 leitos que eram destinados ao atendimento pré-cirúrgicos e pós-cirúrgicos foram deixados em quase total ociosidade. 

Dos 55 leitos de UTI disponíveis, dez foram transformados em leitos exclusivos para vítimas de Covid. Outros 20 leitos foram destinados ao atendimento de enfermaria de pacientes acometidos pelo coronavírus. A taxa de ocupação na data de 24 de janeiro era de apenas 20%, o que representa apenas dois leitos ocupados. Desde a mudança na configuração dos leitos, apenas uma única vez, seis leitos foram ocupados. A SMS já adotou medidas para que a configuração de disponibilidade de leitos seja reorganizada. 

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“A Secretaria de Saúde esclarece que jamais se furtaria ao princípio básico, que é o de cuidar, de fato, das pessoas, mas a exposição do atual cenário evidencia que a preocupação do gabinete de intervenção nunca foi a de promover ou robustecer a saúde, mas somente de gerar ações midiáticas em detrimento da população”, pontua o secretário de Saúde de Cuiabá, Guilherme Salomão, ao relembrar que mesmo a capital mantendo o atendimento de alta complexidade a 141 municípios, os repasses para custeio pelo Governo do Estado não são efetuados. 

Relembrou que nesta semana, a Justiça determinou que o Governo efetivasse, em cinco dias, o pagamento de repasses atrasados na ordem de R$ 32 milhões.

Entenda

Por decisão monocrática do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), foi determinada a intervenção na Saúde de Cuiabá pelo governo estadual. A medida foi concedida em 28 de dezembro de 2022. 

Na data de 6 de janeiro de 2023, a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Maria Thereza de Assis Moura suspendeu a intervenção. 

Somente no dia 9 de janeiro de 2023, após o gabinete de intervenção promover demissões, retirar equipamentos e documentos da SMS e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), é que a gestão municipal pode retomar a autonomia administrativa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).

De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.

Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.

Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.

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O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.

As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.

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O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.

Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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