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Prefeitura, Judiciário e SESP-MT retomam projeto para reforçar limpeza e manutenção de escolas

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A prefeitura de Sinop, em parceria com o Poder Judiciário, Secretaria de Estado de Segurança Pública de MT (SESP) e Conselho da Comunidade na Execução Penal (CONCEP), retomou o Projeto “Escola Limpa, no último sábado (21), na Emei Pequeno Príncipe. A ação tem como objetivo a utilização de mão-de-obra voluntária dos presos custodiados na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, na limpeza e manutenção das escolas municipais e estaduais do município. A execução do projeto será aos sábados, domingos e/ou feriados, observando-se sempre as normas de segurança impostas pela direção da unidade prisional e com supervisão de policiais.

 A secretária municipal de Educação, Esporte e Cultura, Sandra Donato, reforçou a importância da parceria e agradeceu o Judiciário e o CONCEP. “Estamos muito felizes com a retomada do Projeto Escola Limpa, o qual vem beneficiar toda a comunidade escolar e sociedade de uma maneira geral. Os serviços que eles estão nos ofertando vem desde a limpeza do pátio, pintura, limpeza e instalação do ar-condicionado, cobertura, pintura de muro, são inúmeros trabalhos. Nós como administração só temos a agradecer essa parceria, pois sabemos que mão-de-obra qualificada está tão rara, e eles fazem um trabalho de excelência, deixam o visual das escolas arrumado e ajeitado” destacou.

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Na Escola de Educação Infantil (EMEI) Pequeno Príncipe, 20 reeducandos realizaram serviços de manutenção, pintura, reforma de calçadas e de banheiros, limpeza de bebedouro, revitalização da quadra de esportes, da área administrativa e trabalho de jardinagem. A ação possibilita aos reeducandos, através do trabalho, a recuperação para a vida social. A ideia central é garantir o trabalho e oportunidade de ressocialização aos privados de liberdade e, ao mesmo tempo, fazer com que possam reparar os danos causados à sociedade ante o cometimento da infração penal.

“O trabalho tende a trazer dignidade para o ser humano. O reeducando está preso, então é um momento ímpar para ele, além de sair daquele ar fechado do sistema prisional, contribui para a sociedade. Nós temos dois aspectos principais da pena, que é retributivo, ele pagar o que fez, e o ressocializador, que pague, mas que se recupere. Esse, além da retribuição pelo trabalho, temos o lado da ressocialização, para ele entender a importância dele. Temos que ver o cidadão que vai ser inserido na sociedade e pode ser um grande profissional que estamos treinando, essa é a ideia para que não haja a reincidência”, disse o juiz da 3ª Vara Criminal, Walter Tomaz da Costa.

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Ainda segundo o magistrado, a cada três dias trabalhados, o reeducando reduz um dia de sua pena. “É outro fator super importante, porque dentro do sistema prisional fechado, não temos espaço para desenvolver projetos que todos possam trabalhar, então a gente amplia para isso, dá mais oportunidade. O projeto tem justamente isso, deixar com que as escolas tenham uma aparência boa, com os custos todos pelo município e que o preso faça a remissão de sua pena”. Além deste, outros projetos são desenvolvidos. “Temos de costura, confecção de bolas e temos outro projeto que está sendo implementado também, que nós denominamos de Literaliberdade, que o preso diminui a pena pela leitura. A cada livro que ele lê dentro de um mês, reduz quatro dias de pena. É outra coisa interessante, porque cria cultura”, frisou o magistrado.

Vale destacar que os trabalhos são realizados duas vezes por mês, sem a presença dos alunos. A previsão é de que mais unidades sejam contempladas no decorrer dos próximos meses.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Prefeitura de Sinop destaca sinopense com reconhecimento internacional no Dia da Ciência e do Pesquisador

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Neste Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador, comemorado hoje (8), a Prefeitura de Sinop destaca a trajetória do pesquisador sinopense Cícero Moraes, profissional que transformou o conhecimento desenvolvido na cidade em projetos científicos reconhecidos internacionalmente.

Referência em reconstrução facial forense e paleofacial, ele participa de pesquisas que unem tecnologia, arqueologia, medicina e engenharia biomédica, levando o nome de Sinop para alguns dos principais centros científicos do mundo.

Cícero iniciou sua carreira, na década de 1990, a partir de desenhos arquitetônicos, acompanhando o crescimento acelerado de Sinop. “Sinop estava crescendo bastante e tinha uma demanda muito grande de projetos. Eu fazia desenhos analógicos para suprir uma necessidade econômica da cidade. Naturalmente, fui adaptando esse conhecimento para a modelagem 3D, quando veio o advento da computação. Depois, esse conhecimento foi para a publicidade e, posteriormente, para a arqueologia e para a reconstrução facial forense. O restante do processo foi isso que a gente conhece, as reconstruções faciais e os projetos internacionais”, relatou.

O primeiro trabalho na área de reconstrução facial foi a múmia Tothmea, preservada em Curitiba – PR, uma das duas únicas múmias remanescentes no Brasil. Desde então, a trajetória evoluiu para uma atuação consolidada no cenário científico internacional.

Ao longo da carreira, Cícero contabiliza 115 projetos com repercussão internacional. Entre os mais conhecidos estão a reconstrução facial de Santo Antônio (padroeiro de Sinop), realizada a convite de pesquisadores italianos, além de trabalhos envolvendo o compositor Beethoven e estudos relacionados ao Santo Sudário.

Tecnologia desenvolvida em Sinop salva vidas em diferentes países
Para ele, uma das suas contribuições mais relevantes é o desenvolvimento de um software de simulação cirúrgica, atualmente utilizado em 37 países e publicado em 120 idiomas.

“A gente trabalha diretamente com humanos, desde bebês até indivíduos de idade mais avançada, e também na área da veterinária. Foi possível distribuir essa tecnologia em nível mundial para salvar vidas e dar melhores condições de vida, a exemplo de próteses adaptadas para cada necessidade”, apontou.

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Entre seus projetos também está a criação da primeira carapaça de jabuti impressa em 3D do mundo, trabalho que recebeu reconhecimento do Guinness World Records em 2022.

Produção científica e reconhecimento internacional
Além das pesquisas, Cícero reúne 48 artigos científicos revisados por pares publicados, 24 apresentações em congressos e já ministrou palestras em instituições de referência, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O reconhecimento internacional também o levou a integrar recentemente a Sigma Xi, uma das mais tradicionais sociedades científicas do mundo, que já teve entre seus membros Albert Einstein e centenas de laureados com o Prêmio Nobel.

Entre os reconhecimentos mais recentes, um estudo liderado por Cícero sobre o Santo Sudário tornou-se o artigo de maior impacto da história da revista científica Archaeometry, uma das principais publicações internacionais na área de arqueologia e patrimônio histórico, reforçando a relevância mundial das pesquisas desenvolvidas a partir de Sinop.

A produção científica acumulada ao longo dos anos também abriu um caminho inédito em sua formação acadêmica. Inicialmente, o pesquisador teve o pedido de ingresso no doutorado em Engenharia Biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) indeferido por não possuir mestrado, requisito prévio. Após recorrer e comprovar sua trajetória científica, apresentando as pesquisas publicadas e a repercussão internacional de seus trabalhos, tornou-se o primeiro candidato da história do programa aprovado diretamente para o doutorado na modalidade excepcional, destinada a pesquisadores com produtividade científica comprovadamente diferenciada.

Grande parte dos projetos também conta com a colaboração da esposa, Lis Moura, fisioterapeuta e zootecnista, que participa de diferentes etapas das pesquisas desenvolvidas pelo casal.

Sinop: polo de pesquisa e inovação
Para Cícero, cada conquista representa também uma oportunidade de projetar Sinop para além das fronteiras brasileiras. “Todas as vezes que sai uma notícia e o pessoal cita a cidade que eu vivo, aparece o nome de Sinop. Para mim é uma honra muito grande, porque eu estive aqui em todas essas etapas, quando Sinop era pequena, se tornou uma cidade média e depois essa cidade grande que todo mundo conhece”, lembrou.

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Mesmo com o reconhecimento e projeção internacional, o pesquisador optou por permanecer em Sinop, cidade que considera parte fundamental de sua trajetória. “Hoje eu vejo Sinop como um polo não só de uma cidade grande, mas também um polo acadêmico. Antigamente as pessoas tinham que sair de Sinop para estudar fora, hoje as pessoas vêm estudar em Sinop. É uma evolução muito grande, eu me sinto muito feliz e esse é um dos motivos pelos quais eu não saio dessa cidade. Daqui não saio, daqui ninguém me tira”, assegurou.

Para o pesquisador, a expansão das universidades e da estrutura científica instalada no município amplia as oportunidades para quem deseja ingressar na área da pesquisa. “Hoje nós temos uma boa tecnologia, que é a internet, e temos campos que permitem estudar algumas linhas de tecnologia aqui em Sinop. Se você é jovem e quer começar a estudar, simplesmente comece. Comece a escrever, comece a estudar, comece a produzir e lance mão de toda essa estrutura científica que nós temos hoje à nossa disposição aqui na cidade, porque Sinop realmente está crescendo, não só visualmente, mas também no contexto acadêmico”, recomendou.

Ao refletir sobre a própria trajetória, Cícero afirma que aprendeu com o desenvolvimento da cidade. “Muito do que eu aprendi em relação ao crescimento, eu aprendi com o crescimento de Sinop. Eu vi uma cidade pequena se converter numa cidade gigantesca, que hoje é conhecida em nível nacional. Quando vou palestrar em Brasília, São Paulo, Minas Gerais ou qualquer estado do Brasil, Sinop é muito reconhecida. Isso faz com que cada vez mais eu queira ficar aqui. Sinop tem tudo o que eu preciso e eu adoro essa cidade”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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