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Prefeitos recebem orientação especial sobre Improbidade Administrativa e Lei de Licitações

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As modificações promovidas na Lei 14.230/2021, Lei de Improbidade Administrativa, e os cuidados necessários com as normas trazidas pela nova Lei 14.133/2021, Lei de Licitações, foram temas tratados no início da tarde desta quarta-feira, 27 de abril. No palco principal, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e o consultor jurídico da entidade, Paulo Ziulkoski e Mártin Haeberlin, deram andamento a plenária, que contou com a participação de municipalistas de norte a sul do país.

“Essa questão de improbidade, que quero sublinhar e todo mundo sabe, só quem responde por improbidade sabe que é uma questão civil. Na esfera administrativa, se houver condenação, o prefeito pode responder com seus bens, e a pena atinge todo mundo, inclusive a família”, alertou Ziulkoski. Sobre a Lei de Licitações, o presidente da CNM trouxe as dúvidas dos prefeitos com a vigência das duas normas, a Lei 8.666/1993 e a nova legislação.

É preciso explicar que o Congresso Nacional não criou nova lei de improbidade, mas teve coragem de promover mudanças na legislação para fixar a inexistência de improbidade culposa, sem dolo. Até porque improbidade administrativa significa atos ilegais ou contrários aos princípios básicos da administração pública trazidos pela Constituição Federal de 1988. “Muitas vezes os órgãos de controle eram mais legalistas que a própria lei, mais controladores que os limites do controle”, contou.

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“Não se pode condenar pessoas por violar princípios abstratos”, afirmou o jurista. Diante disso, mencionou as principais alterações promovidas na legislação: improbidade administrativa trata-se apenas de atos dolosos praticados e o dolo deve ser específico. Agora, a lei traz um rol de atos de conduta fraudulenta, incluindo o nepotismo e a publicidade indevida. Haeberlin apresentou aos participantes da plenária as punições, desde a suspensão dos direitos políticos à multa e devolução de bens.

Regra de transição
Acerca das licitações, Haeberlin esclareceu sobre a regra de transição, motivo pelo qual as normas antigas e novas estão em vigor e podem ser aplicadas pelos Entes municipais. Contudo, os conflitos estão no fato de os gestores terem de escolher uma das normas para usá-la em todo o processo. Não é permitido aplicar as duas leis no mesmo processo licitatório. “Talvez o grande avanço da lei seja o portal nacional de contratações públicas”, sugeriu ao explicar sobre a possibilidade de informatização dos atos antes analógicos.

Os critérios objetivos previstos nas etapas e na fase preparatória são um dos avanços, assim como o julgamento das propostas, apresentadas primeiro, e posteriormente a análise da habilitação. Segundo o consultor da CNM, isso agiliza o processo e reduz o tempo gasto com análise de propostas. São modalidades de licitação: pregão, concorrência, concurso, leilão e diálogo competitivo. “Ainda tem dez meses para implantar a Lei 14.133. E o valor-limite para contratação direta foi ampliado, passando para R$ 108 mil para obras e serviços de engenharia, e nas demais contratações, R$ 54 mil”, alertou Ziulkoski.

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Fonte: AMM

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Em reunião na prefeitura Pantanal Free Shop destaca potencial para transformar economia e turismo de Cáceres

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A gerente do Pantanal Free Shop, Eliandra Moreira Dutra, se reuniu na manhã desta sexta-feira (21), na sala de reuniões do gabinete da prefeita Eliene Liberato Dias, com o vice-prefeito Luiz Landim, secretários municipais e a diretora da Autarquia Águas do Pantanal, Samara Brant. O encontro teve como objetivo apresentar as perspectivas para a instalação do empreendimento em Cáceres e discutir os impactos que o primeiro Free Shop deverá provocar na economia e no turismo do município.

Durante a apresentação, Eliandra destacou que o empreendimento poderá impulsionar o turismo de compras, atraindo consumidores de outras cidades, estados e também da Bolívia. Segundo ela, o desafio é transformar esse fluxo de visitantes em permanência e consumo na cidade, movimentando hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio, transporte, lazer e demais prestadores de serviços. “Quanto mais tempo o visitante permanece em Cáceres, maior é o impacto positivo na economia local. O Free Shop pode ser a porta de entrada para conhecer nossa gastronomia, nossa cultura, o Pantanal e tudo o que a cidade oferece”, afirmou a gerente.

A gerente também apresentou propostas de integração entre o empreendimento e o poder público, entre elas a inclusão do turismo de compras nas campanhas de divulgação de Cáceres, criação de mapas e QR Codes com atrativos, hotéis, restaurantes e calendário de eventos, produção de conteúdos em português e espanhol e construção de parcerias com a rede hoteleira, gastronomia, operadores turísticos e comércio local. A proposta é aproveitar ainda eventos como a FIPE para fortalecer a combinação entre compras, história, cultura e Pantanal.

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Outro ponto discutido foi a necessidade de acompanhar a consolidação da região como um novo polo econômico, que já concentra outros grandes empreendimentos. Entre as demandas apresentadas estão melhorias de pavimentação e recapeamento, iluminação pública, sinalização, drenagem, acessos, travessias de pedestres, segurança viária, paisagismo e planejamento do fluxo de veículos e caminhões, preparando a infraestrutura para o crescimento esperado nos próximos anos.

O vice-prefeito Luiz Landim avaliou positivamente a iniciativa e destacou a importância da integração entre o município e o setor privado. “A chegada do Free Shop representa uma nova oportunidade para Cáceres, com geração de movimento econômico, fortalecimento do turismo e abertura de novas possibilidades para o comércio e os serviços. O município precisa estar preparado para acompanhar esse crescimento”, afirmou. A expectativa é que o empreendimento contribua para ampliar a permanência dos visitantes na cidade e fortaleça Cáceres como destino de compras, turismo e negócios na região de fronteira.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

Fonte: Prefetura Municipal de Cáceres

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