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MME abre consulta pública para aprimorar a governança dos modelos computacionais do setor elétrico
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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu Consulta Pública sobre duas propostas de portaria para aprimorar a governança e orientar o desenvolvimento dos modelos computacionais do setor elétrico. A iniciativa consta da edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (9/10) e foi formalizada pela Portaria MME nº 941/2026. As contribuições poderão ser enviadas pelo Portal de Consultas Públicas do MME, durante 20 dias.
As propostas buscam estabelecer regras claras para a evolução dessas ferramentas e fortalecer a atuação coordenada das instituições responsáveis por sua utilização. Os modelos computacionais apoiam decisões sobre a expansão da geração de energia, o cálculo da garantia física das usinas, a operação do sistema elétrico e a formação do preço da energia no mercado de curto prazo.
A consulta integra a modernização prevista na Resolução nº 1/2024 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que estabeleceu estruturas de governança específicas para cada processo e atribuiu à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) a gestão integrada do desenvolvimento dos modelos. A iniciativa também atende à deliberação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de junho de 2026, que reforçou a prioridade de avançar no desenvolvimento de novas opções de modelos.
Regras para aprimoramento dos modelos
A primeira proposta estabelece procedimentos para avaliar e implementar melhorias nos modelos utilizados pela EPE e pelo MME no planejamento da expansão e no cálculo da garantia física das usinas. O texto prevê a classificação das alterações conforme seu impacto: atualizações e ajustes seguem um procedimento simplificado, enquanto mudanças estruturais exigem estudo técnico, consulta pública e aprovação do Ministério.
Com essa organização, agora os agentes do setor passarão a contar com regras previamente definidas para acompanhar e participar do aprimoramento das ferramentas aplicadas ao planejamento, ampliando a transparência e a previsibilidade do processo.
A segunda proposta estabelece diretrizes para a gestão integrada do desenvolvimento de novos modelos e funcionalidades pela CCEE, pela EPE e pelo ONS. O texto prevê uma cadeia compartilhada de modelos para os diferentes processos e uma Agenda Estratégica Integrada de Desenvolvimento, com revisão anual e participação da sociedade.
A proposta também contempla diretrizes de governança tecnológica aberta, com preferência por código aberto, validação independente e transparência sobre potenciais conflitos de interesses.
Coordenação entre as instituições
As propostas preservam as competências e as instâncias de decisão existentes conforme estabelecido na Resolução CNPE n°1/2024. A aprovação de alterações que serão implementadas nos processos oficiais do setor continuará a seguir os procedimentos aplicáveis a cada processo, inclusive os regulamentados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pelo CMSE. O objetivo é organizar o desenvolvimento das ferramentas, dar transparência, celeridade e assegurar a coerência entre as necessidades do planejamento, da operação e da formação de preços. Nesse processo, cabe ao MME estabelecer diretrizes, acompanhar as agendas de desenvolvimento e zelar pelo equilíbrio entre as demandas dessas três áreas.
As medidas também se articulam com iniciativas em andamento. O ONS, em conjunto com a CCEE e a EPE, conduz o desenvolvimento de novos modelos energéticos, cujo termo de referência esteve em consulta pública até o dia 8/10 no âmbito do Comitê Técnico do Programa Mensal da Operação Energética (PMO) e do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) do Mercado Curto Prazo.
As propostas de portaria fortalecem o marco de governança para que esse trabalho avance de forma coordenada e atenda aos diferentes processos oficiais do setor elétrico.
A Nota Técnica e as duas minutas de portaria estão disponíveis no Portal de Consultas Públicas do MME.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 / (61) 99129-3579 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]
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Encontro técnico com governo e sociedade civil discutiu implementação do Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos
Representantes do poder público e de organizações da sociedade civil participaram, nos dias 7 e 8 de outubro, do Encontro Técnico do Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (PlanoDDH). A atividade teve como foco o diálogo e a articulação entre diferentes setores envolvidos na implementação de medidas voltadas à proteção de pessoas que atuam na defesa dos direitos humanos no Brasil.
O encontro integra o processo de implementação do PlanoDDH, instituído pelo Decreto nº 12.710, de 5 de novembro de 2025. O Plano de Ação foi instituído pela Portaria Conjunta nº 6, de 11 de dezembro de 2025, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), estabelecendo ações, responsabilidades e prazos de execução até 2035.
A elaboração do Plano Nacional resultou do Grupo de Trabalho Técnico (GTT) Sales Pimenta, instituído pelo Decreto nº 11.562, de 13 de junho de 2023, com participação de representantes do governo federal e da sociedade civil. O processo envolveu consultas públicas, debates e a construção de propostas para a política nacional de proteção.
Entre as organizações da sociedade civil que estiveram presentes no encontro estão a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), a Associação Nacional de Mulheres Camponesas (ANMC), a ARTIGO 19, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Justiça Global, o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e a Terra de Direitos.
A participação dessas entidades permitiu reunir experiências de diferentes territórios e segmentos da sociedade, contribuindo para o debate sobre os desafios enfrentados por defensoras e defensores de direitos humanos, especialmente em situações de ameaças, violência e conflitos.
Proteção e participação social
O Plano de Ação do PlanoDDH está estruturado em três eixos: proteção estatal; proteção popular; e acesso a direitos e combate à impunidade. As medidas incluem o fortalecimento dos mecanismos institucionais de proteção, o reconhecimento das práticas coletivas desenvolvidas pelas comunidades e organizações da sociedade civil e o aprimoramento de instrumentos de investigação e responsabilização por violações de direitos.
Entre as ações previstas estão o desenvolvimento de estratégias de proteção individual, coletiva e territorial, o fortalecimento das redes de apoio e a ampliação da capacidade de resposta às situações de risco enfrentadas por defensoras e defensores de direitos humanos.
A Portaria Conjunta nº 6/2025 também criou o Comitê de Implementação, Monitoramento e Avaliação Interministerial do PlanoDDH, responsável por acompanhar a execução das ações, propor aperfeiçoamentos e apresentar relatórios anuais sobre a implementação do Plano.
O colegiado possui composição paritária, com oito representantes de órgãos públicos e oito da sociedade civil, assegurando a participação social no acompanhamento e na avaliação das medidas de proteção previstas até 2035.
Leia também:
Regimento Interno do Comitê Nacional de Educação e Cultura em Direitos Humanos é aprovado
Texto: E.G.
Edição: F.T.
Atendimento exclusivo à imprensa:
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