AGRONEGÓCIO
Seca em Minas já afeta 135 cidades
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Minas Gerais tem 135 municípios em estado de emergência devido à seca, conforme informado pela Defesa Civil do estado. A maioria dessas cidades está localizada nas regiões Norte, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri.
A situação de emergência é declarada em casos de condições anormais e graves, quando há risco iminente à saúde e aos serviços públicos.
A maior parte dos municípios declarou emergência no primeiro semestre deste ano. Nos últimos dois meses, Padre Carvalho, no Norte de Minas, São José do Jacuri, no Vale do Rio Doce, e Santa Helena de Minas, no Vale do Mucuri, também entraram na lista. Os decretos de emergência são válidos por 180 dias.
O problema se estende a outras partes do Brasil. Oito estados das regiões Norte e Nordeste estão enfrentando a pior seca desde 1980: Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia e Sergipe.
Especialistas apontam que o recorde de seca está relacionado à combinação de dois fatores que reduzem a formação de nuvens e chuvas: o fenômeno El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico, e a distribuição de calor no Oceano Atlântico Norte.
Em julho a Defesa Civil de Minas Gerais distribuiu 7.030 cestas básicas para os municípios afetados pela seca. Além disso, o órgão forneceu água potável para 905 comunidades até o mês passado.
A longo prazo, a Defesa Civil está investindo no Programa Água Doce, em parceria com o governo federal e órgãos estaduais. O programa visa recuperar poços e construir sistemas de dessalinização para fornecer água potável à zona rural do semiárido mineiro.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Com recorde de 58 milhões de toneladas, produtores de MT investem no Estado mais competitivo do Brasil para proteger patrimônio
Fuga do “Risco Brasil” faz empresários do Mato Grosso acelerarem investimentos para Santa Catarina, que acaba de desbancar São Paulo em ranking nacional de eficiência; união entre segurança pública e metro quadrado valorizado atrai a liquidez do Centro-Oeste. Metade dos compradores de imóveis de construtora de alto padrão do litoral de SC já são do agro.
Setembro, 2026 – Após encerrar a safra 2025/2026 de milho com a produção recorde de 58 milhões de toneladas em Mato Grosso — segundo os relatórios recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) —, o agronegócio estadual acelera investimentos para proteger seu excedente de caixa. Às vésperas de um pleito eleitoral, período marcado pela instabilidade de Brasília, a riqueza gerada nas lavouras do Centro-Oeste encontrou seu “porto seguro” no litoral de Santa Catarina, estado que acaba de assumir o topo da governança e eficiência no país.
O município de Sorriso (MT), por exemplo, manteve a chancela de líder absoluto no Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola, movimentando R$ 7,2 bilhões no último balanço anual do IBGE (Pesquisa Agrícola Municipal). Com esse volume histórico de recursos próprios — otimizados pelo financiamento de custeio via Plano Safra —, o empresário mato-grossense tem buscado diversificação imediata fora do risco político e climático.
Para esse perfil de investidor, a escolha por Santa Catarina, além de ser opção de lazer para as famílias e imóveis garantidos aos herdeiros, também se tornou uma decisão de inteligência financeira. A tese de proteção de patrimônio ganhou força com a recente edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Pela primeira vez em 15 anos, Santa Catarina desbancou São Paulo e assumiu o 1º lugar geral no país, ancorada pela liderança nacional em segurança pública e capital humano, além de um salto expressivo para a terceira posição em eficiência da máquina pública, fatores essenciais para alta valorização imobiliária.
“O produtor de Mato Grosso tem visão estratégica e pensa em ciclos longos. Em ano eleitoral, a melhor defesa para o patrimônio é a diversificação em um produto tangível e que não perde valor com a decisão de um governo”, explica Felipe Nilton Reis, diretor comercial da J.A. Russi, construtora com 37 anos de mercado, mais de 500 mil m2 construídos na região de Itapema, Praia Brava e Balneário Camboriú no litoral norte catarinense. “O empresário retira a liquidez da renda fixa, que é corroída pela inflação, e converte em imóveis no estado mais competitivo e seguro do Brasil. É a alocação de risco zero”, orienta.
Governança com valorização
Além disso, a região também concentra as cidades catarinenses com os metros quadrados mais seguros e valorizados do país, com rentabilidade sólida que anula os efeitos inflacionários da economia nacional.
A J.A. Russi, que mantém um forte DNA de atendimento consultivo a investidores de todo o país, esteve em Sorriso nesta semana para estreitar laços com os clientes e empresários. O agronegócio já responde por 50% de toda a base ativa de compradores de alto padrão da marca.
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