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Safra 2025/26 é estimada em 182,2 milhões de toneladas

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A produção brasileira de soja na safra 2025/26 pode alcançar 182,2 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (15.01) pela consultoria Agroconsult – empresa especializada em análises de mercado e acompanhamento de lavouras. Se confirmada, a colheita será a maior já registrada no país.

O volume projetado representa um aumento superior a 10 milhões de toneladas em relação à safra anterior. De acordo com os dados, o crescimento está associado ao desempenho das lavouras nas principais regiões produtoras e às condições climáticas observadas até o momento.

Diferentemente do ciclo passado, quando houve recordes pontuais de produtividade em alguns Estados, a avaliação atual indica um rendimento mais equilibrado entre as regiões produtoras. O Rio Grande do Sul aparece entre os Estados com recuperação mais significativa em relação à última safra.

Após uma produção próxima de 16 milhões de toneladas em 2024/25, afetada por perdas climáticas, a estimativa para o Estado em 2025/26 supera 21 milhões de toneladas. A área plantada com soja no Brasil foi estimada em 48,8 milhões de hectares, crescimento de 2,1% na comparação com a safra anterior. Segundo a consultoria, o ritmo de expansão da área tem sido menor do que em ciclos anteriores, enquanto o foco permanece no ganho de produtividade.

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Exportações

Para o mercado externo, a projeção indica exportações brasileiras de soja de até 112 milhões de toneladas em 2025/26. Na safra passada, os embarques somaram cerca de 108 milhões de toneladas.

Os dados apontam que o Brasil deve continuar como principal exportador global da oleaginosa, ainda que o ambiente internacional apresente mudanças relevantes. A demanda chinesa segue como principal destino do produto brasileiro, concentrando a maior parte dos embarques.

Segundo os dados, o volume final exportado dependerá de fatores externos, como o comportamento da demanda internacional e eventuais impactos de decisões comerciais e geopolíticas ao longo do ano.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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