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RETRO 2022-SOJA/CEPEA: Menor produção e firme demanda elevam preços em 2022

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Cepea, 02/01/2023 – A safra 2021/22 se iniciou com preocupações quanto à redução da oferta de soja no Brasil, cenário que foi confirmado. Como perdas expressivas também foram verificadas na Argentina e no Paraguai, a maior oferta de 2021 nos EUA não foi suficiente para compensar essas quedas nas produções. Com isso, os estoques mundiais se reduziram, sustentando os preços externos e internos. Na Argentina, maior fornecedora mundial de farelo, além da menor produção do grão, o governo do país, no intuito de conter a crise econômica, elevou em março as tarifas de exportação dos derivados da oleaginosa. O país vizinho também passou por greve de caminhoneiros, que prejudicou as negociações do agronegócio. Como resultado, houve expressivo aumento na demanda mundial por derivados, o que foi reforçado pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, que levou à redução da oferta de óleo de girassol, um dos principais concorrentes do óleo de soja. Além disso, alguns países restringiram as vendas externas de óleo de palma. Já no 2º semestre, os preços se enfraqueceram, influenciados pelo acordo entre Rússia e Ucrânia para liberação de parte dos produtos em armazéns ucranianos pelo Mar Negro e pela colheita da safra 2022/23 nos EUA. Na Argentina, o governo estabeleceu um sistema especial chamado de “dólar soja”, com o objetivo de estimular produtores a liquidar parte do estoque. De fato, a liquidez cresceu naquele país, e demandantes externos reduziram o interesse pela soja do Brasil e dos EUA. Já entre outubro e novembro, a demanda externa pelo produto brasileiro esteve firme, puxada por problemas logísticos nos EUA, em decorrência do baixo nível do Rio Mississipi. No último trimestre de 2022, a comercialização no Brasil foi interrompida por bloqueios na rodovia que leva ao porto de Paranaguá (PR), que prejudicaram o transporte de cargas e resultaram em filas de navios nos portos. Além disso, produtores brasileiros voltaram as atenções à semeadura da safra 2022/23 e evitaram negociar o excedente de 2021/22. No balanço do ano, o valor médio de 2022 da soja em grão é um recorde anual, em termos reais. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Simpósio em Dourados debate Zarc, manejo da soja e créditos de carbono

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Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio participam nesta segunda-feira (11.05), em Dourados (cerca de 230 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, do Simpósio de Agricultura promovido pelo Grupo Plantio na Palha (GPP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agropecuária Oeste). O evento integra a programação da 60ª Expoagro e concentra discussões sobre gestão de risco climático, manejo da soja, uso da água e mercado de carbono.

A programação reune especialistas para discutir temas considerados estratégicos diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e da necessidade de ampliar eficiência produtiva no campo.

Um dos principais focos do encontro será o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), política pública utilizada para orientar épocas de plantio e reduzir riscos associados ao clima. A ferramenta também serve de base para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.

A abertura técnica do simpósio contará com palestra do pesquisador Éder Comunello, da Embrapa Agropecuária Oeste, que apresentará os avanços do Zarc com a incorporação dos chamados níveis de manejo. A nova metodologia leva em consideração diferentes padrões tecnológicos adotados nas propriedades rurais, permitindo análises mais precisas sobre risco produtivo.

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Segundo especialistas, a atualização do sistema pode trazer impactos relevantes para o produtor, incluindo redução do custo do seguro rural em áreas com melhor manejo e menor exposição climática.

Na sequência, o pesquisador Júlio Cesar Salton abordará a relação entre níveis de manejo e produtividade da soja, destacando práticas voltadas ao aumento da eficiência agronômica e à diminuição dos riscos de perdas nas lavouras.

O simpósio também abrirá espaço para debates sobre recursos hídricos. O presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, discutirá os impactos e desafios relacionados à cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema que ganha importância crescente em regiões de expansão agropecuária e maior pressão ambiental.

Outro assunto em destaque será o mercado de créditos de carbono. O CEO da NetWord, Marcos Ferronatto, apresentará possibilidades de originação, estruturação e comercialização de créditos gerados em propriedades rurais que adotam práticas sustentáveis e sistemas conservacionistas.

O encerramento da programação contará com debate mediado pelo presidente do Grupo Plantio na Palha, Mário José Maffini, reunindo palestrantes e participantes para discutir os desafios da agricultura regional diante do atual cenário climático e econômico.

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Para a Embrapa Agropecuária Oeste, o evento reforça a importância da transferência de tecnologia e da aproximação entre pesquisa científica e produtor rural, especialmente em temas ligados à adaptação climática, sustentabilidade e rentabilidade da atividade agrícola.

Serviço

Simpósio de Agricultura da Expoagro 2026

  • Data: 11 de maio de 2026
  • Horário: das 7h às 12h
  • Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados, em Dourados (MS)
  • Realização: Grupo Plantio na Palha (GPP) e Embrapa Agropecuária Oeste
  • Temas:
    • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)
    • Manejo da soja
    • Cobrança pelo uso da água
    • Créditos de carbono
    • Sustentabilidade e gestão de risco no campo

Fonte: Pensar Agro

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