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RETRO 2022-AÇÚCAR/CEPEA: Preço do cristal branco recua na safra 2022/23

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Cepea, 27/12/2022 – Na maior parte da safra 2022/23, os preços do açúcar cristal branco operaram no mercado spot de São Paulo em patamares abaixo dos da temporada anterior, em termos reais, o que parece ser incompatível com o cenário de menor produção. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, de fato, em 2022/23, a produção de açúcar em São Paulo em foi inferior à da temporada passada. Somente em meados de novembro/22 que as usinas paulistas direcionaram mais cana para a produção do adoçante, de forma que o total chegou a superar o da safra 2021/22.  Segundo pesquisadores do Cepea, assim como verificado na safra anterior, a disponibilidade de cristal Icumsa 150 no spot esteve restrita ao longo da temporada 2022/23, com maior volume deste tipo de açúcar novamente comprometido com contratos internos e de exportação. Já para o tipo Icumsa 180, à medida que a moagem evoluiu, houve aumento da oferta no spot, o que, por sua vez, fez com que usinas estivessem mais flexíveis nos preços de venda. Este cenário explica a queda nos valores médios na atual safra, mesmo com indicações de menor produção obtida. Outra possibilidade é que o recuo dos preços do cristal desta temporada seja um ajuste frente à forte alta observada na safra passada 2021/22. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

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O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

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Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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