CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Queimadas estão proibidas no Pantanal até o fim do mês

Publicado em

AGRONEGÓCIO

O Governo de Mato Grosso proibiu uso do fogo para limpeza e manejo de áreas no Pantanal até 31 de dezembro. A medica considerou a necessidade de minimizar os efeitos prejudiciais dos incêndios florestais nesse ecossistema.

Essa decisão foi tomada após análise técnica do Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF/SEMA) e seguindo as recomendações do Comitê Estratégico para o Combate do Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais (CEDIF-MT) do Estado.

Alex Marega, secretário adjunto Executivo da Sema-MT, destacou a importância de manter a proibição das queimadas no Pantanal, especialmente devido à ausência consolidada das chuvas, tornando essa medida prudente e necessária para a limpeza e manejo das áreas.

Embora o incêndio que afetou o Pantanal mato-grossense desde outubro tenha sido considerado controlado a partir de 20 de novembro, equipes de agentes permanecem na região realizando ações preventivas para assegurar a extinção completa das chamas.

A Sala de Situação Central, sediada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) em Cuiabá, continua operando a monitoração do bioma, utilizando imagens de satélite de alta tecnologia para orientar as equipes em atividade no campo.

Leia Também:  Presidente da Mútua, Francisco Almeida é o entrevistado de Isan Rezende

Já para o restante do Estado, fora do bioma Pantanal, o período de proibição das queimadas foi encerrado em 30 de novembro.

COMO DENUNCIAR:

A Sema-MT atende denúncias da população contra crimes ambientais e pescas predatórias pela Ouvidoria, no telefone 0800 065 3838, pelo e-mail [email protected], pelo WhatsApp (65) 98153-0255 e em suas Unidades Regionais.

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27

Publicados

em

Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.

Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.

A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.

O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.

Leia Também:  Modelo inovador de negócios encurta cadeia de vendas no campo

Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.

Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.

A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.

Leia Também:  Agricultores iniciam colheita de pluma de algodão em Mato Grosso

O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA