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Projeto no Triângulo Mineiro recupera 3,3 mil hectares de pastagens

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Uma iniciativa voltada para a transição para a pecuária de baixo carbono concluiu, no último mês, a recuperação de 3.300 hectares de terras nas regiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba. Desenvolvido pelo Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes) em parceria com a multinacional Cargill, o projeto Agro + Verde prestou assistência técnica e distribuiu insumos para reverter a degradação de solos e regularizar passivos ambientais em 75 propriedades rurais focadas na produção de carne e de leite. O resultado prático indica que a adequação às metas ambientais tem funcionado como indutor de ganhos de margem financeira e produtividade no campo.

Do total da área restaurada pelo programa, 2.200 hectares correspondem a pastagens que se encontravam em estágio de degradação — um dos maiores gargalos da sustentabilidade e da economia do setor produtivo nacional. Atualmente, o Brasil possui cerca de 90 milhões de hectares de pastos com algum nível de deterioração, o que reduz o potencial de ganho de peso do rebanho e acelera a erosão do solo. Os outros 1.100 hectares recuperados pelo programa concentram-se em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reserva Legal, ativos que receberam ações de cercamento de nascentes, proteção de minas d’água e o plantio de mudas nativas da região.

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O redesenho agronômico das fazendas participantes atacou diretamente os baixos índices de eficiência que historicamente marcam a pecuária extensiva. Enquanto a média de lotação das pastagens brasileiras ainda oscila em patamares baixos, em torno de 1,2 Unidade Animal por hectare (UA/ha), propriedades assistidas pelo projeto no município de Monte Alegre de Minas, por exemplo, já operam com uma taxa de 6 UA/ha, com projeção técnica de atingir até 10 UA/ha nos próximos ciclos. Esse salto produtivo decorre do fornecimento direcionado de corretivos de solo (como calcário), fertilizantes e sementes de alta qualidade, insumos que dão suporte para dobrar o tamanho do rebanho em espaços significativamente menores.

A estratégia do programa baseia-se no conceito de que a preservação e o balanço financeiro da atividade são indissociáveis, servindo de amortecedor contra os impactos de secas severas que têm castigado o cerrado mineiro e exaurido a capacidade de investimento dos produtores na reforma de suas áreas.

A execução em campo contou com a capilaridade do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg Senar, que complementou as entregas de insumos com cursos de capacitação em manejo sustentável e produção de mudas. O modelo de coinvestimento entre indústrias globais de alimentos e institutos de pesquisa locais sinaliza a consolidação de cadeias de suprimentos rastreáveis, demandadas pelo mercado internacional, onde a regularização ambiental do imóvel rural deixa de ser vista como penalidade e passa a figurar como um ativo econômico.

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Fonte: Pensar Agro

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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