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AGRONEGÓCIO

Plano Safra 25/26 terá R$ 516,2 bilhões para médios e grandes produtores

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AGRONEGÓCIO

O Governo Federal lança nesta terça-feira (1º.06) a segunda etapa do Plano Safra 2025/2026, voltada aos médios e grandes produtores rurais. O anuncio que será feira às 11h pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi antecipado pelo Ministro Carlos Fávaro, em entrevista ao Estadão (veja abaixo). Segundo ele, serão R$ 516,2 bilhões em recursos disponíveis, valor recorde e 1,5% maior que o da safra passada (R$ 508,6 bilhões).

Com isso, o total dos dois planos — incluindo os R$ 89 bilhões já anunciados para a agricultura familiar — alcança R$ 605,2 bilhões em financiamentos, com expectativa de estimular uma nova supersafra e garantir abastecimento interno e exportações.

Os recursos estão distribuídos em R$ 414,7 bilhões para custeio e comercialização, e R$ 101,5 bilhões para investimento — essa última categoria com leve recuo em relação ao ciclo anterior. A taxa de juros para os financiamentos varia entre 8,5% e 14% ao ano, dependendo da linha e do perfil do produtor. Mesmo com o cenário de alta da Selic, as taxas do novo plano safra seguem abaixo da média de mercado.

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O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contará com R$ 69,1 bilhões, um acréscimo de quase 6% em relação à safra anterior. Para facilitar o acesso, o limite de enquadramento foi ampliado: passa a valer para produtores com renda bruta anual de até R$ 3,5 milhões.

Entre os incentivos previstos, o governo também manteve a subvenção a linhas de crédito voltadas à irrigação, sustentabilidade e modernização do campo. O BNDES participará com R$ 18 bilhões, sendo R$ 14,4 bilhões em linhas dolarizadas, com juros entre 8,5% e 9% ao ano.

Apesar do esforço para ampliar os recursos, especialistas alertam para os desafios de execução orçamentária. Há preocupação com o ritmo de liberação efetiva dos valores anunciados, como apontado por economistas que analisam os resultados da safra anterior. Outro ponto de atenção é o impacto dos juros altos sobre a capacidade de endividamento dos produtores.

Mesmo assim, entidades do setor cooperativista e parlamentares da base aliada destacaram avanços na proteção contra eventos climáticos, melhorias no seguro rural e ampliação de programas voltados à transição ecológica. Também houve reforço nas linhas para jovens, mulheres, povos tradicionais e acesso a novas tecnologias no campo.

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A previsão é de que os recursos comecem a ser liberados em até 15 dias, conforme as instituições financeiras finalizem os ajustes operacionais. O Plano Safra 2025/2026 entra em vigor a partir deste mês de julho.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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