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Pecuária acelera, abate sobe 14,3% e supera ritmo do país

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O Acre avançou acima do ritmo nacional na pecuária de corte em 2025 e reforçou o movimento de expansão da produção formal no Norte do país. Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o estado abateu 644,2 mil cabeças de bovinos, alta de 14,3% em relação a 2024, quando o volume foi de 563,6 mil animais .

O desempenho supera a média brasileira, que registrou crescimento de cerca de 8,2% no abate de bovinos no mesmo período, indicando aceleração mais intensa da atividade no estado . Em termos de volume, também houve avanço: a produção de carne passou de aproximadamente 135 mil para 151,7 mil toneladas, aumento de 12,2% na comparação anual .

O crescimento reflete a ampliação do rebanho, maior giro nos frigoríficos e avanço da formalização da cadeia — já que os dados consideram apenas abates com inspeção sanitária. Na prática, isso indica mais produção dentro do sistema oficial, com acesso a mercados e maior controle sanitário.

O ritmo foi mais forte no fim do ano. Apenas no quarto trimestre, o estado abateu 164,4 mil cabeças, alta de 19,3% sobre igual período de 2024, sinalizando aceleração da oferta de animais para abate .

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O avanço da pecuária de corte ocorre junto com outros segmentos do agro local. A produção de ovos cresceu 10,5% em 2025, enquanto a cadeia do leite manteve volume próximo de 11 milhões de litros captados pela indústria, mostrando estabilidade com leve viés de alta .

A leitura do mercado é que o Acre vem consolidando um ciclo de crescimento sustentado, apoiado na abertura de mercados — hoje com exportações para mais de 10 países —, melhoria sanitária e maior organização da cadeia produtiva.

Para o setor, o dado mais relevante é a velocidade da expansão. Enquanto o crescimento da pecuária brasileira segue um padrão mais gradual, o avanço de dois dígitos no estado indica ganho de escala e maior participação no mapa da carne nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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