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O Boletim do Suíno de janeiro está disponível no site!
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Cepea, 13/02/2023 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje o Boletim do Suíno de janeiro de 2023.
Abaixo, alguns trechos:
Mercado em janeiro
Ao contrário do esperado por agentes do setor, as vendas de carne suína se aqueceram na última semana de janeiro – geralmente, o encerramento do mês é marcado por baixa liquidez e pelo consequente recuo nos preços. No fim de janeiro, agentes relataram diminuição na disponibilidade de suínos vivos prontos para abate. Esse cenário elevou os preços do animal nos últimos dias do mês em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Apesar disso, as quedas nos valores do vivo registradas entre o início e meados do mês fizeram com que a média de janeiro/23 ficasse inferior à registrada em dezembro/22, mas superior à de janeiro do ano passado, em termos nominais.
Preços e exportações
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em janeiro, foram embarcadas 87,9 mil toneladas de carne suína (considerando-se produtos in natura e industrializados), volume 13,1% abaixo do registrado em dezembro/22.
Relação de troca e insumos
A baixa liquidez no mercado de carne suína pressionou os valores do animal vivo em janeiro, enquanto as cotações dos principais insumos da atividade suinícola – milho e farelo de soja – registraram avanços. Diante desse cenário, houve piora no poder de compra do suinocultor paulista frente a esses insumos em relação a dezembro/22.
Carnes concorrentes
No mês de janeiro, os valores médios mensais da carcaça especial suína, da carcaça casada bovina e do frango inteiro resfriado, todos comercializados no atacado da Grande São Paulo, registraram queda frente a dezembro de 2022. Porém, o movimento de baixa dos preços da proteína suína foi mais intenso, cenário que resultou em ganho de competitividade desta frente às substitutas.
Fonte: CEPEA
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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%
Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.
O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.
Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.
A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.
O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.
As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç
Fonte: Pensar Agro
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