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O Boletim do Leite de fevereiro já está disponível!

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Cepea, 17/02/2023 – Nesta edição, confira:

ATENÇÃO: Cepea adota nova nomenclatura para o preço do leite cru em 2023
Atendendo a uma antiga reivindicação do setor leiteiro por maior clareza quanto ao período de referência de sua pesquisa, o Cepea realizará um ajuste na nomenclatura do preço do leite cru a partir de janeiro de 2023. No lugar de nomear a informação de acordo com o mês em que houve pagamento (como vem sendo feito desde 2004), o Cepea passará a adotar o mês de captação do leite cru como referência para nomear os dados divulgados. Essa mudança se refere apenas à nomenclatura do dado, não ao processo de coleta de informações e cálculo das médias.

OPINIÃO: Ajustes metodológicos na pesquisa do preço do leite cru do Cepea garantem evolução conjunta com cadeia leiteira
A Equipe do Cepea monitora a cadeia do leite desde 1986 e calcula indicadores de preços líquidos ao produtor desde 2004. Ao longo destas décadas, o mercado passou por várias transformações, que se refletiram em desafios para o Cepea. Mas o Centro de Pesquisas acompanhou tais evoluções, por meio de ajustes metodológicos, buscando sempre garantir a transparência da informação divulgada.

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2023 se inicia com alta atípica para o setor
Pesquisas do Cepea mostram que o ano de 2023 começa de forma atípica para o setor lácteo nacional, sendo marcado por altas de preços ao longo de toda cadeia produtiva. Historicamente, o que se observa é desvalorização do leite no início do ano, por conta do aumento sazonal da produção – o qual, por sua vez, está atrelado à melhoria das pastagens, em decorrência de típicas chuvas da primavera e do verão. Contudo, neste início de 2023, verifica-se justamente o oposto: limitação da produção, em consequência do clima adverso, resultado do fenômeno La Niña.

Com oferta reduzida, preços dos lácteos sobem
A  tendência de queda nos preços observada nos últimos meses do ano passado deu lugar a um movimento atípico de alta nas cotações neste início de 2023. Pesquisas do Cepea realizadas com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostram que, em janeiro, o leite longa vida (UHT), o queijo muçarela e o leite em pó (400g) tiveram médias de R$ 4,01/l, de R$ 29,70/kg e de R$ 29,41/ kg, respectivamente, altas reais de 4,2%, de 3,3% e de 1% frente ao mês anterior. Na Média Brasil, o leite pasteurizado, o queijo prato e a manteiga fecharam janeiro com valorizações reais de 0,36%, 1,18% e 0,12%, na mesma ordem (os valores foram deflacionados pelo IPCA de janeiro/23)

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Importações de lácteos voltam a crescer em janeiro
Dados da Secex mostram que as importações brasileiras de lácteos aumentaram 2,8% de dezembro para janeiro, totalizando 156,9 milhões de litros em equivalente leite. Este volume é 2,3 maior que o registrado em janeiro/22. Por outro lado, as exportações recuaram 30,1%, somando apenas 5,7 mil litros em equivalente leite – quantidade 63,1% menor que a do mesmo período de 2022.

Ano se inicia com ligeiro aumento nos custos
Interrompendo a tendência de queda observada desde agosto de 2022, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira voltou a subir em janeiro, considerando-se a “Média Brasil”, que engloba os estados de BA, GO, MG, SC, PR e SP. O avanço, de 0,68%, esteve atrelado à elevação dos desembolsos em diversas categorias de insumo, principalmente a dos concentrados e suplementos minerais.

Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Expogrande movimentou R$ 400 milhões, reforçando avanço e diversificação do agro

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A 86ª Expogrande, realizada semana passada em Campo Grande, movimentou cerca de R$ 400 milhões em negócios e reafirmou o papel do evento como uma das principais plataformas do agronegócio no Centro-Oeste, em um cenário de maior seletividade no crédito.

Mesmo abaixo do recorde da edição anterior, o volume consolidado mostra a capacidade de reação do setor diante de um ambiente financeiro mais exigente. Ao longo da feira, produtores mantiveram investimentos em tecnologia, genética e melhoria de produtividade, com destaque para a presença de instituições financeiras e linhas de financiamento voltadas ao campo.

A Expogrande também evidenciou a transformação do agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vem ampliando sua base produtiva para além da tradicional soja e pecuária de corte. Cadeias como suinocultura, avicultura, piscicultura e florestas plantadas ganharam espaço, refletindo um processo de diversificação que fortalece a economia estadual.

Dados apresentados durante o evento mostram a dimensão desse avanço. A suinocultura já supera 3,6 milhões de abates, enquanto a avicultura movimenta mais de 177 milhões de frangos por ano. A piscicultura, por sua vez, alcança cerca de 53 mil toneladas, consolidando-se como uma das apostas de crescimento.

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No campo agrícola, a soja segue como base, com produção em torno de 4,5 milhões de toneladas na safra atual, mantendo o peso do grão na geração de renda e na dinâmica econômica do estado.

Além dos números, a feira reforçou a integração entre produção, tecnologia e indústria. O ambiente de negócios reuniu produtores, empresas e investidores, consolidando a Expogrande como espaço estratégico para decisões de investimento e troca de conhecimento.

A agenda institucional também teve destaque. Após o encerramento da feira, o governador Eduardo Riedel manteve reuniões com lideranças do setor para discutir novas iniciativas e alinhar demandas voltadas à competitividade.

Entre os pontos tratados estiveram melhorias em infraestrutura, qualificação profissional e programas de incentivo à produção, com foco na ampliação da eficiência e na agregação de valor dentro do estado.

A leitura do setor é de que o agro sul-mato-grossense entrou em uma nova fase, marcada pela industrialização, diversificação e maior uso de tecnologia. Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, o volume de negócios e o nível de investimentos observados durante a Expogrande indicam continuidade do crescimento.

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Ao final, a feira reforça a capacidade do produtor de se adaptar ao ambiente econômico e seguir investindo. Mais do que o volume financeiro, o evento consolida tendências que devem sustentar o avanço do agronegócio no estado nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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