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Núcleo de Estudos em Produção de Suínos, de Montes Claros, ganha selo internacional

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O Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (Nepsui), localizado no Instituto de Ciências Agrárias, em Montes Claros, Minas Gerais, foi certificado internacionalmente em bem-estar animal. A unidade, sendo a primeira granja experimental nas Américas e a terceira de produção no Brasil a conquistar esse selo, se destaca por sua abordagem inovadora e tecnológica.

Reconhecida como a granja mais avançada da América Latina, o Nepsui utiliza inteligência artificial para analisar o comportamento dos animais. A granja possui estações de alimentação inteligentes e balanças de precisão, além de chips com tecnologia RFID, que permitem aos leitões se alimentarem de forma autônoma nas baias. Essas ferramentas ajudam os pesquisadores a compreender e atender às necessidades diárias dos animais, melhorando seus índices reprodutivos, imunológicos e de bem-estar, sendo todo o processo monitorado por câmeras.

A certificação, intitulada FairFood, foi resultado de uma auditoria realizada em novembro por uma entidade terceirizada, acreditada pela International Accreditation Forum (IAF), órgão internacional regulador nesse tipo de certificação.

O recente investimento do Nepsui foi o Laboratório de Inteligência Artificial para Suínos (Liasui), destinado aos leitões em desmame (24 a 70 dias de idade). O espaço é equipado com máquinas de alimentação interligadas a câmeras de inteligência artificial que monitoram os animais continuamente. Essa tecnologia permite identificar o comportamento alimentar dos leitões em tempo real, possibilitando ajustes nutricionais e ambientais que influenciam seu consumo e ganho de peso.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Com dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27

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Com o fim do vazio sanitário se aproximando e o plantio da soja previsto para começar a partir de setembro nas principais regiões produtoras, o endividamento rural voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro.

Estimativas do setor apontam que o passivo total da agropecuária brasileira já supera R$ 1,3 trilhão, dos quais aproximadamente R$ 188 bilhões correspondem a dívidas financeiras diretas dos produtores. Diante desse cenário, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou as articulações para acelerar a votação do Projeto de Lei 5.122/2023, considerado uma das principais apostas para permitir a renegociação de débitos e recuperar a capacidade de investimento no campo.

A preocupação cresce justamente no momento em que agricultores começam a planejar a safra 2026/27, negociando sementes, fertilizantes, defensivos e operações de custeio. Após anos de custos elevados, juros altos e sucessivas adversidades climáticas, muitos produtores chegam ao novo ciclo com margens reduzidas e dificuldades para acessar novas linhas de crédito.

O problema ganhou dimensão nacional principalmente entre os produtores de soja, principal cultura agrícola do país. Apesar de o Brasil caminhar para colher mais de 180 milhões de toneladas da oleaginosa, a rentabilidade das propriedades sofreu forte pressão nos últimos anos. Em algumas regiões, as margens brutas recuaram mais de 30%, reflexo da combinação entre queda nos preços internacionais, valorização dos insumos e aumento dos custos financeiros.

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Os reflexos desse cenário já aparecem nos indicadores do setor. Em 2025, o agronegócio registrou recorde de pedidos de recuperação judicial, enquanto a inadimplência rural avançou em diversas regiões produtoras. O ambiente mais desafiador levou instituições financeiras a endurecer critérios de concessão de crédito e exigir garantias adicionais, reduzindo a capacidade de financiamento de parte dos produtores.

Nesse contexto, ganhou força no Congresso Nacional o Projeto de Lei 5.122/2023. Embora tenha sido apresentado pelo deputado Domingos Neto, a proposta passou a ser uma das prioridades da Frente Parlamentar da Agropecuária, que atua para viabilizar instrumentos de renegociação de passivos, alongamento de prazos e recuperação da capacidade produtiva dos agricultores.

A avaliação de lideranças do setor é que a solução para o endividamento precisa ser definida antes do avanço do calendário agrícola. Isso porque grande parte da produtividade é construída antes mesmo do plantio, por meio de investimentos em correção de solo, fertilização, escolha de sementes e proteção fitossanitária. Sem acesso a crédito ou condições adequadas de renegociação, produtores podem reduzir aportes justamente em áreas que influenciam diretamente o desempenho da lavoura.

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O debate vai além das propriedades rurais. O Brasil é líder mundial na produção e exportação de soja, cadeia que movimenta centenas de bilhões de reais anualmente e sustenta segmentos como biodiesel, proteína animal, logística, armazenagem e agroindústria. Por isso, especialistas alertam que a recuperação financeira dos produtores será decisiva não apenas para a safra 2026/27, mas para a manutenção da competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Enquanto aguardam uma definição em Brasília, agricultores seguem fazendo contas e ajustando o planejamento da próxima temporada. No campo, a percepção é de que o crédito poderá ser tão importante quanto o clima para determinar os resultados da próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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